LIVRE-ARBÍTRIO

LIVRE-ARBÍTRIO = COMPILAÇÃO

01 – AS LEIS MORAIS – RODOLFO CALLIGARES, “O livre-arbítrio” pág. 151

O livre arbítrio é definido como "a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua própria conduta", ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, "entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras".

Problema fundamental da Filosofia ética e psicológica, vem sendo estudado e discutido acaloradamente desde os primeiros séculos de nossa era, dando ensejo a que se formulassem, a respeito, várias doutrinas díspares e antagônicas até. Acham alguns que o livre arbítrio é absoluto, que os pensamentos, palavras e ações do homem são espontâneos e, pois, de sua inteira responsabilidade.

Evidentemente, laboram em erro, porquanto não há como deixar de reconhecer as inúmeras influências e constrangimentos a que, em maior ou menor escala, estamos sujeitos, capazes de condicionar e cercear a nossa liberdade. No extremo oposto, três correntes filosóficas existem que negam peremptoriamente o livre arbítrio: o fatalismo, o predestinacionismo e o determinismo.

Os fatalistas acreditam que todos os acontecimentos estão previamente fixados por uma causa sobrenatural, cabendo ao homem apenas o regozijar-se, se favorecido com uma boa sorte, ou resignar-se, se o destino lhe for adverso. Os predestinacionistas baseiam-se na soberania da graça divina, ensinando que desde toda a eternidade algumas almas foram predestinadas a uma vida de retidão e, depois da morte, à bem-aventurança celestial, enquanto outras foram de antemão marcadas para uma vida reprovável e, consequentemente, precondenadas às penas eternas do inferno.

Se Deus regula, antecipadamente, todos os atos e todas as vontades de cada indivíduo — argumentam —, como pode este indivíduo ter liberdade para fazer ou deixar de fazer o que Deus terá decidido que ele venha a fazer? Estas duas doutrinas, como se vê, reduzem o homem a simples autômato, sem mérito nem responsabilidade, ao mesmo tempo que rebaixam o conceito de Deus, apresentando-O à feição de um déspota injusto, a distribuir graças a uns e desgraças a outros, unicamente ao sabor de seu capricho. Ambas repugnam às consciências esclarecidas, tamanha a sua aberração .

Os deterministas, a seu turno, sustentam que as ações e a conduta do indivíduo, longe de serem livres, dependem integralmente de uma série de contingências a que ele não pode furtar-se, como os costumes, o caráter e a índole da raça a que pertença; o clima, o solo e o meio social em que viva; a educação, os princípios religiosos e os exemplos que receba; além de outras circunstâncias não menos importantes, quais o regime alimentar, o sexo, as condições de saúde, etc.

Os fatores apontados acima são, de fato, incontestáveis e pesam bastante na maneira de pensar, de sentir e de proceder do homem.
Assim, por exemplo, diferenças climáticas, de alimentação e de filosofia, fazem de hindus e americanos do norte tipos humanos que se distinguem profundamente, tanto na compleição física, no estilo de vida, como nos ideais; via de regra, a fortuna nos torna soberbos, enquanto a necessidade nos faz humildes; um dia claro e ensolarado nos estimula e alegra, contrariamente a uma tarde sombria e chuvosa, que nos deprime e entristece; uma sonata romântica nos predispõe à ternura, ao passo que os acordes marciais nos despertam ímpetos belicosos; quando jovens e saudáveis, estamos 
sempre dispostos a cantar e a dançar, já na idade provecta, preferimos a meditação e a tranquilidade, etc.

Daí, porém, a dogmatizar que somos completamente governados pelas células orgânicas, de parceria com as impressões, condicionamentos e sanções do ambiente que nos cerca, vai uma distância incomensurável. Com efeito, há em nós uma força íntima e pessoal que sobreexcede e transcende a tudo isso: nosso "eu" espiritual!

Esse "eu", ser moral ou alma (como quer que lhe chamemos), numa criatura de pequena evolução espiritual, realmente pouca liberdade tem de escolher entre o bem o mal, visto que se rege mais pelos instintos do que pela inteligência ou pelo coração. Mas, à medida que se esclarece, que domina suas paixões e desenvolve sua vontade nos embates da Vida, adquire energias poderosíssimas que o tornam cada vez mais apto a franquear obstáculos e limitações, sejam de que naureza forem. Não é só. 

