Doenças Sexualmente Transmissíveis

D.S.T.
DOENÇAS
SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

I – TRANSMISSÃO DE
DOENÇAS

1 –
Introdução

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são
doenças causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente,
por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada
e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou
verrugas.

Algumas DST são de fácil tratamento
e de rápida resolução. Outras, contudo, têm tratamento mais difícil ou podem
persistir ativas, apesar da sensação de melhora relatada por pacientes. As
mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, já que, em diversos casos
de DST, não é fácil distinguir os sintomas das reações orgânicas comuns de seu
organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST,
quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações
graves e até a morte.

O tratamento tem como principal
objetivo interromper a cadeia de transmissão da enfermidade. O atendimento e o
tratamento de DST são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

As DST são o principal fator
facilitador da transmissão sexual do vírus da aids, pois feridas nos órgãos
genitais favorecem a entrada do HIV.

O uso de preservativos em todas as
relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão,
tanto das DST quanto do vírus da aids.

Outras formas de contágio

Algumas DST também podem ser transmitidas da mãe infectada para o bebê
durante a gravidez ou durante o parto. Podem provocar, assim, a interrupção
espontânea da gravidez ou causar graves lesões ao feto.

Outras DST podem também ser
transmitidas por transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de
seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis.

2 – Conheça as
D.S.T.’s

As Doenças Sexualmente
Transmissíveis (DST) são tidas como um grave problema de saúde pública por
afetarem muitas pessoas. Além disso, os sinais e sintomas são de difícil
identificação e o acesso ao tratamento correto, também.

Uma das principais preocupações
relacionadas às DST é o fato de facilitarem a transmissão sexual do HIV. Quando
acometem gestantes, podem atingir o feto durante seu desenvolvimento,
causando-lhe lesões. Podem, também, provocar uma interrupção espontânea da
gravidez (aborto), determinar uma gravidez ectópica (fora do útero) ou, ainda,
causar o nascimento de crianças com graves má-formações. Durante o parto, podem
atingir o recém-nascido, causando doenças nos olhos, pulmões, etc.

Diante dessas possibilidades, o
acesso irrestrito das pessoas ao diagnóstico precoce e tratamento adequado de
todas as DST é fundamental.

3 – D.S.T. em
números:

A Organização Mundial de Saúde
estima que ocorram, no mundo, cerca de 340 milhões de casos de DST por ano.
Nessa estimativa não estão incluídos a herpes genital e o
HPV.

Em números, no Brasil, as
estimativas de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa
são:
Sífilis: 937.000
Gonorréia: 1.541.800
Clamídia: 1.967.200

Herpes genital: 640.900
HPV: 685.400
Fonte: PN-DST/AIDS,
2003.

II – AS MAIS COMUNS
D.S.T.’s

A – Condiloma Acuminado – HPV

1 – Conceito

Infecção
causada por um grupo de vírus (HPV – Human Papilloma Viruses) que determinam
lesões papilares (elevações da pele) as quais, ao se fundirem, formam massas
vegetantes de tamanhos variáveis, com aspecto de couve-flor (verrugas).
Os
locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o
meato uretral no homem e a vulva, o períneo, a vagina e o colo do útero na
mulher.
Em ambos os sexos pode ocorrer no ânus e reto, não necessariamente
relacionado com o coito anal.
Com alguma frequência a lesão é pequena, de
difícil visualização à vista desarmada, mas na grande maioria das vezes a
infecção é assintomática ou inaparente (sem nenhuma manifestação detectável pelo
paciente).

2 – Sinônimos

Jacaré, jacaré
de crista, crista de galo, verruga genital.

3 – Agente
Papilomavirus Humano
(HPV) – DNA vírus. HPV é o nome de um grupo de virus que inclue mais de 100
tipos. As verrugas genitais ou condilomas acuminados são apenas uma das
manifestações da infecção pelo virus do grupo HPV e estão relacionadas com os
tipos 6,11 e 42, entre outros. Os tipos (2, 4, 29 e 57) causam lesões nas mãos e
pés (verrugas comuns). Outros tipos tem um potencial oncogênico (que pode
desenvolver câncer) maior do que os outros (HPV tipo 16, 18, 45 e 56) e são os
que tem maior importância clínica.
O espectro das infecções pelos HPV é
muito mais amplo do que se conhecia até poucos anos atrás e inclui também
infecções subclínicas (diagnosticadas por meio de peniscopia, colpocitologia,
colposcopia e biópsia) e infecções latentes (só podem ser diagnosticada por meio
de testes para detecção do virus).
Alguns trabalhos médicos referem-se a
possibilidade de que 10-20% da população feminina sexualmente ativa, possa estar
infectada pelos HPV.
A principal importância epidemiológica destas infecções
deriva do fato que do início da década de 80 para cá, foram publicados muitos
trabalhos relacionando-as ao câncer genital, principalmente
feminino.

4 –
Complicações/Consequências
Câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente,
câncer do pênis e também do ânus.

