SINTONIA (AFINIDADE)

SINTONIA(AFINIDADE) – COMPILAÇÃO

03 – DEPOIS DA MORTE – LÉON DENIS , pág. 115/116

As almas desprendidas das influências terrenas se constituem em grupos simpáticos, cujos membros se amam, se compreendem, vivem em perfeita igualdade, em completa felicidade (aqueles que conseguiram dominar as suas paixões).

04 – DICIONÁRIO DA ALMA – FRANCISCO C. XAVIER (ESP. DIVERSOS).

AFINIDADE: A afinidade é “uma faixa de união” em que nos integramos uns com os outros.

06 – ESTUDANDO A MEDIUNIDADE – MARTINS PERALVA – cap. 39 , pág. 201

AFINIDADE ELETIVA: Explica Bozzano, com irresistível lógica, que o médium entrará em relação com os fatos ligados àquele (possuidor) cujo fluido se evidenciar mais ativo em relação com o sensitivo. A esse aspecto do fenômeno psicométrico, Bozzano denominou de “afinidade eletiva”.

SINTONIA NO TEMPO: É o processo pelo qual a mente humana, ligando-se ao pretérito distante, provoca a emersão das profundezas subconsciênciais, de expressões variegadas e multiformes que ali jazem adormecidas. ( cap. 38, pág. 197)

09 – LAMPADÁRIO ESPÍRITA – DIVALDO P. FRANCO (JOANA DE ANGELIS), pág. 115

27. Em permanente sintonia. Muitos gostariam que o programa de ascensão fosse de fácil vencimento. Alguns cristãos da fé renovada supõem que elevação é tarefa de um dia e para tanto se empolgam na elaboração de roteiros precipitados, como se o triunfo fosse resultante de um só golpe. Diversos arregimentam cartazes de exaltação, na vã expectativa de concluírem rapidamente a tarefa que demanda estabilidade e harmonia, equilíbrio e sensatez.

Não faltam aqueles que aderem às correntes da fé, como se estivessem fugindo aos compromissos redentores, na ansiedade de receberem graças e dons, que se encontram distantes de merecer. Debandam, a cada instante, corações que se emurcheceram pelo desencanto, deixando as fileiras da luz, porque não conseguiram santificação de improviso nem libertação das mazelas a golpe de bruscas ferramentas.

Persevera tu. Cristifica-te na senda iluminativa de instante a instante. Jesus galgou o acume do Tabor para orar demoradamente por uma noite inteira, a fim de resplandecer alvinitente na madrugada de ouro diante dos vultos venerandos da raça na qual se apresentou na carne! Depois desceu aos homens para atender ao tumulto dos sofredores, nas valas redentoras da escola física.
Diária e constantemente os Espíritos Excelsos descem esperando que os homens subam até eles. Essa mesma lição eloqüente no-la deu o Senhor, subindo para se encontrar com os Seus tutelados, depois descendo a ensinar silenciosamente a execução do verbo amar na prática da solidariedade.

Estevão, antes de cantar a melodia rutilante da Boa Nova, meditou, enquanto a enfermidade o minava, na enxerga humílima da Casa do Caminho, para se tornar depois o herói do verbo santo.
Paulo, antes de entoar a sinfonia clarificadora do Evangelho, fez um exame acurado de si mesmo em três longos anos de meditação no deserto, para sacudir, mais tarde, com verbo flamívomo, os alicerces do velho mundo e tornar-se arauto da Verdade.
Francisco de Assis mergulhou em oração continuada enquanto lapidava as imperfeições, para se fazer o “cantor de Deus” e do amor na Terra vencida pelas aflições.

E Allan Kardec, o Mensageiro do Consolador, acurou meditações e laborou infatigável até o momento de fazer rutilar as gemas preciosas da Doutrina Espírita, que depositou na cabeça da Humanidade como coroa de jóias coruscantes e invulgares. Galga, servidor do Cristo, a montanha das dificuldades ou das pelejas e ora demoradamente no planalto da fé, até que os corifeus da verdade te clarifiquem a alma, impulsionando-te à descida para a luta de todos os dias, em sintonia permanente com Deus.

Transpõe os óbices para ouvir e desce aos abismos para ensinar. No alto, comungas com Deus; embaixo, dá-te em comunhão com os homens. Para manter a perfeita sintonia com o Pai, Jesus desceu das regiões luminescentes da Vida Transcendente, para traçar uma rota salpicada de estrelas, por onde deveria deambular a Humanidade dos séculos futuros.

No entanto, não encontrou quem O amasse. O ósculo que recebeu foi insidioso e de traição, as mãos dos que lhe receberam ternura estrugiram-lhe na face, fechadas, pela grosseria do soldado que O esbordoou, e o triunfo que a Terra Lhe deu foi situá-lo acima do solo, na cruz do flagício, que, todavia, se transformou desde então em luminosa seta apontando a estrada da redenção para os que aspiram à plenitude da paz.