Habilita-se também a pesar as razões e medir consequências, para decidir sempre pelo mais justo, embora desatendendo, muitas vezes, aos seus próprios desejos e interesses. Um dia, como o Cristo, poderá afirmar que já venceu o mundo, pois, mesmo faminto, terá a capacidade de, voluntariamente, abster-se de comer; conquanto rudemente ofendido, saberá refrear sua cólera e não revidar à ofensa; e, ainda que todos ao seu derredor estejam em pânico, manterá, imperturbável, sua paz interior. (Cap.X, q. 843)

02 – ALMAS CRUCIFICADAS – ZILDA GAMA, L.8, pág. 36

Consiste no cumprimento integral de todos os deveres morais, psíquicos e sociais que facilitam a chnonquista da autonomia individual, da eterna libertação do cativeiro carnal e planetário, das provas árduas e das dores mortificantes.

03 – ALMAS QUE VOLTAM – FERNANDO DO Ó, Cap. 4, pág. 65

Quando o homem tem liberdade de fazer, sem constrangimento de ordem biológica ou social, isto ou aquilo, ele se agita dentro das linhas mestras do Livre-arbítrio. Ele é livre para agir sem as solicitações materialistas do meio ambiente, mas em função de uma idéia mais alta da sua destinação espiritual.

04 – ANÁLISES ESPÍRITAS – DEOLINDO AMORIM, Cap. 16, pág, 91

O Livre-arbítrio aumenta à medida que o Espírito se adianta – não apenas em conhecimento, mas principalmente em moralidade. Contrariamente, o determinismo é mais forte quando o Espírito é mais ignorante ou grosseiro.

Há Espíritos que cedem à matéria quase que totalmente, ou vivem a bem dizer, em função da mesma matéria; enquanto há outros que, embora sujeitos aos órgãos físicos, lutam constantemente e chegam a neutralizar umas tantas necessidades pelo idealismo, pela pureza de pensamento, pela fé, pelo desejo ardente de se melhorarem. É o jogo do determinismo versus livre-arbítrio. Vence o mais espiritualizado. Aí, justamente, entra a Doutrina Espírita com mais uma lição: o corpo não é responsável pelos nossos desatinos, pelas nossas paixões. Não, ele é apenas instrumento, já que o poder pensante é o Espírito.

05 – ESTUDANDO O EVANGELHO – MARTINS PERALVA, Cap. 30, “Livre-arbítrio”. pág. 140

O livre-arbítrio é a faculdade que permite ao homem edificar, conscientemente, o seu próprio destino, possibilitando-lhe a escolha, na sua trajetória ascensional, do caminho que desejar. Limitado a princípio, vai-se expandindo à medida que o homem cresce em espiritualidade.

Quanto mais evoluído o ser, mais amplo o seu livre-arbítrio, maior o seu direito de fazer certas escolhas, no campo da vida, assumindo assim, a pouco a pouco, o comando definitivo de sua ascensão. Livre-arbítrio e responsabilidade individual desenvolvem-se, simultaneamente, no aprendizado humano. O homem de evolução primária tem o livre-arbítrio limitado, restrito. 

Equivale ao sentenciado que a lei pune, sem transigências, submetendo-o à reclusão onde melhor convenha aos interesses da lei e da sociedade. A sociedade e a lei não confiam nele. O homem de evolução mediana tem sua esfera deliberativa menos restrita. Corresponde ao recluso que, submetido à disciplina dos códigos, recebe dos códigos certas concessões, geralmente atribuídas aos que, no cumprimento de suas penas, demonstram boa-vontade e obediência, respeito e compreensão.

O homem evolvido é o ex-sentenciado, o que já se libertou e corrigiu. Provas e expiações, disciplinações e corretivos foram-lhe o caminho para a libertação definitiva. Nada mais deve à lei e colabora, na sociedade, para que se restaurem a justiça e a fraternidade, a harmonia e o progresso.

