OS MAGNETIZDORES E OS MÉDIUNS CURADORES.

A REAFIRMAÇÃO DA GRANDE DIFERENÇA ENTRE OS MAGNETIZADORES E OS MÉDIUNS CURADORES

Allan Kardec, na "Revista Espírita" do mês de janeiro de 1864, publicou um artigo intitulado "Médiuns Curadores". Transcreveu uma carta que havia recebido de um espírita, falando de seus estudos acerca dos fluídos e do desenvolvimento de sua mediunidade curadora.

Esse médium curador deixava claro que havia obtido sucesso em diversas curas, fazendo emissão fluídica, com a ajuda de Deus e com o concurso dos guias espirituais, após o recolhimento e a evocação, seguindo preceitos evangélicos.

Em seqüência a essa carta, nesse mesmo número da "Revista Espírita", Allan Kardec publicou, também, uma importante comunicação do Espírito Mesmer, através do médium Sr. Albert. Essa comunicação, obtida espontaneamente após a leitura da citada carta na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 18 de dezembro de 1863, contém ensinamentos muito valiosos que reafirmam as diferenças importantes existentes entre os magnetizadores e os médiuns curadores, a saber:

A vontade, em diferentes graus de desenvolvimento, serve para curar e aliviar.

Existem o fluído animal e o fluído espiritual, que são conhecidos também como magnetismo animal e magnetismo espiritual.

Um gênero de magnetismo, muito mais poderoso, é a prece dirigida a Deus por uma alma pura e desinteressada.

Quem magnetiza pensa apenas em derramar seu próprio fluído sobre o paciente que está sob os seus cuidados, sem se preocupar com a Providência que está interessada no caso tanto ou mais que o magnetizador.

O magnetizador isoladamente não pode obter mais do que a sua força, sozinha, pode produzir.

Os médiuns curadores operam após elevar a alma a Deus, reconhecendo que, por si mesmos, nada podem realizar.

A humildade e a abnegação do médium curador fazem com que Deus envie poderosos socorros, que o magnetizador não pode obter por se julgar suficiente para o empreendimento.

Deus eleva e recompensa  o médium humilde e sincero e rebaixa o magnetizador orgulhoso.

O socorro que Deus envia aos médiuns curadores vem através de bons Espíritos.

Os bons Espíritos penetram o médium curador com seu fluído benéfico, que é transmitido ao doente.

O magnetismo transmitido pelos médiuns curadores é mais potente e produz curas qualificadas de miraculosas.

O poder da cura depende da natureza do fluído derramado pelos bons Espíritos sobre o médium curador.

O magnetizador comum, por vezes, se esgota em vão a fazer os passes, ao passo que o médium curador infiltra no doente um fluído regenerador, pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos, concedido apenas para quem tem fé sincera e pureza de intenção.

Ainda, nesse mesmo artigo, Allan Kardec transcreveu uma comunicação do Espírito Paulo, apóstolo, obtida no mesmo dia, através do médium Sr. Albert. Essa comunicação ensina-nos que os médiuns curadores devem:

  • Ter disposição e a fé que levanta montanhas, o desinteresse que purifica os atos da vida, e a humildade que os santifica;

  • Perseverar na obra de beneficência que empreendem;

  • Empregar a sua faculdade curadora com a prece, que é uma vontade forte, um guia e um ponto de apoio;

  • Seguir os exemplos do Cristo de vontade firme no bem, de doçura constante, de submissão à vontade do Pai e de perfeita abnegação.

Visando a esclarecer melhor as diferenças entre o magnetismo e a mediunidade curadora, Allan Kardec explicou-nos que:

  • O fluído magnético ordinário pode dar, a certas substâncias propriedades particulares ativas. Assim, ele age, de certo modo, como agente químico modificador do estado molecular dos corpos ou de certos órgãos, dependendo de sua ação mais ou menos salutar e de sua qualidade;

  • O fluído pessoal, que o magnetizador transmite, por se originar do perispírito, sofre a influência das qualidades materiais do corpo material, ao qual está unido, bem como das qualidades morais do Espírito encarnado. Assim, a pureza desse fluído não é absoluta, de forma que a sua ação curativa é lenta, por vezes nula, e por outras vezes nociva, quando transmite ao doente princípios mórbidos;

  • A qualidade dos fluídos de um magnetizador, que é um Espírito encarnado, ´e muito variável em seu grau de pureza, de forma que, embora um fluído seja bastante abundante e enérgico para produzir efeitos instantâneos de sono, de catalepsia, de atração ou de repulsão, absolutamente não se segue que ele tenha as qualidades necessárias para curar: a força que derruba, não é o bálsamo que suaviza e restaura;

  • Os fluídos dos Espíritos encarnados ou desencarnados inferiores podem ser mesmo muito maléficos;

  • O fluído perispiritual dos Espíritos superiores está despojado de todas as impurezas da matéria e está, de certo modo, quintessenciado, de forma que a sua ação é salutar e benfazeja;

  • O fluído dos Espíritos superiores não se encontra entre os encarnados, nem entre os Espíritos vulgares. É preciso, pois, pedir a Deus a ação desses Espíritos elevados;

  • O médium curador emite pouco de seu fluído, mas, com o fluído de um Espírito superior, que o penetra e ao qual ele serve de condutor, ele pode magnetizar com o magnetismo espiritual que vem dos Espíritos superiores, e que difere do magnetismo animal, que vem do homem;

  • Para curar pela ação fluídica, o médium curador precisa dos fluídos mais depurados, benéficos e saudáveis, que pertencem aos Espíritos superiores;

  • Com a prece feita com fervor e fé, o médium curador invoca o concurso dos Espíritos superiores, demonstrando humildade e sentimento de benevolência, caridade, devotamento e desinteresse. Assim, as suas forças podem ficar centuplicadas em poder  e eficácia;

  • O poder do fluído dos Espíritos superiores, ao passar pelo médium curador, pode perder as suas qualidades, se o médium não for puro de coração e não estiver trabalhando pelo seu melhoramento moral;

  • Entre o magnetizador (que não conta com a assistência dos bons Espíritos) e o médium curador há uma diferença capital: o magnetizador magnetiza com o seu próprio fluído e fica limitado às suas próprias forças; o médium curador magnetiza com o fluído depurado dos bons Espíritos, que ajudam apenas o médium curador que opera com um fim humanitário e caridoso, demonstrando desinteresse pessoal;

  • Os médiuns curadores tendem a multiplicar-se com a propagação do Espiritismo, mostrando a existência de um magnetismo mais poderoso que o humano;

  • A mediunidade curadora se preserva do charlatanismo quando é empregada com um desinteresse absoluto, material e moral, em favor do próximo, que atrai o concurso dos Espíritos superiores. Assim, o médium curador cumpre as recomendações de Jesus: "Ide! Expulsai os demônios, curai os doentes"  e  "Dai de graça o que de graça recebestes".

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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