16 – O pensamento de Emmanuel – Martins Peralva – pág. 231

SINTONIA
É assim que Deus confia à nossa consfluências contrárias que se exercem sobre nós. ALLAN KARDEC

Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência ou da fé que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar. EMMANUEL

Em todas as respostas que os Espíritos deram a Alln Kardec, o eminente codificador da Doutrina Espirita no plano terreno, observa-se profunda sabedoria e raro equilíbrio, razão pela qual dizemos nós que o Espintismo é a religião do bom-senso e da lógica, em todos os ângulos do seu contexto filosófico-científico-religioso.

No que se refere ao problema da influencia que os desencarnados, evoluídos ou involuídos, exercem sobre nós, bem assim no tocante à maior ou meno receptividade que lhes oferecemos, há apreciações realmente interessantes. O assunto é objeto de substancioso estudo no capítulo "Da intervenção dos Espíritos", que nos propomos comentar em concordância com o sábio pensamento de Emmanuel.

Sigamos, pois, com Kardec, com os Espíritos que lhe ditaram os maravilhosos ensinos da Filosofia Consoladora e com o antigo senador romano, que os complementa: com o primeiro, a lucidez dos temas propostos às Sublimes Entidades; com estas, a sabedoria das respostas, na forma sensata com que se revelam; e com Emm-nuel, pela profunda beleza com que reveste as lições.

Uma das perguntas do mestre lionês: Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal? A resposta foi afirmativa, eis que os Espíritos menos felizes somente podem impor suas vontades às mentes que se afinam com eles, uma vez que o problema da sintonia vige em todos os fenômenos de que participa a mente humana.

Espíritos incorretos não podem levar o homem digno a se tornar um trânsfuga da sociedade, a não ser que tal homem possua, em si mesmo, imanifestos, os germes do desacerto e das tendências inferiores, prontos a desabrocharem tão logo surjam condições propícias.

Entidades desequilibradas, por mais insistentes que sejam, tendem, a afastar-se daqueles que se negam atender suas estranhas vontades. Se resistimos, com firmeza e constância, evidentemente fogem eles para outros sítios mentais, onde lhes seja possível dar expansão aos seus propósitos. Materializarem, enfim, seus infelizes desígnios.

Indaga o insigne Codificador como pode o homem neutralizar a influência de Espíritos desumanos, tendo obtido a resposta de que a prática do bem e a fé em Deus repelem a influência dos Espíritos inferiores. Frustram-lhes o império que pretendam exercer sobre a mente encarnada.

Continuemos na linha de nossas considerações doutrinárias, com base na orientação dos Bons Espíritos, certos, ou pelo menos muito esperançosos de que a obra de esclarecimento se cumpre mediante a focalização, em larga escala, com singeleza e objetividade, de temas adequados.

O homem cansou de complicações. Exauriu-se nas complexidades da vida moderna, repleta de exigências, em sua maioria descabidas. Busca, na meditação e no trabalho nobre, o remédio para suas angústias. Encontra na literatura espírita, mediúnica ou não, o clima de paz que lhe dará alegria e paz interiores. Espíritos benfazejos procuram inspirar-nos para o Bem. Espíritos inferiorizados buscam induzir-nos ao Mal.

Esta a alternativa do problema, para todos nós, almas encarnadas para o aprendizado, a reabilitação, o progresso, no dia-a-dia de nossas lutas. Os primeiros, cumprem missão renovadora, junto à humanidade, em todas as suas "peças-homens", instilando na alma de todos nós, através de gotas luminosas, princípios que engrandecem e elevam. São os Missionários do Amor.

Os segundos, influenciam em sentido contrário. Na indução para o mal, não cumprem missão, eis que, assim no-lo dizem as Entidades Codificadoras, "a nenhum Espírito é dada a missão de praticar o mal". São os instrumentos da sombra.

Quando uma entidade infeliz aproxima-se de uma inteligência encarnada, a fim de conduzi-la, pela intuição, à prática do mal, fá-lo por conta própria. Usa seu livre-arbítrio. Assume, naquele instante, a responsabilidade pelas consequências que advirão, de maneira inevitável, porque assim o prescreve a Lei Maior.

Focaliza Kardec, também, atento à mediania da condição humana, o problema relacionado com certos estados emocionais, próprios da criatura em luta no plano físico, que favorecem a "comunhão de espírito a espírito" : angústias indefiníveis, depressões morais ou psicológicas, ansiedades, etc., ou em sentido inverso; íntima satisfação, incontidas alegrias, aparentemente injustificáveis, inexplicável bem-estar, etc. Por que isso? — indaga-se.