5 – Transmissão
Contacto sexual
íntimo (vaginal, anal e oral). Mesmo que não ocorra penetração vaginal ou anal o
virus pode ser transmitido.
O recém-nascido pode ser infectado pela mãe
doente, durante o parto.
Pode ocorrer também, embora mais raramente,
contaminação por outras vias (fômites) que não a sexual : em banheiros, saunas,
instrumental ginecológico, uso comum de roupas íntimas, toalhas
etc.

Período de Incubação
Semanas a
anos. (Como não é conhecido o tempo que o virus pode permanecer no estado
latente e quais os fatores que desencadeiam o aparecimento das lesões, não é
possível estabelecer o intervalor mínimo entre a contaminação e o
desenvolvimento das lesões, que pode ser de algumas semanas até anos ou
décadas).

6 – Diagnóstico

O
diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico). Eventualmente
recorre-se a uma biópsia da lesão suspeita.

7 – Tratamento

O tratamento
visa a remoção das lesões (verrugas, condilomas e lesões do colo uterino).
Os
tratamentos disponíveis são locais (cirúrgicos, quimioterápicos, cauterizações
etc). As recidivas (retorno da doença) podem ocorrer e são freqüentes, mesmo com
o tratamento adequado.
Eventualmente, as lesões desaparecem
espontaneamente.
Não existe ainda um medicamento que erradique o virus, mas a
cura da infecção pode ocorrer por ação dos mecanismos de defesa do organismo.

Já existem vacinas para proteção contra alguns tipos específicos do HPV,
estando as mesmas indicadas para pessoas não contaminadas.

8 – Prevenção

Camisinha
usada adequadamente, do início ao fim da relação, pode proporcionar alguma
proteção. Ter parceiro fixo ou reduzir numero de parceiros. Exame ginecológico
anual para rastreio de doenças pré-invasivas do colo do útero. Avaliação do(a)
parceiro(a). Abstinência sexual durante o tratamento.
Em 2006 foi aprovada
pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a utilização da Vacina
Quadrivalente produzida pelo Laboratório Merck Sharp & Dohme contra os tipos
6,11,16 e 18 do HPV, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos que não tenham a
infecção. Esta vacina confere proteção contra os vírus citados acima, os quais
são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero (tipos 16 e 18) e
90% dos casos de verrugas (condilomas) genitais (tipos 6 e
11).

B – Sífilis congênita – transmissão
vertical da sífilis

A sífilis congênita é
resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da
sífilis. Essa infecção se dá através da placenta de uma mulher grávida que
esteja infectada pela sífilis. É uma doença grave e pode causar má formação do
feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte.

1 – Sinais e Sintomas

A
sífilis pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois
anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão
presentes já nos primeiros meses de vida.

Ao nascer, a criança infectada pode
apresentar problemas muito sérios, entre eles: pneumonia, feridas no corpo,
cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou retardamento. A doença
pode também levar à morte. Há ocorrências em que a criança nasce aparentemente
normal e a sífilis se manifesta só mais tarde, após o segundo ano de vida.

2 – Transmissão da sífilis

A transmissão da mãe infectada para o bebê pode ocorrer em qualquer fase
da gestação ou durante o parto. Estando presente na corrente sangüínea da
gestante, após penetrar na placenta, o treponema ganha os vasos do cordão
umbilical e se multiplica, rapidamente, por todo o organismo da criança que está
sendo gerada. A infecção do feto depende do estágio da doença na gestante.
Quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas estarão circulantes e,
portanto, mais grave será o risco de transmissão para o bebê.

3 – Prevenção

Realização do
teste diagnóstico em mulheres com intenção de engravidar, tratamento imediato
dos casos diagnosticados nas mulheres e em seus parceiros.

4 – Tratamento

Realizar
testes em amostra de sangue dos recém-nascidos cujas mães apresentaram infecção
pela sífilis ou em casos de suspeita clínica de sífilis congênita. O tratamento
deve ser imediato nos casos detectados e deve ser feito com penicilina. Com o
tratamento adequado, mães com sífilis podem dar à luz a crianças saudáveis.

A notificação e investigação dos
casos detectados, incluindo os que nascem mortos ou os casos de aborto por
sífilis, são compulsórias e dever de todo cidadão, obrigatórias a médicos e
outros profissionais de saúde no exercício da profissão, bem como responsáveis
por organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde (Lei nº 6259).

C – Aids – ACQUIRED IMMUNODEFICIENCY
SYNDROME que traduzida para o português é SÍNDROME DA IMUNODIFICIÊNCIA ADQUIRIDA
(SIDA).

No Brasil, porém, é corrente uso da
sigla AIDS. Como é o uso que consagra muitas das nomenclaturas, é mais usual e
consagrado: AIDS.

1 – Sinonímia

Sida, síndrome de
imunodeficiência adquirida

2 – Conceito

Representa um
estado avançado de imunodepressão, causado pelo vírus HIV, cujo mecanismo
principal é a queda da contagem de linfócitos T CD4+ (CD4), para níveis
inferiores a 20% do valor normal (ou seja, < 200 cels/mm3)

3 – Período de incubação

Para a aids: 6-10 anos se não houver tratamento anti-retroviral.

