Desencarnação: Fluido Vital e Perispírito

DESENCARNAÇÃO: FLUIDO VITAL E PERISPÍRITO

A CAUSA DA MORTE

A causa da morte está na exaustão dos órgãos. O conceito
de morte vigente hoje no meio científico internacional, é o da "ausência de
atividade elétrica cerebral"
. Ao lado de alguns sinais de fácil
identificação, a ausência de atividade cerebral determinada pelo
eletroencefalograma, confirma o diagnóstico de morte física, mesmo que o coração
continue em funcionamento a custa de aparelhos específicos. Bezerra de Menezes
[Entrevistas] nos diz que o eletroencefalograma é o processo através do que
podemos assinalar a desencarnação.

No entanto, em muitas oportunidades, esta exaustão do corpo
físico será precedida por uma deterioração do fluido vital que o animaliza.

Podemos comparar o mecanismo da morte a um aparelho elétrico em
funcionamento. Poderíamos fazê-lo parar de funcionar de duas maneiras:

1. Suprimindo a corrente elétrica que chega até ele;

2. Quebrando o aparelho.

Assim também ocorre com a morte nos seres orgânicos; ela pode
ocorrer de duas formas:

1. O empobrecimento do tônus vital iria desarticular as células
do veículo físico, surgindo daí a doença e posteriormente, a morte. Seria o
processo observado como mais freqüência nas mortes naturais;

2. A destruição direta do veículo físico sem desintegração do
fluido vital prévia, mortes trágicas (como acidentes, homicídio,
suicídio)


QUADRO XI – Mecanismo da Morte

Mortes Naturais

– Deterioração do Fluido Vital

– Exaustão do corpo físico

– Desligamento do Espírito

Mortes Trágicas

– Destruição do corpo físico

– Desligamento do Espírito

No primeiro caso, o corpo enfermo não estaria em condições de
participar da renovação do fluido vital adulterado, o que completaria o circuito
de forças enfermiças.

No segundo caso, a morte alcançaria os órgãos impregnados de
fluidos vitais sadios, o que poderia criar dificuldades na readaptação do
desencarnante à sua nova vida, já que o fluido vital é exclusivo dos encarnados.
Nesta eventualidade (mortes trágicas), sabemos que o sofrimento que acompanha o
desencarnante é diretamente proporcional à culpabilidade da vítima naquele
acidente. Nos casos em que o Espírito não foi responsável (consciente ou
inconsciente) pelo seu desencarne, o fluido vital restante sofreria uma "queima
rápida" o que liberaria o Espírito dessas energias impróprias para a vida
espiritual. Nos casos de suicídio direto ou indireto, as faixas de fluido vital
estariam aderidas ao corpo espiritual do desencarnante, gerando dificuldades a
sua readaptação à vida na erraticidade.

O DESLIGAMENTO

Há diferença capital entre morrer e desligar-se:
a morte é física, mas o desligamento é puramente espiritual.

Dá-se o nome de desligamento espiritual ou desprendimento
espiritual ao processo através do qual o Espírito desencarnante se afasta
definitivamente do corpo físico que o abrigava durante a vida na Terra.

Allan Kardec ensina-nos que o corpo espiritual e o corpo físico
estão aderidos uma ao outro – do ponto de vista magnético, átomo a átomo e
molécula a molécula. Essa união que se estabeleceu durante a encarnação, quando
o Espírito estava ainda no útero materno, é necessária ao intercâmbio
indispensável que se verifica entre Espírito e corpo.

O desligamento, portanto, consiste na separação mais ou menos
lenta que se verifica entre eles.

Segundo André Luiz, o desligamento, via de regra, inicia-se na
porção caudal do corpo, e, em sentido ascendente, atinge a região cefálica.

Quando não mais existir nenhum ponto de contato entre
perispírito e corpo físico, o desencarnante está completamente liberto da
matéria; podemos dizer que o desligamento concluiu-se.

O FLUIDO VITAL

Fluido vital é um fluido mais ou menos grosseiro, encontrado
apenas nos seres orgânicos. É o responsável pela animalização da matéria nos
seres vivos.

Forma-se, como todos os fluidos espirituais, de transformações
do Fluido Cósmico Universal.

Durante o processo gestacional, o Espírito reencarnante irá se
impregnando de determinada quantidade deste fluido, quantidade esta,
proporcional ao tempo médio de vida que terá na Terra.

Esta carga de fluido vital, no entanto, poderá sofrer
modificações durante a existência (para mais ou para menos). O perfeito
funcionamento dos órgãos poderia renová-lo; assim como também poderia sofrer um
processo de deterioração em conseqüência de uma vida atormentada moral e
emocionalmente.

