RESPONSABILIDADE NO BEBER

Responsabilidade no beber

"Nestes leitos existem suicidas de todos os tipos: – desde os que empunharam a arma ou o tóxico fatal, até aqueles que se consumiram vitimados pelos próprios
vícios"
 – Irmão João, em Memórias de um Suicida

(…)
Sabe-se hoje que, no início do processo, não há diferença entre um bebedor social e um futuro alcoólico. O alcoolismo não é hereditário. As pessoas bebem por questões psico-emocionais e criam dependência por questões fisiológicas.(…)

[Em entrevista realizada] um dos dependentes do álcool narra:

"(…) Eu ficava encolhido no quarto, ouvia vozes que me diziam para me atirar pela janela. Eu via baratas do tamanho de ratos e ratos do tamanho de gatos (…)."

A par das preciosas informações que a Doutrina nos concede atingir, não é difícil acreditar e entender por que o alcoolismo não é hereditário. Não existe, no caso, qualquer herança genética tão-somente porque o que temos em análise é um problema de herança e sintonia espiritual. Os espíritos desencarnados ainda subjugados à dependência alcoólica buscam, desesperados, qualquer criatura [encarnada] que, sustentando o vício, lhes possibilite absorver, pela via da corrente sanguínea e durante o metabolismo da bebida, os vapores de que se sentem ainda necessitados.(…)

A aparente energia que prossegue movimentando o alcoólico justifica-se porque os desencarnados que o obsidiam, instando-o a beber mais e mais, aliviam-no parcialmente da carga do álcool metabolizado.

Ante qualquer esboço de resistência da vítima, ao manifestar desejo de afastar-se do vício, muitos de seus "amigos" espirituais não se privam de aterrorizá-lo, incutindo-lhe na tela mental visões terríveis que o alucinam. E o indivíduo volta para o copo e a garrafa porque – é induzido a acreditar -, apenas assim recupera o seu equilíbrio. Na realidade caminha, a passos largos, para o suicídio indirecto.

André Luiz (Espírito) descortina as realidades do Mundo Espiritual (…) e reproduz uma informação esclarecedora e interessante, no livro No Mundo Maior, [a respeito do alcoólico]:

"A sede escaldante, provocada pela própria displicência e pela instigação dos vampiros [espirituais] que, vorazes, enxameiam à sua roda, subverteu-lhe o sistema nervoso. A organização perispirítica, semiliberta do corpo denso pelos perniciosos processos da embriaguez, povoa-lhe a mente de atrozes pesadelos, agravados pela actuação das entidades perversas que o seguem passo a passo."

E adiante: "Álgido suor lhe escorria da fronte e, de vez em quando, desferia gritos de terror selvagem. Em derredor, quatro entidades embrutecidas submetiam-no aos seus desejos. Empolgavam-lhe a organização fisiológica, alternadamente, uma a uma, revezando-se para experimentar a absorção das emanações alcoólicas, no que sentiam singular prazer. Apossavam-se particularmente da estrada gástrica inalando a bebida a volatilizar-se da cárdia ao piloro.” (…)

Diferentemente da propaganda veiculada na divulgação do cigarro sempre direccionada para o público (…) os anúncios de bebidas não dão prioridade às faixas etárias, mas destacam sempre o bom-gosto, a elegância, a presença social, quando se consome esta ou aquela marca. (…)

Durante muito tempo o hábito de beber, principalmente em público, era prerrogativa dos homens adultos. Modernamente nivelam-se a eles as mulheres e os jovens. Devido a essa mudança de comportamento o universo dos alcoólicos apresenta variada gama de dependentes com grave incidência de jovens que, devido à ingestão do álcool, dilapidam as suas energias, envelhecendo precocemente.

Em qualquer análise que façamos quanto aos reflexos do alcoolismo, encontraremos a presença de três segmentos, quais sejam:

1º) O aspecto moral: provoca a perda de valores referenciais significativos como o amor e respeito da (e pela) família e amigos;

2º) O aspecto material; o uso do álcool cria dependência químico-fisiológica e agride a economia do cosmo orgânico, degenerando e enfraquecendo-o, sistematicamente, com o que começam a surgir doenças corrosivas, impertinentes e desagregadoras do equilíbrio mental;

3º) O aspecto espiritual: devido à relação intrínseca do Espírito com o corpo físico as protecções naturais para a preservação do conjunto Espírito-Matéria também se corrompem.

Se o homem, no hiato de tempo consumido entre pegar o copo e levá-lo à boca, imaginasse o quanto de comprometimento está a assumir, o quanto lhe será cobrado pela via da Lei de causa e efeito, certamente não ingeriria o líquido, fermentado ou destilado, da satisfação ilusória. É um prazer tão breve para uma reparação tão demorada e sofrida!

Geraldo Goulart 
REFORMADOR, JANEIRO, 1997


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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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