4 – Agente Etiológico

O
vírus HIV pertence à família retroviridae, composta por quatro virús, HTLV I,
II, III e IV. O HTLV III é o mesmo que HIV. Posteriormente, descobriram-se dois
tipos de HIV (1 e 2) com predominâncias geográficas distintas e cada um deles
com subtipos A, B, C, D e E. É constituído por um genoma RNA com capsídeo
protéico e envoltório lipoproteico no interior do capsídeo. No RNA viral
encontramos enzimas: a transcriptase reversa, a protease e outras responsáveis
pela multiplicação viral, sobre as quais se baseiam os fundamentos da terapia
antiretroviral atual. O envelope contem duas glicoproteinas – Gp120 e Gp41, que
garantem a ligação do vírus à célula hospedeira. O HIV tem tropismo pelos
linfócitos T helper, macrófagos e células dendrídicas.

5 – Manifestações Clínicas

Primeira viremia (síndrome da soroconversão): ocorre, em média, da 2a. a
4a. semana após a contaminação e em cerca de 30 a 35% das pessoas contaminadas e
dura de 1 a 3 semanas. Pode manifestar-se como uma síndrome mononucleose-like,
(sintomas de uma síndrome viral aguda: febre, adenopatia cervical, axilar e
occipital, faringite eritematosa, rash cutaneo-mucoso, mialgia, artralgia,
diarréia, cefaléia, náuseas, vômitos e hepatoesplenomegalia. As lesões
cutaneo-mucosas são pequenas úlceras aftosas que podem ser observadas na boca,
ânus e genitália. Junto com a viremia há uma queda abrupta do linfócito CD4 .
Uma leucopenia transitória com linfopenia e posterior inversão CD4/CD8, pode
ocorrer. A seguir, pela própria resposta biológica do organismo, o CD4 volta a
subir e a multiplicação viral cai, permanecendo constante todos os dias e para
sempre. O nível de multiplicação viral vai ditar a progressão (rápida ou lenta)
para o que chamamos aids.

Fase assintomática ou latente: 3 a
12 semanas do inicio da infeção, a maioria dos pacientes soroconverte (sorologia
+). A imunidade humoral anti-HIV contem parcialmente a replicação viral fazendo
a viremia cair e os níveis de CD4 aumentar, porém nunca aos níveis anteriores
normais. Essa fase pode durar de 2 a 20 anos (em média 10 anos) e geralmente a
contagem do CD4 é maior que 350 cels/mm3.

Fase sintomática: Surge com a
continuação da replicação viral que aumenta a viremia e faz o CD4 cair para
valores entre 200-500 cels/mm3. Se caracteriza por imunodepressão leve a
moderada com surgimento de algumas doenças oportunistas, afecções
não-infecciosas ou neoplasias, durando, em média, de 2 a 3 anos. Caso o paciente
não tenha acesso ao tratamento, a progressão piora. E, há uma queda ainda maior
do CD4 para menos de 200 cels/mm3, determinando imunodepressão severa e
surgimento de infecções oportunistas graves que culminam com a morte do
paciente. Tem duração variável.

6 – Diagnóstico laboratorial

Feito pela sorologia, ou seja pesquisa de anticorpos circulantes. A
positividade sorológica geralmente ocorre entre 6 a 12 semanas da contaminação.
Quase todos os pacientes infectados apresentarão sorologia positiva após 6 meses
do contágio. Pode haver um período de janela imunológica, que corresponde aos
primeiros 3 a 6 meses da infecção, onde o paciente pode transmitir o vírus mas
sua sorologia ainda é negativa. A triagem é feita pelo método Elisa, que tem
alta sensibilidade porém tem falhas de especificidade, devido a reações cruzadas
com outros antígenos, possibilitando resultados falso-positivos. O teste
confirmatório é o Western-Blot, com alta sensibilidade e altíssima
especificidade, que permite determinar os casos
verdadeiro-positivos.

7 – Avaliação dos métodos
diagnósticos

Elisa: fácil execução e menor preço, com especificidade e
sensibilidade > 99%. Resultados falso-negativos podem ocorrer no período
imediatamente após a infeção e, raramente , em estágios muito avançados.
Resultados positivos tem valor preditivo positivo próximo a 100% em indivíduos
com quadro clínico e/ou história epidemiológica compatíveis.

Imunofluorescência: simples
realização, porém de difícil padronização, com sensibilidade equivalente a do
Western-Blot. A positividade da IF tem valor preditivo positivo próximo a 100%
quando mais de um Elisa é positivo. Porém está sujeito a viés de observador.

Western-Blot: permite a
identificação de anticorpos específicos contra diferentes proteínas virais. Seu
valor preditivo positivo é praticamente de 100% quando há anticorpos contra pelo
menos uma proteína de cada um dos três principais genes de HIV. O resultado é
indeterminado quando somente são identificados anticorpos contra produtos de um
ou dois genes, embora a probabilidade de falso-positivo diminua quando ao menos
um dos anticorpos é reativo contra uma das proteínas do envelope viral (gp41,
gp120, gp160).