Eis a resposta, plenamente aceita pelo bom-senso: É quase sempre efeito das comunicações em que inconscientemente entrais com os Espíritos, ou da que com eles tivestes durante o sono. Todos nós somos médiuns, entendida esta afirmativa no sentido de que oferecemos, por efeito de sintonia magnética, receptividade às sugestões da Espiritualidade, sugestões que se tornam de mais fácil realização segundo nossas disposições mentais.

Há, entre nós e o plano espiritual, um clima de constante e indefectível reciprocidade vibratória. Espíritos agressivos, maldosos, cruéis influem mais preponderantemente sobre os encarnados do mesmo teor moral. Criaturas tranquilas, bondosas, sensíveis, sintonizam-se com Espíritos da mesma ordem, absorvendo-lhes as inspirações generosas e puras. Tudo está em nós, seja no bom, seja no mau sentido.

Nossa mente é fulcro energético, criando forças que se associam, no plano espiritual, com energias semelhantes. Emmanuel enriquece esta referência com as seguintes palavras: De qualquer modo, porém, é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão de espírito a espírito. O sono é um estado de emancipação, parcial, da alma, ocasião em que se aguçam as nossas percepções.

Nossos encontros, enquanto dormimos, no mundo subjetivo, com Espíritos de todos os graus evolutivos, explicam certas disposições psicológicas ao despertarmos. Ventilaram, ainda, os codificadores do plano mais nobre, o problema do aproveitamento, pelos Espíritos, de nossas disposições, com vistas à veiculação de idéias extraterrenas, de boa ou má procedência. Falaram sobre a possibilidade de eles criarem circunstâncias que favoreçam a aceitação de idéias que nos desejam transmitir.

No plano físico, segundo as contingências humanas, como no espiritual, aproveitam os Espíritos menos esclarecidos nossas disposições íntimas: tristezas, angústias, situações de cólera, estados mórbidos, inclusive os de fundo patológico. Por tudo isto é que, em quaisquer atitudes desacertadas que tomemos, prejudiciais a nós e aos nossos semelhantes, há sempre o benéfico princípio, irreversível princípio da responsabilidade —, benéfico porque é por esse princípio que se efetivam o nosso progresso, a nossa futura iluminação e, conseqüentemente, a nossa felicidade.

Um bom Espírito deseja, muita vez (e isto ocorre com bastante frequência, não tenhamos dúvida), ajudar um encarnado que sofre dor física ou moral, às voltas com problemas desta ou daquela natureza, de maior ou menor dimensão. Que faz ele, uma vez que, atuando no mundo imponderável, não pode materializar o que deseja?

Resposta: Vai em busca de um coração generoso, sensível às intuições benevolentes, e, em forma de pensamento, sugere-lhe vá ao encontro do necessitado levar-lhe a palavra do reconforto, a ajuda financeira, ou qualquer outra modalidade de amparo, em visita aparentemente casual.

Os Espíritos de Luz precisam, portanto, contar com os encarnados de boa-vontade, para que a luz da Misericórdia Divina brilhe, com mais frequência, nos sombrios campos de nosso orbe. Da Espiritualidade Superior, representativa da Bondade de Deus, procedem, sempre, as iniciativas sublimadas.

A nós outros, encarnados, compete a concretização do Bem, no plano da ponderabilidade, junto aos nossos companheiros de aprendizado. Daí procede a necessidade de renovação idealística, de estudo de bondade operante e de fé ativa, se pretendemos conservar o contato com os Espíritos da Grande LUZ — aconselha-nos Emmanuel.

De um modo geral, ressalvando, embora, a iniciativa pessoal, a nosso ver bem reduzida, de algumas criaturas devotadas ao socorro do próximo, é dos Planos Espirituais Elevados, onde opera, soberana, a Mente Divina, que vêm as idéias sublimadas. Sejamos, pois, fiéis e maleáveis executores dessas idéias generosas e santificantes, que, no silêncio das noites ou em momentâneas meditações, durante o dia, afloram em nós, concitando-nos ao "AMOR QUE COBRE A MULTIDÃO DOS PECADOS".

18 – ROTEIRO – FRANCISCO C. XAVIER (EMMANUEL ), pág. 111, 119

26. AFINIDADE. O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção. Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.
Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca. O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas às direções. A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir. Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente. De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza. Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam. Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização. Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados. Conversações alimentam conversações. Pensamentos ampliam pensamentos. Demoramo-nos com quem se afina conosco. Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos. Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental. Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito. Trabalhar incessantemente é dever. Servir é elevar-se. Aprender é conquistar novos horizontes.