É livre para agir, porque discerne o bem do mal, a verdade da mentira, a luz da sombra. Conhecendo a Verdade, a Verdade o fez livre. De sua atuação resultam o trabalho e a prosperidade, o fortalecimento e a segurança das peças que constituem, que formam o maquinismo das coletividades.

Um dia, no curso dos milênios, o nosso livre-arbítrio se harmonizará plenamente com a Verdade Total, com as deliberações superiores. Neste dia saberemos executar, com fidelidade, o pensamento do Cristo, Mestre e Senhor Nosso. O livre-arbítrio do homem não evoluído é como um espelho que o lodo das imperfeições desnatura, por algum tempo.

O livre-arbítrio do homem de evolução mediana é como a madrugada que espera o beijo do Sol. O livre-arbítrio do homem evolvido – do que se libertou da ignorância – é como a face tranqüila de um lago, onde se refletem, no esplendor de sua radiosidade, os luminosos raios do astro-rei.

07 – DEPOIS DA MORTE – LÉON DENIS, XL – Livre-arbítrio e providencia, pág. 242

A questão do livre-arbítrio é uma das que mais tem preocupado filósofos e teólogos. Conciliar a vontade, a liberdade do homem com o exercício das leis naturais e a vontade divina, afigurava-se tanto mais difícil quanto a fatalidade cega parecia, aos olhos de muitos, pesar sobre o destino humano.

O ensino dos Espíritos veio elucidar esse problema. A fatalidade aparente, que semeia males pelo caminho da vida, não é mais que a conseqüência do nosso passado, que um efeito voltado sobre a sua causa; é o complemento do programa que aceitamos antes de renascer, atendendo assim aos conselhos dos nossos guias espirituais, para nosso maior bem e elevação.

Nas camadas inferiores da criação a alma ainda não se conhece. Só o instinto, espécie de fatalidade, a conduz, e só nos seus tipos mais evoluídos é que aparecem como o despontar da aurora, os primeiros rudimentos das faculdades do homem. Entrando na Humanidade, a alma desperta para a liberdade moral. Seu discernimento e sua consciência desenvolvem-se cada vez mais à proporção que percorre essa nova e imensa jornada. Colocada entre o bem e o mal, compara e escolhe livremente.

Esclarecida por suas decepções e seus sofrimentos, é no seio das provas que obtém a experiência e firma a sua estrutura moral. Dotada de consciência e de liberdade, a alma humana não pode recair na vida inferior, animal. Suas encarnações sucedem-se na escala dos mundos até que ela tenha adquirido os três bens imorredouros, alvo de seus longos trabalhos: a Sabedoria, a Ciência e o Amor, cuja posse liberta-a, para sempre, dos renascimentos e da morte, franqueando-lhe o acesso à vida celeste.

Pelo uso do seu livre-arbítrio, a alma fixa o próprio destino, prepara as suas alegrias ou dores. Jamais, porém, no curso de sua marcha – na provação amargurada ou no seio da luta ardente das paixões -, lhe será negado o socorro divino. Nunca deve esmorecer, pois, por mais indigna que se julgue; desde que em si desperta a vontade de voltar ao bom caminho, à estrada sagrada, a Providência dar-lhe-á auxílio e proteção.

A Providência é o Espírito superior, é o anjo velando sobre o infortúnio, é o consolador invisível, cujas inspirações reaquecem o coração gelado pelo desespero, cujos fluidos vivificantes sustentam o viajor prostrado pela fadiga; é o farol aceso no meio da noite para a salvação dos que erram sobre o mar tempestuoso da vida.

A Providência é, ainda, principalmente, o amor divino derramando-se a flux sobre suas criaturas. Que solicitude, que previdência nesse amor !

08 – Emmanuel – Emmanuel – pág. 45/169

XXXIII QUATRO QUESTÕES DE FILOSOFIA – DETERMINISMO E LIVRE-ARBÍTRIO
Pergunta — O futuro, de um modo geral, estará rigorosamente determinado, como parece demonstrado pelos fenômenos ditos premonitórios, ou esses fenômenos envolvem um determinismo conciliável com os dados imediatos da consciência sobre os quais são geralmente estabelecidas as noções de liberdade e responsabilidade individuais? E em que termos, nestes últimos casos, se exerce esse determinismo, do ponto de vista teleológico?