Exame Especificidade %
Sensibilidade %
Elisa 99 99,5
Western-Blot 99,7 > 99

Imunofluorescência 99 > 99

8 – Tratamento

Pode ser
feito através da associação de diferentes classes de drogas antiretrovirais –
inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos, inibidores da
transcriptase reversa não-análogos de nucleosideos e inibidores de protease. As
duas primeiras classes de anti-retrovirais agem inibindo a transcriptase
reversa, impossibilitando assim que o RNA viral se transforme em DNA e se
integre ao genoma celular, ou seja, o vírus não consegue mais infectar a célula.
Os inibidores de protease impedem a maturação das proteínas virais – a partícula
viral “filha” não é mais capaz de infectar outras células. A terapia deve sempre
ser começada com três drogas, de classes variadas. Todavia, sabe-se hoje que seu
início não é uma emergência.

9 – Complicações

São
decorrentes da imunodepressao ocasionada pela infecção viral (infecções
oportunistas, neoplasias, síndrome consuptiva) e pelas reações adversas a
terapia com os antiretrovirais (hepatotoxicidade, neuropatias, pancreatites,
etc)

10 – Diagnóstico diferencial

Deve ser feito com todas as doenças capazes de se manifestarem como uma
síndrome de mononucleose: citomegalovirose, rubéola, toxoplasmose, hepatite,
sífilis (principalmente na fase de roséolas).

11 – Observações

* A
transmissão pode ocorrer por transfusão sangüínea, acidente com material
perfuro-cortante, uso compartilhado de seringas e agulhas, contato sexual e
perinatal (transplantária, durante o parto e durante o aleitamento materno)

* A transmissão materno-fetal pode
ser diminuída drasticamente se terapia antiretroviral for feita na gravidez,
principalmente no momento do nascimento. A cesárea eletiva é hoje a melhor via
de parto. Pois, baixa mais ainda a transmissão para o feto. O Aleitamento
materno é formalmente contra-indicado.

* Como em toda e qualquer ação
médica, o aconselhamento para pré e pós teste e adesão ao tratamento, não podem
ser esquecidos.

* Na página http://www.aids.gov.br pode-se
consultar a lista das doenças definidoras de aids, as principais doenças
oportunistas, consensos terapêuticos, procedimentos na gravidez…

* O tratamento deve ser conduzido
por médico experiente, preferencialmente integrado em equipe multidisciplinar.

* Candidíase oral, mesmo que
pequena, em pessoa HIV + , qualquer que seja a quantidade de CD4, merece iniciar
anti-retrovirais.

– COMPLEMENTO: Quais as mais
conhecidas?

Sífilis

A Sífilis tem como
agente causador uma bactéria espiroqueta, Treponema pallidum. Também conhecida
com Lues, começa com uma discreta lesão (pequena ferida) nos órgãos genitais
(pênis, vulva, vagina, colo uterino) que não causa dor, é geralmente única e
aparece 20 a 30 dias após a relação sexual infectante. Esta pequena lesão é
chamada de Cancro Duro e desaparece espontaneamente em menos de 1 mês. Depois de
aproximadamente 10 dias do aparecimento do Cancro Duro, surgem caroços nas
virilhas (as ínguas) que somem, apesar de não tratadas. Fica-se algum tempo (30
dias) sem manifestações para então aparecerem manchas avermelhadas na pele, que
parecem uma alergia, porém com uma diferença: geralmente não coçam. Daí, então,
a doença evolui com aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa,
principalmente ao redor dos órgãos genitais. Depois de 1 a 2 anos de evolução, a
doença entra na fase de latência (ausência de manifestações no corpo). Depois
desse período, a doença pode evoluir para fase tardia, principalmente com lesões
no coração e cérebro. A doença só continua quando não ocorre tratamento
adequado. As gestantes com Sífilis podem abortar ou gerar crianças com graves
problemas ou mesmo mortas, quando não tratadas. Existe um exame de sangue
(sorologia) que serve para fazer o diagnóstico e controlar a cura da doença. O
importante é que este exame só fica positivo após 5 semanas do contato sexual
infectante e sua negativação, em muitos casos, só ocorre vários meses após o
tratamento. Em algumas pessoas, este exame pode ficar positivo (em concentração
muito baixa) por toda a vida, mesmo depois da cura completa da doença. É sempre
necessário orientação do médico, pois só ele sabe interpretar os resultados de
sorologia para Sífilis.