Amar é engrandecer-se. Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

28.SINTONIA. As bases de todos os serviços de intercâmbio, entre os desencarnados e encarnados, repousam na mente, não obstante as possibilidades de fenômenos naturais, no campo da matéria densa, levados a efeito por entidades menos evoluídas ou extremamente consagradas à caridade sacrificial.

De qualquer modo, porém, é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão de espírito a espírito.
Daí procede a necessidade de renovação idealística, de estudo, de bondade operante e de fé ativa, se pretendemos conservar o contato com os Espíritos da Grande Luz.

Simbolizemos nossa mente como sendo uma pedra inicialmente burilada. Tanto quanto a do animal, pode demorar-se, por muitos séculos, na ociosidade ou na sombra, sob a crosta dificilmente permeável de hábitos nocivos ou de impulsos degradantes, mas se a expomos ao sol da experiência, aceitando os atritos, as lições, os dilaceramentos e as dificuldades do caminho por golpes abençoados do buril da vida, esforçando-nos por aperfeiçoar o conhecimento e melhorar o coração, tanto quanto a pedra burilada reflete a luz, certamente nos habilitamos a receber a influência dos grandes gênios da sabedoria e do amor, gloriosos expoentes da imortalidade vitoriosa, convertendo-nos em valiosos instrumentos da obra assistencial do Céu, em favor do reerguimento de nossos irmãos menos favorecidos e para a elevação de nós mesmos à regiões mais altas.

A fim de atingirmos tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental, no Infinito Bem, e segui-lo sem recuar. Precisamos compreender – repetimos – que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual. Atraímos companheiros e recursos, de conformidade com a natureza de nossas idéias, aspirações, invocações e apelos.

Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros. Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência ou da fé com que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar. Semelhante lei de reciprocidade impera em todos os acontecimentos da vida. Comunicar-nos-emos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais nos colocamos em sintonia.

Nos mais simples quadros da natureza, vemos manifestado o princípio da correspondência. Um fruto apodrecido ao abandono estabelece no chão um foco infeccioso que tende a crescer, incorporando elementos corruptores. Exponhamos a pequena lâmina de cristal, limpa e bem cuidada, à luz do dia, e refletirá infinitas cintilações do Sol.

Andorinhas seguem a beleza da primavera. Corujas acompanham as trevas da noite. O mato inculto asila serpentes. A terra cultivada produz o bom grão. Na mediunidade, essas leis se expressam, ativas. Mentes enfermiças e perturbadas assimilam as correntes desordenadas do desequilíbrio, enquanto que a boa-vontade e a boa intenção acumulam os valores do bem. Ninguém está só.

Cada alma recebe de acordo com aquilo que se dá. Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de experiência em que situa a própria felicidade. Estejamos, assim, convictos de que os nossos companheiros na Terra ou no Além são aqueles que escolhemos com as nossas solicitações interiores, mesmo porque, segundo o antigo ensinamento evangélico, “teremos nosso tesouro onde colocarmos o coração”.

19 – Seara dos Médiuns – Emmanuel – pág. 125/171

FAIXAS – Reunião pública de 27-5-60 Questão n.° 285
Comunicação espiritual não é privilégio da organização mediúnica. O pensamento é idioma universal e, compreendendo–se que o cérebro ativo é um centro de ondas em movimento constante, estamos sempre em correspondência com o objeto que nos prende a atenção.

Todo Espírito, na condição evolutiva em que nos encontramos, é governado essencialmente por três fatores específicos, ou, mais propriamente, a experiência, o estímulo e a inspiração. A experiência é o conjunto de nossos próprios pensamentos. O estímulo é a circunstância que nos impele a pensar. A inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos.

Tanto quanto te vês compelido, diariamente, a entrar na faixa das necessidades do corpo físico, pensando, por exemplo, na alimentação e na higiene, és convidado incessantemente a entrar na faixa das requisições espirituais que te cercam. Um livro, uma página, uma sentença, uma palestra, uma visita, uma notícia, uma distração ou qualquer pequenino acontecimento que te parece sem importância, pode representar silenciosa tomada de ligação para determinado tipo de Interesse ou de assunto.

Geralmente, toda criatura que ainda não traçou caminho de sublimação moral a si mesma assemelha-se ao viajante entregue, no mar, ao sabor das ondas.

Receberás, portanto, variados apelos, nascidos do campo mental de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas que se afinam contigo, tentando influenciar-te, através das ondas inúmeras em que se revela a gama infinita dos pensamentos da Humanidade, mas, se buscas o Cristo, não ignoras em que altura lhe brilha a faixa.

Com a bússola do Evangelho, sabemos perfeitamente onde se localizam o bem e o mal, razão por que, dispondo todos nós do leme da vontade, o problema de sintonia corre por nossa conta.

