Enxaqueca

ENXAQUECA

I –
CONCEITUAÇÃO

A – Sinônimos e Nomes Populares:

Migrânea, dor de cabeça, dor
exaquecosa.

B – O que é?

A enxaqueca, na realidade, não é
apenas um tipo de cefaléia, mas uma síndrome neurológica conhecida desde os
primórdios da humanidade, afetando grande parte da população mundial.
Caracteriza-se pela presença de dores de cabeça recorrentes, unilaterais ou
bilaterais, geralmente de caráter pulsátil, com intensidade de moderada a
intensa, precedidas ou não por sinais neurológicos focais denominados de aura.
Usualmente é acompanhada de náuseas, vômitos, fonofobia e fotofobia.

As crises podem durar de 4 a 72
horas. Alguns sintomas premonitórios podem aparecer horas ou dias antes da
cefaléia, incluindo falta de apetite, hiper-atividade, depressão nervosa,
irritabilidade, bocejos repetidos, dificuldades de memória, desejos por
alimentos específicos, como chocolate e sonolência.

A dor de cabeça enxaquecosa também
pode ser observada nas crianças, nas quais pode se manifestar associada a dores
abdominais recorrentes, vômitos cíclicos, tonturas e dores nas pernas.

C – Como se desenvolve ou adquire?

Apesar de ser de natureza incerta,
acredita-se que a causa da enxaqueca seja multifatorial, apresentando caráter
hereditário bem definido. Estudos demonstram que pacientes com enxaqueca
apresentam um desequilíbrio de neurotransmissores no Sistema
Trigemino-Vascular,que é responsável pelos fenômenos dolorosos relacionados à
face e ao crânio.

As crises de enxaqueca podem ser
desencadeadas por inúmeros fatores como estresse físico e emocional,
determinados alimentos (álcool, queijos, vinho tinto e embutidos , entre
outros), privação ou excesso de sono e alterações hormonais súbitas, como a
menstruação nas mulheres. Todavia, os fatores desencadeantes tem que ser
individualizados para cada paciente.

D – Como o médico faz o
diagnóstico?

O diagnóstico da enxaqueca é
clínico, com história detalhada, exame físico e neurológico completo.
Eventualmente, pode ser necessário a realização de exames complementares
(ressonância magnética de crânio, eletroencefalograma…) quando, por exemplo, a
dor de cabeça iniciar após os 50 anos, ou quando haver alteração no exame
neurológico, história de câncer, doenças infecciosas, história de HIV, ou quando
iniciar subitamente, com forte intensidade, não aliviando com analgésicos.

Para que o indivíduo tenha o
diagnóstico de enxaqueca, é preciso que ocorram pelo menos 5 crises de dor de
cabeça de moderada ou forte intensidade, de localização unilateral e caráter
pulsátil, durando de 4 a 72 h, acompanhadas de náuseas e ou vômitos,
sensibilidade à luz e ao barulho, além dela ser exacerbada pela atividade
física.

E – Como se previne?

Primeiramente, o indivíduo tem que
tentar estabelecer quais os fatores desencadeantes para suas crises de dor de
cabeça e assim evitá-los, na medida do possível. Quando necessário pode-se fazer
tratamento preventivo medicamentoso das crises.

F – Como se trata?

– diagnóstico
correto do tipo de dor de cabeça,
– controle de fatores predisponentes

tratamento medicamentoso abortivo das crises : são utilizados desde
antiinflamatórios, até medicamentos específicos para enxaqueca, como os
triptanos, que são drogas que agem nos mecanismos responsáveis pelo
desencadeamento da dor de cabeça
– tratamento medicamentoso preventivo das
crises: quando ocorrerem três ou mais crises por mês, ou quando as crises forem
muito incapacitantes, ou com pobre resposta aos medicamentos abortivos. Os
medicamentos utilizados podem ser desde antidepressivos tricíclicos em baixas
doses (desta forma servem para tratar dor e não depressão) até betabloqueadores
e anticonvulsivantes
– tratamento não medicamentoso: o médico também pode
indicar outras formas de tratamento para casos selecionados, como biofeedback e
técnicas de relaxamento, terapia cognitiva comportamental, dieta, fisioterapia,
psicoterapia e acunpuntura

Alexandre da Silveira Perla 

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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