Gonorréia

É causada por uma bactéria
chamada Neisseria gonorrhoeae. No homem inicia-se após um período que varia de 2
a 10 dias do contato sexual, com uma secreção amarelada e viscosa na uretra
(canal do pênis), seguida de ardência e dor ao urinar. Já na mulher pode não
haver manifestações (forma assintomática), contudo, quando presentes, os
problemas são traduzidos por corrimento vaginal amarelado, bem viscoso e quase
sempre com odor desagradável. Não sendo prontamente tratada, pode haver
complicações. No homem leva à infecção na próstata e nos testículos. Na mulher,
freqüentemente é causa de salpingite (infeção nas trompas), que causa fortes
dores na barriga. A salpingite pela Gonorréia complica-se com obstrução das
trompas, sendo causa de esterilidade (impossibilidade de ficar grávida). Embora
seja raro a Gonorréia pode evoluir para causar lesões em articulações, fígado e
até no cérebro. Durante o parto, a mulher com Gonorréia transmite a doença ao
bebê, podendo a criança apresentar problemas nos olhos. A Gonorréia é uma das
Doenças Sexualmente Transmissíveis mais freqüentes.

Uretrite e Cervicite não gonocócica

Infeção
na uretra ou colo do útero, que não é gonorréia pode ser causada por vários
germes, sendo a mais freqüente a bactéria Chlamydia trachomatis. A maioria dos
homens com Uretrite não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal
do pênis), sente pouca dor e discreta ardência ao urinar. Pode ser uma doença
grave quando não tratada. A maior parte das mulheres não possui sintomas da
doença; porém, elas podem transmitir a moléstia a seu parceiro e apresentar as
mesmas complicações causadas pela gonorréia.CANCRO MOLE

Popularmente chamado “Cavalo”, é
causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, e apresenta nos órgãos genitais
várias feridas ulceradas, dolorosas, que são acompanhadas de (íngua na virilha
(bubão) e desaparecem quando são tratadas. O bubão geralmente se rompe com
orifício único.

Condiloma acucumindado

Conhecida como
“Crista de Galo”, é uma doença causada por um vírus, o Papillomavírus humano,
também conhecido como HPV. As lesões do Condiloma, também nos órgãos genitais,
são verrugas, lembrando couve-flor. Contudo, em algumas manifestações clínicas
podem ser bem diferentes. Em outras ocasiões, um dos parceiros pode apresentar
lesões típicas (couve-flor), enquanto o outro parceiro pode não ter lesão
evidente, mas ser portador do vírus. O tratamento do Condiloma Acuminado é feito
com substâncias ou intervenções que só os médicos devem manusear, pois podem
causar sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.

Linfogranuloma venéreo

Também chamado
“Mula”, é causado pela bactéria Chlamydia trachomatis. Inicia-se com discreta
lesão nos órgãos genitais, que na maioria dos casos nem é percebida. Causa
grande íngua na virilha (bubão), que tende a se romper em múltiplos orifícios.
Sua evolução é muita lenta e pode causar elefantíase (aumento acentuado dos
órgãos genitais externos). Na mulher, na fase bem avançada da doença, pode
também causar estreitamento do ânus.

Herpes genital

É causado pelo Herpesvirus
simples humano (HSV) e sua manifestação maior é a formação de vesículas
(pequenas bolhas) que se rompem causando dor, tipo queimação e ardência nos
órgãos genitais. A doença aparece e desaparece espontaneamente, estando ligada a
fatores desencadeantes como o stress. Apesar de não se ter, até hoje, uma
medicação para o tratamento do Herpes, é errado pensar que a doença não tem
cura. É relatado que, afastando os fatores irritantes e traumáticos, a doença
pode ficar sob controle, até que o próprio organismo desenvolva um mecanismo
interno de defesa.

Infecções vaginais

São causadas por
diferentes germes que provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado,
coceira, dor durante a relação sexual, ardor e odor ativo. Na maioria das vezes,
os parceiros sexuais não apresentam sintomas, mas podem ser portadores de tais
germes. Por isso, pode ser indicado exame médico e conseqüente tratamento dessas
pessoas. Muitos desses germes, no entanto não são necessariamente uma DST e
podem representar apenas uma alteração da microbiota (agentes que habitam
normalmente) vaginal. É o caso da candidíase e da vaginose bacteriana.

Candidíase

A candidíase é uma infecção
causada por fungo do gênero Cândida. A candidíase é uma micose que tem aumentado
muito a sua freqüência nos últimos tempos. Constitui-se atualmente em um dos
tipos mais comuns de vulvovagininite e é mais frequente na mulher grávida.

A recidiva ou reinfecção
constitui-se um problema crucial da candidíase vulvovaginal. Aceita-se como
causas importantes de reinfecção a contaminação a partir do sistema digestivo ou
a partir do parceiro sexual.

Na candidíase vulvovaginal
recidivante recomenda-se o tratamento da forma vaginal e intestinal e do
parceiro

Visando melhorar a eficácia da
terapêutica, devem ser observadas: higiene íntima diária com sabão neutro e
água, ferver roupas íntimas, proporcionar boa aeração vulvar, evitar uso de
roupas de fibras sintéticas ou vestimentas apertadas, e afastar tanto quanto
possível, os fatores predisponentes.

O sofrimento e a angústia, causados
pela recidiva ou persistência dos sintomas, podem produzir desajuste conjugal e
necessitar apoio psicoprofilático.