Sintonia mediúnica
Reunião pública de 22-8-60 Questão n.° 215
Para cooperar na mediunidade, a serviço do bem, não deves esperar que os instrutores desencarnados te impulsionem as peças orgânicas, como se fosses um fardo movido a guindaste.

No reino da alma, o trabalhador, conquanto precise de inspiração, não pode considerar-se mola inerte. Indiscutivelmente, o mecanismo espontâneo é nota destacada e importante, à feição de novidade para a convicção; contudo, as edificações do sentimento e da idéia exigem a vigilância da consciência.

Por isso mesmo, em qualquer condição da força medianímica, podes colaborar com as Inteligências superiores, domiciliadas na Vida Maior, em favor do progresso humano.

Se tens dificuldade para compreender-nos a assertiva, repara os campos de ação da própria Terra, em que o serviço dinamiza a responsabilidade nos mais diversos graus. No levantamento do prédio vulgar, o pedreiro comum, embora consciente de sua tarefa, trabalha com o espírito dirigente do mestre-de-obras; este trabalha com o espírito do arquiteto que planejou o edifício e o arquiteto trabalha com o espírito do urbanista que institui o gabarito da via pública.

Na escola, o professor de determinada disciplina, embora consciente de sua função, age com o espírito do diretor imediato; o diretor age com o espírito do técnico de ensino e o técnico de ensino age com o espírito das autoridades que presidem os serviços da educação.

Medita no assunto e perceberás que é muito difícil te movimentes sozinho, nesse ou naquele rumo da vida. Em toda parte, pensas e fazes algo sob a influência de alguém.

E, entendendo que todos nos encontramos consideravelmente distantes do bem verdadeiro, não percas tempo perguntando se o bom pensamento te pertence à cabeça. Recorda, acima de tudo, que o bem puro verte essencialmente de Deus e que os mensageiros de Deus tomar-te-ão sob a tutela do amor, se te dispões a servir.

23 – UNIVERSO E VIDA – HERNANI T. SANT’ANA – cap. 5 – pág. 87 a 91

Sintonia. (…) A associação de interesses (sintonia/afinidade) é regra de conduta que a divina lei de amor impõe naturalmente em toda a parte.

(…) cada um de nós conviverá sempre em toda parte e a todo o tempo, com aqueles com quem se afina, efetuando permanentemente, com os seus semelhantes, as trocas energéticas que, em face da lei, asseguram a manutenção de todas as vidas.

(…) Qualquer mudança de sintonia, ou diferenciação de níveis de troca energética vital, sempre decorrerá necessariamente de alteração do potencial íntimo de cada espírito e da natureza de seus pensamentos e emoções. 
As forças que no jungem uns aos outros são, por isso mesmo, as que emitimos de nós e alimentamos em nosso próprio âmago.

SINTONIA ESPIRITUAL: Sintonia significa, em definição mais ampla, entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência. (…) é portanto, um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando, naturalmente, à base de vibrações. (cap. 4, pág. 27)

14. PROBLEMAS DE SINTONIA
Na sua feição de aparelhagem eletromagnética, de extrema e delicada complexidade, o ser humano apresenta a singularidade de não poder jamais desligar-se ou ser desligado. Mesmo nas piores condições de monoideísmo, ou despido da roupagem perispirítica, após os dolorosos eventos da segunda morte da forma, e até nas mais ingratas condições de letargia mental, o espírito humano continua ativo e sintonizado com as noures a que se afina.

Sendo o pensamento contínuo uma conquista definitiva da alma, não pode esta, ainda que o queira, desligar-se do circuito através do qual se ajusta às forças vivas e conscientes do Universo. Entretanto, cada qual emitirá e receberá sensações na faixa de frequência que lhe é própria, e da mesma qualidade que lhe marca o teor dos interesses.

Embora ondas de todos os comprimentos cruzem constantemente o ar que respiramos, nenhum aparelho receptor de frequência modulada consegue captar as emissões de ondas curtas para as quais não foi programado. Contudo, uma vez que esteja funcionando, captará compulsoriamente os sons da frequência com que estiver sintonizado.

Em razão disso, cada um de nós conviverá sempre, em toda parte e a todo tempo, com aqueles com quem se afina, efetuando permanentemente, com os seus semelhantes, as trocas energéticas que, em face da lei, asseguram a manutenção de todas as vidas.
Atendendo às disposições da afinidade, esse imperativo substancia igualmente o primado da justiça iniludível que preside a todos os destinos, na imensa esteira da evolução. Qualquer mudança de sintonia, ou diferenciação de níveis de troca energética vital, sempre decorrerá necessariamente de alteração do potencial íntimo de cada espírito e da natureza de seus pensamentos e emoções.

