COMO DEVE SER A ASSISTÊNCIA SOCIAL ESPÍRITA.

Como deve ser a assistência social espírita

 

 

A assistência social no
Espiritismo é valiosa, no entanto, precatem-se os "trabalhadores da úl­tima
hora" contra os excessos, para que a exaustão com os labores exter­nos não
exaura as forças do entu­siasmo nem derrube as fortalezas da fé, ao peso da
extenuação e do de­sencanto nos serviços de fora.

 

 

 Evangelizar,
instruir, guiar, colocando o azeite na lâmpada do coração, para que a claridade
do espírito luza na noite do sofrimento, são tarefas urgentes, basilares, na
reconstrução do Cristianismo.

 

 

 

Os compromissos materiais de
assistência social podem di­ficultar a livre ação moral de muitos traba­lhadores
honestos, que se vêem obrigados a fazer concessões doutrinárias e morais, para
não perde­rem ajudas, valores, bens transitórios que pro­duzem rendas e facultam
socorros…

 

 

Sem
dúvida, a caridade material me­rece consideração e ca­rinho, dedicação e esforço
de todos nós, mas a ca­ridade moral, de pro­fundidade, a tarefa do socorro
espiritual, não con­tabilizada, nem difun­dida, é urgentíssima, impondo-nos a
necessidade de atenção e zelo.

 

 

 Mul­tiplicam-se
admiráveis locais de socorro humano, ma­terial, iniciados a expensas do
Consolador, onde a técnica vem substi­tuindo o amor, com a saturação do serviço
pelo excesso e repetição ge­rando irritação e mal-estar e fazendo que se falhe
nas horas do socorro moral, nos atos da pa­ciência e humildade, nos ministérios
espirituais da palavra esclarece­dora, do passe reconfortante…

 

 

Em muitas
instituições, não existe lugar nem tempo para Jesus ou para os obsidiados, os
ignoran­tes do espírito e os impertinentes, tais as preocupações, os
compromis­sos sociais, as cam­panhas e movimentos pela aquisição
argentária…

 

 

 Por isso, sem
qualquer restrição à prática da caridade material, a caridade moral e a caridade
espiritual, que beneficiam o paciente e edificam o benfeitor, fortale­cendo-os e
alegrando-os no Senhor, constituem-se em imperativo primor­dial e
insubstituível.

 

 

Foi o que Francisco Xavier
soli­citou a Natércio: no exercício da caridade,
dar preferência aos enfermos do espírito, par­ticularmente os obsidiados, em
cujo ministério se deve­ria cuidar com acendrado carinho dos perseguidores
desencarnados.
Eis assim o programa da Sociedade Espírita em que
Epifânia servia, canali­zando suas forças para a desobsessão, a pregação e a
mensagem psicogra­fada, com vistas à iluminação das criaturas. (Cap. 21, págs.
198 a 200)

 

 

 

 

 

 

 

 

O Centro Espírita "Francisco Xavier"

 

 

Quando a Casa foi erguida,
ob­servaram-se na sua construção os cuidados com a aeração, o conforto sem
excesso, a simplicidade e a total ausência de objetos e enfeites fora os
indispensáveis ao seu funciona­mento.

 

 

Todavia, nos
departamentos reserva­dos à câmara de passes, ao re­cinto mediúnico e à sala de
exposições dou­trinárias, foram providencia­das, no plano espiritual,
aparelhagens com­plexas e apropriadas às suas finalidades específicas. Espíritos
especia­lizados em impregnação magné­tica do ambiente foram requisitados para a
criação de uma psicofera sa­lutar e, ulteriormente, ficaram destacados alguns
obreiros para o tra­balho permanente de preservação e renovação, instalando-se
também recur­sos de defesas, a fim de se resguardarem a Casa e seus
freqüentadores das nocivas investidas das hordas de saltea­dores e vagabundos
desencar­nados, como também para se fazer a triagem dos que, situados na
errati­cidade, poderiam penetrar-lhes o recinto..
.

 

 

Natércio, que no século XVII,
seguindo o mestre de Navarra, se dedicara ao apostolado no Oriente, tendo-se
entregue ao martírio nas terras chi­nesas do Norte, en­sinara, em sucessivas instruções aos companheiros en­carnados, como
deve­riam estes comportar-se e preservar o recinto quanto às conversações
frívolas e vulgares, responsáveis pela sintonia com Es­píritos ociosos e
malévolos, que se insinuam através das mentes invigi­lantes e, não raro, se
introduzem em locais que lhes são vedados, por perturbação nas defe­sas, em
virtude das urdiduras e responsabilidades dos médiuns e direto­res
invigilantes.

 

 

Hospital-Escola para
os que so­frem, o Centro Espírita é templo de recolhimento e oração, onde se
esta­belecem, se fixam e por onde transitam as forças da comunhão entre o ho­mem
e Deus.

 

 

Em face disso, tendo em vista as
relevantes tarefas que nele se realizam, no Centro
Espírita não podem coexistir a leviandade e a honradez, a chufa e o verbo
edificante, a esperança e a revolta…

 

 

Dife­rença psíquica signi­ficativa
tem que apresentar a Casa Espírita em rela­ção a outros recintos de qualquer
natureza, atestando, dessa forma, a qualidade dos seus tra­balhadores
espirituais e o tipo de finalidades a que se destina…

 

 

Era exatamente esse o caso do
Centro Espírita "Francisco Xavier" onde, na­quela noite, os Ferguson teriam um
novo en­contro com comparsas e adver­sários do pretérito. (Cap. 21, págs. 200 a
203).

 

 

Do LIVRO –
Tramas do DestinoDivaldo P. Franco Pelo
Espírito Manoel Philomeno de Miranda

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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