Vaginose bactariana

Representa uma
alteração da microbiota vaginal, onde predominam bactérias que sobrevivem sem
muito oxigênio (anaeróbias), geralmente as chamadas Gadnerella vaginalis, e há
uma escassez das bactérias de defesa da vagina (os lactobacilos). Isso causa um
corrimento branco ou acinzentado com extremo odor, geralmente após relações sem
o uso de preservativos. Para se evitar a recidiva freqüente deve-se arejar a
genitália. Evitando o uso freqüente de roupas sintéticas e apertadas. O
tratamento de faz com uso de medicamentos por via oral ou cremes vaginais,
prescritos pelo médico. A gestante não tratada apresenta maior risco de parto
prematuro e rotura precoce das membranas, portanto, toda gestante com corrimento
deve alertar seu médico para exame e tratamento adequado.

Tricomoníase

A tricomoníase é uma
infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário
da mulher e do homem. A via de transmissão principal é o contato sexual. Em
condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são
estatisticamente desprezíveis.

No homem – Na quase totalidade dos
casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma
uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de
fisgadas na uretra.

Na mulher – A ausência de sintomas
ocorre com freqüência. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença
e a maioria apresentará manifestações clínicas, devem ser sempre tratadas.

O tratamento deve ser simultâneo
para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.

AIDS

É a Síndrome de
Imunodeficência Adquirida, doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana
(HIV) que infecta principalmente as células necessárias à defesa do organismo,
permitindo que outros vírus, fungos, bactérias ou protozoários causem a morte do
indivíduo. O HIV transmite-se através da relação sexual, sangue contaminado e
por via placentária. Adoecem mais facilmente os homens com hábitos homossexuais
porque a mucosa do intestino, inclusive o reto, tem receptores para o vírus; as
pessoas transfundidas com sangue e derivados contaminados, já que uma única
transfusão é suficiente para infectar o indivíduo; os usuários de drogas por via
venosa que fazem uso em grupo (cocaína, heroína, etc., suprimem fortemente a
imunidade); os parceiros sexuais dos pacientes contaminados HIV positivos; as
crianças que nascem de mães infectadas. As mulheres mesmo não sendo boas
transmissoras do vírus podem contaminar seus parceiros, contudo são receptoras
naturais do esperma contaminado e, portanto, se infectam com mais facilidade em
relações heterossexuais que os homens. O período de incubação varia de algumas
semanas a alguns meses, dependendo da via de contaminação. Após este prazo o
doente pode apresentar a fase aguda cujos sintomas variam desde uma simples
gripe até formas com febre, diarréia, aumento de gânglios, infecções de
garganta, fígado e baço aumentados, meningites, etc. Depois de trinta dias,
aparecem os anticorpos contra o HIV e o paciente fica sem sintomas, apesar de
contaminante, por vários anos, até que fatores externos (outras viroses, outras
causas) diminuam a sua resistência, facilitando as infecções oportunistas e os
cânceres característicos da Aids. Os primeiros sintomas desta síndrome podem ser
febre elevada e contínua, diarréias intermitentes e prolongadas, emagrecimento
acentuado e mais tarde o aparecimento das outras infecções, sendo a mais comum a
candidíase oral (sapinho na boca). O tratamento inclui a manutenção do bem-estar
do doente, o controle da multiplicação do vírus, o controle das infecções
oportunistas e das neoplasias. Não há até o momento nenhum medicamento que
elimine o HIV, mas os anti-retrovirais atualmente, quando indicados tornam o
portador do HIV controlado imunologicamente. Na prevenção da doença,
destacam-se: o uso de preservativos (camisinha) e espermaticidas nas relações
sexuais;

fazer teste de cada sangue doado
com provas de antígenos e anticorpos do HIV; o uso de seringas e agulhas
esterilizadas ou descartáveis individuais por quem é dependente de drogas
injetáveis; assim como em todas as injeções.

Importante
A Aids não se
transmite através da convivência em casa ou no trabalho, nem pelo beijo, abraço,
aperto de mão, uso de banheiros, toalhas, roupas, talheres, copos e pratos e por
picadas de insetos.

Essas doenças podem acometer a
todos nós, por isso não fique com vergonha. Não procure um amigo leigo ou uma
farmácia. O prejudicado será você. PROCURE UM SERVIÇO DE SAÚDE.

Não mantenha relação sexual DE
MANEIRA ALGUMA, caso seja portador de uma DST. Avise o parceiro sexual, caso
você apresente algumas dessas doenças, para que ele também possa procurar um
médico. SEMPRE cumpra rigorosamente o que seu médico aconselhar. ESSAS DOENÇAS
PODEM AGRAVAR-SE MUITO. Quanto mais parceiros sexuais um pessoa possui, maior a
possibilidade de contrair tais doenças.

» Prevenindo o Câncer
É
fundamental que as mulheres procurem auxílio médico, para, uma vez por ano,
serem submetidas a exame ginecológico e exame das mamas.

Mesmo as que não mantenham relação
sexual, devem fazer preventivo todos os anos.