As forças que nos jungem uns aos outros são, por isso mesmo, as que emitimos de nós e alimentamos em nosso próprio âmago. Os compromissos que disso decorrem são mais do que evidentes, pois ninguém deixará, em momento algum, de integrar e engrossar alguma corrente de forças, atuante e dirigida para determinado objetivo. Cada qual de nós está, portanto, trabalhando sem cessar, de momento a momento, seja para o bem ou para o mal, na construção do amor ou do ódio, da alegria ou da desventura, da felicidade ou do desequilíbrio.

Claro que o problema da responsabilidade é sempre proporcional ao nível de consciência de cada um. Em sua grande maioria, os espíritos terráqueos não são, na atualidade, deliberadamente maus, embora estejam muito longe de ser conscientemente bons. Vogam, por isso, alternada e desordenadamente, entre os impulsos superiores e os inferiores, experimentando, na angústia de sua indefinição, todas as gamas de sensações de uma experiência multifária, que ainda se processa ao sabor dos improvisos, entre crises de animalidade e anseios de integração com o Céu. Fazendo e desfazendo, construindo e demolindo, plantando rosais e espinheiros, a alma humana comum é qual folha batida por todos os ventos e arrastada por todas as correntezas.

Quando, porém, um coração já ascendeu a planos mais altos e já se acostumou ao pão divino de ideais elevados e de sensações sublimadas, não sintonizará, sem terríveis padecimentos interiores, as faixas de emoções mais deprimentes da experiência humana. Independentemente das responsabilidades que assuma e dos males que semeie, e que terá de colher, essa consciência amargurada sentirá vibrar, nos seus mais tristes acentos, a nostalgia do paraíso perdido. E como ninguém atraiçoa impunemente a lei, nem a si mesmo, esse espírito infeliz corre ainda o risco enorme de, pelo seu maior poder de percepção e de sintonia, cair vitimado por processos demoníacos de hipnose obsessiva, sob o guante impiedoso do poder das Trevas.

É assim que se criam, frequentemente, doridos e complicados processos de resgate e recuperação de Espíritos substancialmente nobres, que se deixaram voluntariamente imergir em densos lagos de lama. Essa a razão da advertência do Divino Mestre, que há dois mil anos repercute no mundo: "Aquele que comete pecado faz-se escravo do pecado." Nem é por diverso motivo que o Cristo nos convida, compassivo, há vinte séculos, a sermos "filhos da Luz".

15. O PODER DAS TREVAS

Espantam-se alguns companheiros de aprendizado com as demonstrações de força do chamado Poder das Trevas, capaz de organizar verdadeiros impérios, em zonas umbralinas e nas regiões subcrostais, de onde consegue atuar organizada e maleficamente sobre pessoas e instituições na Crosta da Terra. O espanto, porém, é descabido, não só por motivos de boa lógica, mas, igualmente, por motivos de ordem técnica.

Por mais intelectualizados que possam ser os gênios do mal, e por mais sofisticados que sejam os seus recursos tecnológicos, não podem eles, nunca puderam e jamais poderão afrontar a sabedoria e o Poder do Cristo e de seus grandes mensageiros, que controlam, com absoluta segurança, todos os fenômenos ocorrentes no planeta e no sistema de que este é parte. Tudo o que as Inteligências rebeladas podem fazer é rigorosamente condicionado aos limites de justiça e tolerância que o Governo da Vida estabelece, no interesse do sumo bem.

É fora de dúvida que os "Dragões" e seus agentes possuem ciência e tecnologia muito superiores às dos homens encarnados, e, sempre que podem, as utilizam. Entretanto, os Poderes Celestes sabem mais e podem mais do que eles. A Treva pode organizar, e organiza, infernos de vasta e aterrorizadora expressão; contudo, sempre que semelhantes quistos ameaçam a estabilidade planetária, a intervenção superior lhes promove a desintegração.

Os "demônios", que se arrogam os títulos de "juizes", e que há muitíssimo tempo utilizam, em larga escala, processos e instrumentais de desintegração que nem a mais moderna ficção científica dos encarnados ainda sequer imagina, realmente conhecem muito mais do que os homens sobre a estrutura e a dinâmica dos átomos e das partículas elementares. Eles sabem consideravelmente mais do que os cientistas e pesquisadores terrenos, acerca de muito mais coisas do que massa, carga, spin, número bariônico, estranheza e vida média de lambdas, sigmas, csis, ômegas, etc., e conseguem verdadeiros "milagres" tecnológicos, a partir de seus conhecimentos práticos avançados sobre ressonâncias e recorrências, usando com mestria léptons, mésons e bárions, além de outras partículas, como o gráviton, que o engenho humano experimentalmente desconhece.