Resposta — Os seres da minha esfera não conhecem o futuro, nem podem interferir nas coisas que lhe pertencem. Acreditamos, todavia, que o porvir, sem estar rigorosamente determinado, está previsto nas suas linhas gerais.
Imaginai um homem que fosse efetuar uma viagem. Todo o seu trajeto está previsto: dia de partida, caminhos, etapas, dia de chegada. Todas as atividades, contudo, no transcurso da viagem, estão afetas ao viajante, que se pode desviar ou não do roteiro traçado, segundo os ditames da sua vontade. Daí se infere que o livre-arbítrio é lei irrevogável na esfera individual, perfeitamente separável das questões do destino, anteriormente preparado. Os atos premonitórios são sempre dirigidos por entidades superiores, que procuram demonstrar a verdade de que a criatura não se reduz a um complexo de oxigênio, fosfato, etc.. e que, além das percepções limitadas do homem físico, estão as faculdades superiores do homem transcendente.


12 – O CONSOLADOR – FRANCISCO C. XAVIER (EMMANUEL), pág. 83

Perg. 132 – Há o determinismo e o livre-arbítrio, ao mesmo tempo, na existência humana?
-Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens.
-O primeiro é absoluto nas mais baixas camadas evolutivas e o segundo amplia-se com os valores da educação e da experiência. Acresce observar que sobre ambos pairam as determinações divinas, baseadas na lei do amor, sagrada e única, da qual a profecia foi sempre o mais eloqüente testemunho.

Não verificais, atualmente, as realizações previstas pelos emissários do Senhor há dois e quatro milênios, no divino simbolismo das Escrituras?

Estabelecida a verdade de que o homem é livre na pauta de sua educação e de seus méritos, na lei das provas, cumpre-nos reconhecer que o próprio homem, à medida que se torna responsável, organiza o determinismo da sua existência, agravando-o ou amenizando-lhe os rigores, até poder elevar-se definitivamente aos planos superiores do Universo.

13 – O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Questões: 121/595/599/843

Perg. 121: Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal?
– Não tem eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto paa o mal, os que são maus, assim se tornaram por sua vontade.
Perg. 595: Os animais tem livre-arbítrio? -Não, são simples máquinas, como supondes, mas sua liberdade de ação é limitada pelas suas necessidades e não pode ser comparada à do homem. Sendo muito inferiores a este, não têm os mesmos deveres. Sua liberdade é restrita aos atos da vida material.

Perg. 599: A alma dos animais pode escolher espécie em que prefira encarnar-se?
– Não; ela não tem o livre-arbítrio.
Perg. 843: O homem tem livre-arbítrio nos seus atos? 
– Pois se tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre-arbítrio o homem seria um máquina.
Perg. 844 – O homem goza do livre-arbítrio desde o nascimento?
– Ele tem a liberdade de agir, desde que tenha a vontade de o fazer. Nas primeiras fases da vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. Estando os pensamentos da criança em relação com as necessidades da sua idade, ela aplica o seu livre-arbítrio às coisas que lhe são necessárias.

Perg. 845: As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer não são um obstáculo ao exercício do seu livre-arbítrio?
– As predisposições instintivas são as do Espírito antes da encarnação; conforme for ele mais ou menos adiantado, elas podem impeli-lo a atos repreensíveis, no que ele será secundado por Espíritos que simpatizem com essas disposições; mas não há arrastamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder.

Perg. 846: O organismo não influi nos atos da vida? E se influi, não o faz com prejuízo do livre-arbítrio?
– O Espírito é certamente influenciado pela matéria, que pode entravar as suas manifestações. Eis porque, nos mundos em que os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade. Mas o instrumento não dá faculdades ao Espírito. De resto, é necessário distinguir neste caso as faculdades morais da faculdades intelectuais. Se um homem tem o instinto do assassínio, é seguramente o seu próprio Espírito que o possui e que lho transmite, mas nunca os órgãos.