Os homens devem vencer os
preconceitos e procurar auxílio médico para exame da próstata a cada um ano,
principalmente após os 45 anos de idade.
» Preservativo Masculino
O homem
pode diminuir o contágio usando preservativo de látex (camisinha). Para os dois
sexos, a lavagem com água e sabão dos órgãos genitais antes e após a relação é
uma medida excelente. "Camisinha" ou preservativo vem enrolado e tem em sua
parte superior uma saliência, onde se depositará o material ejaculado. Deverá
ser desenrolado sobre o pênis ereto, mantendo-se a saliência comprimida para
retirar o ar antes de se iniciar a relação sexual. Desenrole a camisinha até a
base do pênis, deixando-a ainda um pouco enrolada para pressionar e mantê-la
segura. Se você tiver fimose, rebaixe o prepúcio antes de desenrolar a
camisinha. Caso você ache que a lubrificação que já vem na camisinha seja pouca,
passe mais lubrificante á base de água depois de desenrolá-la. Não lubrifique o
pênis antes de vestir a camisinha. O pênis deve ser retirado ainda ereto da
vagina, firmando-se a parte final do preservativo, segurando-a pela base para
que a camisinha não fique dentro do parceiro. Depois de retirada, dê um nó e
jogue-o no cesto de lixo. Nunca usar o preservativo mais de uma vez. Utilize
apenas lubrificantes solúveis em água.


D – Sífilis

A Sífilis tem como agente causador uma bactéria espiroqueta,
Treponema pallidum. Também conhecida com Lues, começa com uma discreta lesão
(pequena ferida) nos órgãos genitais (pênis, vulva, vagina, colo uterino) que
não causa dor, é geralmente única e aparece 20 a 30 dias após a relação sexual
infectante. Esta pequena lesão é chamada de Cancro Duro e desaparece
espontaneamente em menos de 1 mês. Depois de aproximadamente 10 dias do
aparecimento do Cancro Duro, surgem caroços nas virilhas (as ínguas) que somem,
apesar de não tratadas. Fica-se algum tempo (30 dias) sem manifestações para
então aparecerem manchas avermelhadas na pele, que parecem uma alergia, porém
com uma diferença: geralmente não coçam. Daí, então, a doença evolui com
aparecimento eventual de alterações na pele e mucosa, principalmente ao redor
dos órgãos genitais. Depois de 1 a 2 anos de evolução, a doença entra na fase de
latência (ausência de manifestações no corpo). Depois desse período, a doença
pode evoluir para fase tardia, principalmente com lesões no coração e cérebro. A
doença só continua quando não ocorre tratamento adequado. As gestantes com
Sífilis podem abortar ou gerar crianças com graves problemas ou mesmo mortas,
quando não tratadas. Existe um exame de sangue (sorologia) que serve para fazer
o diagnóstico e controlar a cura da doença. O importante é que este exame só
fica positivo após 5 semanas do contato sexual infectante e sua negativação, em
muitos casos, só ocorre vários meses após o tratamento. Em algumas pessoas, este
exame pode ficar positivo (em concentração muito baixa) por toda a vida, mesmo
depois da cura completa da doença. É sempre necessário orientação do médico,
pois só ele sabe interpretar os resultados de sorologia para Sífilis.

E – Gonorréia

É causada por uma bactéria
chamada Neisseria gonorrhoeae. No homem inicia-se após um período que varia de 2
a 10 dias do contato sexual, com uma secreção amarelada e viscosa na uretra
(canal do pênis), seguida de ardência e dor ao urinar. Já na mulher pode não
haver manifestações (forma assintomática), contudo, quando presentes, os
problemas são traduzidos por corrimento vaginal amarelado, bem viscoso e quase
sempre com odor desagradável. Não sendo prontamente tratada, pode haver
complicações. No homem leva à infecção na próstata e nos testículos. Na mulher,
freqüentemente é causa de salpingite (infeção nas trompas), que causa fortes
dores na barriga. A salpingite pela Gonorréia complica-se com obstrução das
trompas, sendo causa de esterilidade (impossibilidade de ficar grávida). Embora
seja raro a Gonorréia pode evoluir para causar lesões em articulações, fígado e
até no cérebro. Durante o parto, a mulher com Gonorréia transmite a doença ao
bebê, podendo a criança apresentar problemas nos olhos. A Gonorréia é uma das
Doenças Sexualmente Transmissíveis mais freqüentes.

F – Uretrite e Cervicite não
gonocócica

Infeção na uretra ou colo
do útero, que não é gonorréia pode ser causada por vários germes, sendo a mais
freqüente a bactéria Chlamydia trachomatis. A maioria dos homens com Uretrite
não gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do pênis), sente
pouca dor e discreta ardência ao urinar. Pode ser uma doença grave quando não
tratada. A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença; porém, elas
podem transmitir a moléstia a seu parceiro e apresentar as mesmas complicações
causadas pela gonorréia.CANCRO MOLE

Popularmente chamado “Cavalo”, é
causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, e apresenta nos órgãos genitais
várias feridas ulceradas, dolorosas, que são acompanhadas de (íngua na virilha
(bubão) e desaparecem quando são tratadas. O bubão geralmente se rompe com
orifício único.