Apesar disso, os operadores celestes não somente varrem, com frequência, o lixo de saturação que infecta demasiado perigosamente certas regiões do Espaço, aniquilando-o através de interações de partículas com antipartículas atômicas, como se valem de outros recursos, infinitamente mais poderosos, rápidos e decisivos, para além de todas as forças eletromagnéticas e físico-químicas ao alcance das Trevas.

Também a capacidade de destruição do homem encarnado permanece sob o rigoroso controle do Poder Celeste. A energia produzida pelas reações nucleares, que os belicistas da Crosta já conseguem utilizar, não vai além de um centésimo da massa total dos reagentes. Eles sabem que o encontro de um pósitron com um elétron de carga negativa resulta na total destruição de ambos, pela transformação de suas massas em dois fótons de altíssima energia. Entretanto, não conseguem pósitrons naturais para essas reações e não são capazes ainda de produzi-los senão à custa de um dispêndio energético praticamente insuportável.

Assim, as Trevas podem realmente assustar-nos e ferir-nos, sempre que nossos erros voluntários nos colocam ao alcance de sua maldade. Basta, porém, que nossa opacidade refuta um único raio do Amor Divino, para que nenhuma força maligna possa exercer sobre nós qualquer poder. (…)

24 – VOLTEI – FRANCISCO C. XAVIER – CAP. 11, pág. 197

SINTONIA ESPIRITUAL: (…)..através de semelhante processo, era mesmo possível comunicar-se com o círculo físico, quando o intermediário terreno possa conservar a mente na onde de ligação mental durante o tempo indispensável. (…) a entidade desencarnada é suscetível de manter intenso intercâmbio pelos recursos do pensamento e (..), por intermédio dessa comunhão íntima, encarcera-se o criminoso nas sombras das próprias obras, tanto quanto o apóstolo do bem vive com os resultados felizes de sua sementeira sublime de renúncia e salvação. 
PARA RACIOCINARMOS (REFLEXÃO)

PENSAMENTO, SINTONIA E ENERGIAS

CARLOS AUGUSTO PARCHEN – CENTRO ESPÍRITA LUZ ETERNA (CELE)

O ser humano é um complexo, que pode ser avaliado sobre diferentes visões: científica, religiosa, filosófica, holística, etc… Cada visão tem suas particularidades e abordagens, que enfatizam as “cores” da sua proposta ou linha de pensamento. No entanto, um ponto de convergência começa a se consolidar como aceito pela maioria das visões: o componente energético do ser humano, e as suas interfaces com a natureza e com os outros seres da criação.

Com o desenvolvimento científico e os avanços tecnológicos, cada vez mais se estuda, diagnóstica e teoriza sobre energias no complexo humano, como o pensamento emite energias, como se sintoniza e absorve energias do ambiente, etc..

O espiritismo Kardecista enfatiza a questão energética do ser humano, colocando o componente energético e suas relações como tão ou mais importantes que o componente material (físico, orgânico). A base dos sistemas de auto-ajuda está na mentalização positiva, ou seja, na geração de energias positivas ao redor da pessoa. A natureza é um imenso oceano de vibrações e energias, onde os seres transitam, influenciando e sendo influenciado por essa torrente energética e vibratória.

A física quântica, com suas teorias complexas e revolucionárias, traz à luz da discussão científica, o componente não material nos fenômenos da natureza, o elemento “organizador” da estrutura material e de seus fenômenos. As colocações que fizemos até agora, visam chamar nossa atenção para a questão energética e sua influência e relações em nossa vida. Vamos abordar a questão específica dos nossos pensamentos e de nossa sintonia energética e vibratória.

O ser humano absorve energias das mais diversas, de forma automática, e as metaboliza em sua estrutura energética, que o espiritismo denomina de perispírito. Essa absorção e metabolização, faz parte normal do funcionamento do complexo humano de maneira automática, ou seja, é um processo inconsciente ou transparente, numa linguagem mais moderna, que ocorre independente da percepção ou decisão voluntária da pessoa.

Essas energias absorvidas são constituídas das energias e vibrações do ambiente em que estamos inseridos, e se constituem de elementos presentes na natureza (como o Fluído Cósmico Universal, radiações eletromagnéticas, etc..), de fluidos (emissões energéticas de processos orgânicos ou perisperituais de outros seres da criação) e de vibrações e pensamentos advindo de outros seres humanos ou espíritos.

A metabolização no nosso complexo, transforma essas energias absorvidas em componentes específicos da nossa “circulação” energética, distribuindo estes em todo o nosso organismo físico e perispiritual, servindo como verdadeiro “alimento” para o complexo humano.

Por ser um processo automático, a absorção de energias pelo nosso organismo está ajustado, naturalmente e automaticamente, ao padrão energético e vibratório específico do indivíduo, ou seja, ao nível vibratório correspondente ao seu estado mental e espiritual do momento.