Perg. 847: A alteração das faculdades tira ao homem o livre-arbítrio?
– Aquele cuja inteligência está perturbada por uma causa qualquer perde o domínio do seu pensamento e, desde então, não tem mais liberdade. Essa alteração é frequentemente uma punição para o Espírito que,numa existência, pode ter sido vão e orgulhoso, fazendo mau uso de suas faculdades. Ele pode renascer no corpo de um idiota, como o déspota no corpo de um escravo e o mau rico no de um mendigo. Mas o Espírito sofre esse constrangimento, do qual tem perfeita consciência; é nisso que está a ação da matéria.

14 – O QUE É O ESPIRITISMO – ALLAN KARDEC, pág. 200

Perg. 128 – Tem o homem o livre-arbítrio, ou está sujeito à fatalidade?
-Se a conduta do homem fosse sujeita à fatalidade, não haveria para ele nem responsabilidade do mal, nem mérito do bem que pratica. Toda punição seria uma injustiça, toda recompensa um contra-sendo. O livre-arbítrio do homem é uma conseqüência da justiça de Deus, é o atributo que a divindade imprime àquele e o eleva acima de todas as outras criaturas.

É isto tão real que a estima dos homens, uns pelos outros, baseia-se na admissão desse livre-arbítrio; quem, por uma enfermidade, loucura, embriaguez ou idiotismo, perde acidentalmente essa faculdade, é lastimado ou desprezado.
O materialista que faz todas as faculdades morais e intelectuais dependerem do organismo, reduz o homem ao estado de máquina, sem livre-arbítrio e, por conseqüência, sem responsabilidade do mal e sem mérito do bem que pratica.

Perg. 129 – Será Deus o criador do Mal?
-Deus não criou o mal; Ele estabeleceu leis, e estas são sempre boas, porque Ele é soberanamente bom; aquele que as observasse fielmente, seria perfeitamente feliz; porém, os Espíritos, tendo seu livre-arbítrio, nem sempre as observam, e é dessa infração que provém o mal.

Perg. 130 – O homem já nasce bom ou mau?
-É preciso fazermos uma distinção entre a alma e o homem. A alma é criada simples e ignorante, isto é, nem boa nem má, porém suscetível, em razão do seu livre-arbítrio, de seguir o bom ou o mau caminho, ou, por outra, de observar ou infringir as leis de Deus. O homem nasce bom ou mau, segundo seja ele a encarnação de um Espírito adiantado ou atrasado.

19 – UNIVERSO E VIDA – ESPÍRITO ÁUREO – PÁG. 52,55 E 82

PROFECIA E LIVRE-ARBÍTRIO: Se o espaço-tempo não fosse curvo, profetizar seria, a rigor, inviável; entretanto, raios mentais de grande potência podem tocar em registros magéticos do passado, ainda persistentes, ou em projeções ideais do futuro, resultantes de mentalizações concentradas, provocando processos de reflexão tecnicamente semelhante à que é detectada pelo radar.

Abrimos aqui um parêntese para lembrar que o homem terrestre já consegue produzir microondas de grande estabilidade, potências enormes, de mais de 10 megawatts, e frequências que vão desde 1.000 até 75.000 megaciclos/seg (30 cm a 4mm). Um sistema de radar modulado por impulsos irradia energia em impulsos curtos, intensos, de duração aproximada de um microssegundo. O magnetron, operando com um campo magnético de valor crítico, produz oscilações de frequência muito elevada, da ordem de 3.000 megaciclos/seg. em razão das correntes induzidas pelos elétrons em rápido movimento circular.

Aceleradores lineares, baseados no uso de uma série de transmissores de microondas, podem produzir partículas de energia até 20.000 Mev. Voltando porém, ao assunto inicial, é força reconhecermos que longa é, para nós, a persistência dos registros magnéticos na aura planetária, porque lento é, para o nosso biorritmo, o processo de decaimento radioativo da matéria, bastando ter-se em conta que uma grama de radium 88Ra226 leva 1.620 anos para que decaia a metade dos seus átomos radioativos.