G – Condiloma acucumindado

Conhecida como “Crista de
Galo”, é uma doença causada por um vírus, o Papillomavírus humano, também
conhecido como HPV. As lesões do Condiloma, também nos órgãos genitais, são
verrugas, lembrando couve-flor. Contudo, em algumas manifestações clínicas podem
ser bem diferentes. Em outras ocasiões, um dos parceiros pode apresentar lesões
típicas (couve-flor), enquanto o outro parceiro pode não ter lesão evidente, mas
ser portador do vírus. O tratamento do Condiloma Acuminado é feito com
substâncias ou intervenções que só os médicos devem manusear, pois podem causar
sérios problemas quando usadas sem os cuidados necessários.

H – Linfogranuloma venéreo

Também
chamado “Mula”, é causado pela bactéria Chlamydia trachomatis. Inicia-se com
discreta lesão nos órgãos genitais, que na maioria dos casos nem é percebida.
Causa grande íngua na virilha (bubão), que tende a se romper em múltiplos
orifícios. Sua evolução é muita lenta e pode causar elefantíase (aumento
acentuado dos órgãos genitais externos). Na mulher, na fase bem avançada da
doença, pode também causar estreitamento do ânus.

I – Herpes genital

É causado pelo
Herpesvirus simples humano (HSV) e sua manifestação maior é a formação de
vesículas (pequenas bolhas) que se rompem causando dor, tipo queimação e
ardência nos órgãos genitais. A doença aparece e desaparece espontaneamente,
estando ligada a fatores desencadeantes como o stress. Apesar de não se ter, até
hoje, uma medicação para o tratamento do Herpes, é errado pensar que a doença
não tem cura. É relatado que, afastando os fatores irritantes e traumáticos, a
doença pode ficar sob controle, até que o próprio organismo desenvolva um
mecanismo interno de defesa.

J – Infecções vaginais

São causadas por
diferentes germes que provocam corrimento branco-amarelado ou acinzentado,
coceira, dor durante a relação sexual, ardor e odor ativo. Na maioria das vezes,
os parceiros sexuais não apresentam sintomas, mas podem ser portadores de tais
germes. Por isso, pode ser indicado exame médico e conseqüente tratamento dessas
pessoas. Muitos desses germes, no entanto não são necessariamente uma DST e
podem representar apenas uma alteração da microbiota (agentes que habitam
normalmente) vaginal. É o caso da candidíase e da vaginose bacteriana.

K – Candidíase

A candidíase é uma
infecção causada por fungo do gênero Cândida. A candidíase é uma micose que tem
aumentado muito a sua freqüência nos últimos tempos. Constitui-se atualmente em
um dos tipos mais comuns de vulvovagininite e é mais frequente na mulher
grávida.

A recidiva ou reinfecção
constitui-se um problema crucial da candidíase vulvovaginal. Aceita-se como
causas importantes de reinfecção a contaminação a partir do sistema digestivo ou
a partir do parceiro sexual.

Na candidíase vulvovaginal
recidivante recomenda-se o tratamento da forma vaginal e intestinal e do
parceiro

Visando melhorar a eficácia da
terapêutica, devem ser observadas: higiene íntima diária com sabão neutro e
água, ferver roupas íntimas, proporcionar boa aeração vulvar, evitar uso de
roupas de fibras sintéticas ou vestimentas apertadas, e afastar tanto quanto
possível, os fatores predisponentes.

O sofrimento e a angústia, causados
pela recidiva ou persistência dos sintomas, podem produzir desajuste conjugal e
necessitar apoio psicoprofilático.

L – Vaginose bactariana

Representa uma alteração da
microbiota vaginal, onde predominam bactérias que sobrevivem sem muito oxigênio
(anaeróbias), geralmente as chamadas Gadnerella vaginalis, e há uma escassez das
bactérias de defesa da vagina (os lactobacilos). Isso causa um corrimento branco
ou acinzentado com extremo odor, geralmente após relações sem o uso de
preservativos. Para se evitar a recidiva freqüente deve-se arejar a genitália.
Evitando o uso freqüente de roupas sintéticas e apertadas. O tratamento de faz
com uso de medicamentos por via oral ou cremes vaginais, prescritos pelo médico.
A gestante não tratada apresenta maior risco de parto prematuro e rotura precoce
das membranas, portanto, toda gestante com corrimento deve alertar seu médico
para exame e tratamento adequado.

M – Tricomoníase

A tricomoníase é uma
infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário
da mulher e do homem. A via de transmissão principal é o contato sexual. Em
condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são
estatisticamente desprezíveis.

No homem – Na quase totalidade dos
casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma
uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de
fisgadas na uretra.

Na mulher – A ausência de sintomas
ocorre com freqüência. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença
e a maioria apresentará manifestações clínicas, devem ser sempre tratadas.

O tratamento deve ser simultâneo
para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.  

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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