Isto significa dizer que as energias absorvidas pelo indivíduo são do mesmo padrão vibratório em que ele se encontra no momento, ou seja, nosso complexo energético tem uma espécie de “filtro”, que deixa passar apenas as energias com as quais afinamos e sintonizamos. 

Evidentemente, um estado de desequilíbrio no nosso campo mental e espiritual promove imediatamente um reajuste no nosso sistema energético, o que nos leva também a sintonia com determinado tipo de energia, que passará a ser “filtrada” para o nosso sistema energético, incorporando-se, pela metabolização ao sistema perispiritual e físico.

O equilíbrio ou o desequilíbrio no campo mental e espiritual do indivíduo determina, portanto, que “qualidade” ou “tipo” de energia será absorvido por ele. Se estamos equilibrados, harmonizados, vibrando no bem , nosso “filtro” promove a absorção de boas energias, correspondentes ao nosso “patamar vibratório”, bloqueando a absorção de padrões energéticos “ruins”.

Se estamos desequilibrados, desarmonizados, invigilantes com nossos pensamentos, nosso patamar vibratório se ajusta com energias “ruins”, e nosso filtro bloqueia a absorção das energias boas e promove a assimilação de energias desequilibradas. É fácil deduzir que se absorvemos um determinado padrão energético, com uma certa “qualidade”, seja ela positiva “boa” ou negativa “ruim”, a metabolização dessas energias produz componentes energéticos de qualidade similar, que se distribuem pelo nosso organismo físico e perispiritual, afetando-o com a qualidade inerente ao tipo e qualidade da energia absorvida.

Também podem inferir que o padrão vibratório/energético absorvido, uma vez metabolizado em nosso complexo perispíritico, reforça o estado vibratório (patamar) que permitiu sua absorção, ou seja, reforçamos o estado de equilíbrio ou desequilíbrio em que nos encontramos. Por isso é necessário a vigilância constante sobre nossa sintonia mental/espiritual, para que não nos deixemos levar pelos pensamentos inadequados, pelas vibrações negativas, pelos sentimentos menos dignos, pelas emoções descontroladas, pois isso permitirá que inciemos um processo de absorção de energias negativas, que por sua vez reforçam nosso estado de desequilíbrio, o que pode, em persistindo esta situação, colocar-nos em contato com seres desequilibrados, causar-nos doenças e desequilíbrios físicos, psíquicos e espirituais.

Em contrapartida, a vigilância para que nosso pensamento, nossa sintonia permaneça sempre elevada, voltada a prática do bem, do amor e da caridade, permite que, constantemente, fiquemos sintonizados e absorvendo as energias equilibradas, o que reforça nosso equilíbrio e bem estar físico, psíquico e espiritual, trazendo a sensação agradável de estar em sintonia com energias elevadas. Esse é o retorno, a recompensa imediata de quem pratica o amor e a caridade. Traz o prazer em se praticar o bem.

LEMBRETE:

ENERGIAS =>
ATRAI MAUS =>
TRAZ DOENÇA E =>
ABRE A PORTAS DO
RUINS
ESPÍRITOS
DESEQUILÍBRIO
MAL E DO ÓDIO

Ao entender este mecanismo, podemos afirmar que é muito importante que busquemos, com um esforço constante, com muita consciência, uma mentalização positiva para o nosso foco mental, para os nossos pensamentos, em todas as etapas e momentos de nossa vida, em casa, no trabalho, no lazer, no trânsito…, de modo a garantir a sintonia com um patamar energético mais elevado, com a conseqüente absorção e metabolização de energias benéficas e reforçadoras de nosso comportamento no caminho do bem.

De outra forma, deve ser evitado que nosso foco mental vague em paragens menos dignas. Temos que zelar para que nosso pensamento não seja direcionado para as coisas negativas e destruidoras. Não devemos focar a negatividade, os problemas, as inconformidades, nem sintonizar com a desgraça, pois nesse caso nos comportaremos como urubus, que voam alto apenas para focalizar a carniça para dela se alimentar.

Pensamento no bem, pensamento calmo, pensamento positivo, pensamento criador, foco no amor e na caridade. Esse é o caminho da mentalização, da sintonia e da absorção das boas energias. Lembremo-nos que as palavras expressam pensamentos. Que saiam de nossas bocas as boas palavras e de nosso coração as boas atitudes.

Devemos sempre ter em mente que a energização que nos envolverá, depende, em cada instante, apenas de nossa atitude mental, e que na aplicação prática de nossa vida, a ligação com o alto se faz na aplicação das boas virtudes, com o exercício constante do bem, seja em que atividade estivermos.
Nosso bem estar depende de nós mesmos.

Edivaldo

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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