São três as principais condições onde o fluido vital terá uma
participação ativa:

a) Animalização da Matéria: o fluido vital é a força motriz dos
seres orgânicos; o elemento que dá impulsão aos órgãos, movimento e atividade à
matéria organizada;

b) Mediunidade de Efeitos Físicos: o fluido vital é um dos
constituintes do ectoplasma, material de que se utilizam os Espíritos nas
manifestações mediúnicas de efeitos físicos. Os médiuns aptos à produção de tais
fenômenos libertam essas energias com mais facilidade;

c) Curas Espirituais: nos processos de cura espiritual onde são
utilizados energias dos encarnados, o fluido vital será o principal elemento a
ser transfundido para o enfermo. Quem o possui em melhor condição pode doá-lo
àquele que necessita dele e fazer retornar à saúde uma criatura doente. Nos
processos de "moratória espiritual", onde o encarnado recebe permissão para
continuar na Terra por mais alguns anos, estará ele recebendo determinada carga
de fluido vital, para renovar as suas reservas já combalidas.

O fluido vital no seu conjunto vai constituir o que se denomina
de "duplo etérico", "corpo vital" ou "corpo bioplásmico".

Acredita Jorge Andréa que o fluido vital constituiria uma zona
de energias bastantes densificadas, dispostas entre o perispírito e o corpo
físico.

Por ocasião da morte, o corpo vital sofrerá um processo de
desintegração, qual ocorre ao corpo físico.

DESENCARNAÇÃO E PERISPÍRITO: TRANSPLANTES

Os transplantes de órgãos são, hoje, uma realidade
indiscutível. Os diversos avanços na terapêutica médica têm permitido o
prolongamento da vida física em pessoas portadoras de moléstias gravíssimas,
graças ao transplante de órgãos vitais.

Muitas questões de natureza espiritual têm sido levantadas.

A presença de um órgão estranho junto ao perispírito do
receptor não deveria gerar implicações negativas para ele, como a rejeição, por
exemplo? Qual seria a situação daqueles Espíritos que tiveram seus órgãos
doados? A retirada do órgão, estando o Espírito ligado ao corpo físico não iria
lesar o seu corpo espiritual?

A REJEIÇÃO E O PERISPÍRITO DO DOADOR

A rejeição do órgão transplantado, condição verificada com
relativa freqüência, se deve, sob o ponto de vista espírita, a vários
fatores:

Rejeição em nível físico

As células do doador são incompatíveis com a organização física
do receptor. Essa incompatibilidade fará com que o sistema imunológico do doador
desencadeie uma reação de defesa, através da produção de anticorpos dirigidos
contra o órgãos estranho.

Rejeição em nível do fluido vital

O órgão transplantado vai impregnado de fluido vital do doador
e caso não haja entre ele e o fluido vital do receptor uma certa afinidade
poderá observar-se uma rejeição.

Rejeição em nível perispiritual

Os órgãos transplantados estarão também impregnados dos fluidos
perispirituais do doador que poderão não ter afinidade vibratória com as
energias perispirituais do receptor.

Rejeição em conseqüência de possível influência obsessiva do
doador

Essa influência poderia ser consciente quando motivada por
ódio, ciúme ou qualquer outro sentimento menos digno, ou inconsciente naqueles
Espíritos que, sendo excessivamente apegados à matéria, mantém-se junto ao campo
magnético do encarnado. Vale lembrar que, também nesses processos obsessivos
seria respeitada a lei das sintonias.

No que se refere a possíveis lesões perispirituais no doador,
sabe-se que não há reflexos traumatizantes no perispírito do doador.

O que lesa o perispírito são as atitudes incorretas perpetradas
pelo indivíduo e não o que é feito a ele ou a seu corpo por outras pessoas.

André Luiz [Evolução em Dois Mundos] diz:

"Para definirmos de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso
considerar que ele não é reflexo do corpo físico, porque na realidade, é o corpo
físico que reflete, tanto quanto ele próprio o corpo espiritual, retrata em si o
corpo mental que lhe preside a formação."

A integridade do perispírito após a morte está relacionada
intimamente com a vida que o indivíduo levou e não com o tipo de morte que teve,
com a destinação de seus despojos.

Acredita-se também, que o doador desencarnado, em muitas
oportunidades, possa ser beneficiado pelas preces, vibrações e pelo carinho
daquele que recebeu o órgão e de seus familiares.

Bibliografia


1) O Livro dos Espíritos – Allan Kardec


2) O Céu e o Inferno – Allan Kardec


3) A Gênese – Allan Kardec


4) Obreiros da Vida Eterna – André Luiz/Chico Xavier


5) Painéis da Obsessão – Manoel Philomeno Miranda/Divaldo P.
Franco


6) Correlações Espírito-Matéria – Jorge Andréa


7) Dos Hippies aos Problemas do Mundo – Chico Xavier


8) Psicologia Espírita – Jorge Andréa


9) Entrevistas – Chico Xavier


10) Evolução em Dois Mundos – André Luiz/Chico Xavier – Waldo
Vieira


Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de
Juiz de Fora – MG

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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