Síndrome do Pânico

SÍNDROME DO
PÂNICO

SÍNDROME DO PÂNICO NA VISÃO
ESPÍRITA

A –
CONCEITO

É o aparecimento inesperado recorrente agudo de
ansiedade, acompanhada por vários sintomas mentais e somáticos. Pânico vem do
deus grego Pan que aterrorizava os camponeses com seus chifres e pés de equinos.
A etiologia ainda hoje é desconhecida.

B – HIPÓTESE
NEUROQUÍMICA

As catecolaminas são geralmente encontradas em maior
concentração no sangue, quando o indivíduo passou por algum estresse. Por isso
pensa-se que elas estejam envolvidas na crise do pânico. As serotoninas também
passam pelo mesmo raciocínio, pois são ansiogênicas.

O Locus Coeruleus
possui mais de 50% dos neurônios noradrenérgicos do sistema nervoso central.
Além disso, estabelece ramificações para várias estruturas importantes como:
hipotálamo, amígdalas, sistema límbico e córtex. Essas ramificações entre o
Locus Corruleus e as estruturas citadas sugerem a sua participação na Síndrome
do Pânico porque um estímulo ansiogênico no Locus Corruleus poderia ter grande
repercussão no sistema nervoso central e em todo organismo, o que a experiência
comprova.

C – HIPÓTESE DO LACTATO

Foi
observado por pesquisadores que pessoas com astenia circulatória (transtorno
relacionado a ansiedade), apresentavam níveis plasmáticos altos de lactatos.
Esse achado sugeriu que lactato e ansiedade guardavam relação. Como experiência,
injetaram lactato em pacientes ansiosos e estes apresentaram intensa crise de
ansiedade. Repetido o procedimento em pacientes com síndrome do pânico
espontâneo, 70% deles apresentavam a crise.

D –
SINTOMAS

Os pacientes que apresentam a síndrome do pânico padecem
de intenso sofrimento, pois seus sintomas são pavorosos, angustiantes,
limitantes, tais como: palpitações, sudoreses, tremores, dispnéia (falta de ar),
náuseas, sensação de atordoamento, despersonalização, medo de estar
enlouquecendo, sensação de estar morrendo. Tem como sintomas mentais centrais, o
medo extremo com sensação de morte e a destruição eminente no
abandono.

E – COMORBIDADE

A síndrome do
pânico, em um grande número de casos, costuma vir acompanhada de prolapso da
válvula mitral, hipertiroidismo, agorafobia (medo de locais
públicos).

F – DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL

São várias as situações que podem simular uma síndrome
do pânico: tireotoxicose (hipertireoidismo), feocromocitose (tumor da
supra-renal que segrega catacolaminas), intoxicação por drogas, síndrome de
abstinências, arritmias cardíacas supraventricular.

Genética:
possibilidade de transmissão autossômica dominante com reentrância parcial do
gen do cromossoma 16. A prevalência varia de 1,5% a 2% .

Dos pacientes
com síndrome do pânico, 15% procuram primeiro o cardiologista; 27%, o clínico
geral, e apenas de 5% a 20%, o psiquiatra, o mais indicado para auxiliá-lo. A
idade do aparecimento oscila dos 20 aos 40 anos.

G –
TRATAMENTO

Os antidepressivos são imprescindíveis na fase aguda do
tratamento; os ansiolíticos, em especial o Alprazolan, são muito úteis.
A
associação dos psicofármacos com a psicoterapia dão melhores
resultados.

H – CORRELAÇÃO
MÉDICO-ESPÍRITA

Mortes Traumáticas – (Desencarnes difíceis) O
corpo físico, por instinto de defesa, tenta reter o Espírito nos momentos finais
da desencarnação.

O apego à vida material e a seus gozos efêmeros também
dificultam o desencarne. O medo da morte pela crença em inferno, demônios
(fantasias religiosas), temor ao desconhecido, culpas várias, são outros fortes
empecilhos ao desencarne.

O contato com os agentes da putrefação da
natureza, pelo fenômeno da psicometria, causa grande sofrimento ao desencarnante
que fica retido no corpo físico.

O caráter, as posturas diante da vida, a
falta de religiosidade são fatores determinantes no desprendimento espiritual.
As condições acima mencionadas, agravadas com uma ruptura abrupta do cordão
fluídico, abastecido de fluido vital, tende a levar o Espírito desencarnante a
uma situação de "morto vivo"; preso ao mundo físico pelo corpo em decomposição,
adentrando ao Mundo Espiritual sobrecarregado de fluido vital, estranho àquele
mundo.

Assim, podemos entender que o momento do nascimento e da morte são
importantes para o Espírito, como a primeira e últimas impressões.

Nas
mortes prematuras traumáticas (acidentes – suicídios), um jovem com grande
reserva de fluido vital pode levar a fortes impressões vibratórias do duplo
etérico para o corpo astral, formando nele um clichê mental vigoroso do momento
do desencarne.

I – MORTE E
DESTRUIÇÃO

Na reencarnação seguinte à barreira biológica do corpo
físico, não é suficiente, em algumas pessoas (por lei do Carma), deixando passar
flashs dos últimos momentos da vida anterior. Essa distonia vibratória tenderia
a reaparecer, guardando identidade cronológica entre as reencarnações.

Os flashs sensibilizariam
os neurônios sensitivos do diencéfalo (psicocinéticos) e estes desencadeariam os
sintomas via neurotransmissores. As torturas sofridas durante longos períodos,
nas regiões umbralinas, poderiam criar núcleos de pavor no Perispírito que,
desaguando no cérebro físico na reencarnação seguinte, facultariam o
aparecimento das fobias ou síndrome do pânico.

Para finalizar, não
poderíamos esquecer das obsessões espirituais voluntárias, ou não, que
atormentariam os médiuns pela aproximação de entidades espirituais em grande
sofrimento, refletindo neles seus estados de desequilíbrios.

Dr. Jaider Rodrigues de
Paulo – E.M.E. Brasil

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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