As mentalizaçãos ideais que constroem o futuro são, porém, incessantemente emitidas e sempre diferenciadas, podendo dar-se em razão disso, que algumas concentrações delas, eventualmente percebidas por mentes encarnadas ou desencarnadas, não correspondam aos fatos, quando estes realmente ocorrem, explicando-se, desse modo, os erros da profecia.

Nas operações com um radar, temos de considerar o chamado tempo de repetição dos impulsos, que é o necessário ao retorno do eco.Quando se opera, por exemplo, com um gerador de 800 ciclos/seg, o tempo de repetição é de 1.250 microssegundos. Esse tempo de repetição de impulsos é importante em nosso estudo porque é a sua incidência repetida que determina as modificações de causalidade responsáveis pela diferenciação entre certas mentalizações detectadas por profetas e os fatos consumados.

Isto é de fundamental importância para que entendamos as relações entre os mecanismos do LIVRE-ARBÍTRIO e os da Lei de Causa e Efeito, porquanto o espírito humano, isolada e coletivamente, embora subordinado ao império das circunstâncias que lhe condicionam o poder de ação, é sempre essencialmente livre para estabelecer e retificar a trajetória do seu destino.

Quanto a dizermos que um raio mental pode tocar em registros magnéticos na aura planetária, não se veja nisso nenhuma estranheza, pois bem mais difícil seria conceber-se a existência e o desempenho dos neutrinos. No entanto, essa partícula elementar, prevista teoricamente por Wolfgang Pauli, em 1930, foi detectada por F. Reines, em 1956, sem que até agora, se lhe tenha identificado qualquer massa, carga elétrica ou campo magnético.

Eles atravessam, sem dificuldade, qualquer corpo sólido da Terra, sem aparentemente serem atraídos, repelidos ou capturados pela força da gravidade, por cargas elétricas ou por campos magnéticos terrestres. É claro que jamais se compreenderá o que procuramos dizer nesta página, se não se considerar que o tempo-espaço se move em círculos concêntricos, tais como as ondas eletromagnéticas comuns. 

20 – VINHA DE LUZ – EMMANUEL- PÁG. 33 – ABRE A PORTA

"E havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo" -(João, 20:22)

Profundamente expressivas as palavras de Jesus aos discípulos, nas primeiras manifestações depois do Calvário. Comparecendo à reunião dos companheiros, espalha sobre eles o seu espírito de amor e vida, exclamando: "Recebei o Espírito Santo".

Por que não se ligaram as bênçãos do Senhor, automaticamente, aos aprendizes? por que não transmitiu Jesus, pura e simplesmente, o seu poder divino aos sucessores? Ele, que distribuíra dádivas de saúde, bênçãos de paz, recomendava aos discípulos recebessem os divinos dons espirituais. Por que não impor semelhante obrigação?

É que o Mestre não violentaria o santuário de cada filho de Deus, nem mesmo por amor. Cada espírito guarda seu próprio tesouro e abrirá suas portas sagradas à comunhão com o Eterno Pai. O Criador oferece à semente o sol e a chuva, o clima e o campo, a defesa e o adubo, o cuidado dos lavradores e a bênção das estações, mas semente terá que germinar por si mesma, elevando-se para a luz solar.

O homem recebe, igualmente o Sol da Providência e a chuva de dádivas, as facilidades da cooperação e o campo de oportunidade, a defesa do amor e o adubo do sofrimento, o carinho dos mensageiros de Jesus e a bênção das experiências diversas; todavia, somos constrangidos a romper por nós mesmos os envoltórios inferiores, elevando-nos para a Luz Divina.

As inspirações e os designios do Mestre permanecem à volta de nossa alma, sugerindo modificações úteis, induzindo-nos à legítima compreensão da vida, iluminando-nos através da consciência superior, entretanto, está em nós abrir-lhes ou não a porta interna.

Cessemos, pois, a guerra de nossas criações inferiores do passado e entreguemo-nos, cada dia, às realizações novas de Deus, instituídas a nosso favor, perseverando em receber, no caminho, os dons da renovação constante, em Cristo, para a vida eterna.

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Sobre aricarrasco

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