Conduta Espírita Perante os Doentes

ANDRÉ
LUIZ

1 –
CONDUTA ESPÍRITA PERANTE OS DOENTES

Criar em torno dos doentes uma
atmosfera de positiva confiança, através de preces, vibrações e palavras de
carinho, fortaleza e bom ânimo. O trabalho de recuperação do
corpo fundamenta-se na reabilitação do Espírito.

Mesmo quando
sejam ligados estreitamente ao coração, não se deixar abater à face dos
enfermos, mas sim apresentar-lhes elevação de sentimento e fé, fugindo a
exclamações de pena ou tristeza.

O desespero é fogo invisível. Discorrer
sempre que necessário sobre o papel relevante da dor em nosso caminho, sem
quaisquer lamentações infelizes. A resignação nasce da
confiança.

Em nenhuma circunstância, garantir
a cura ou marcar o prazo para o restabelecimento completo dos doentes, em
particular dos obsidiados, sob pena de cair em leviandade. Antes de tudo vige a
Vontade Sábia do Pai Excelso.

Dar atenção e carinho aos corações
angustiados e sofredores, sem falar ou agir de modo a humilhá-los em suas
posições e convicções, buscando atender-lhes às necessidades físicas e morais
dentro dos recursos ao nosso alcance. A melhoria eficaz das almas deita raízes
na solidariedade perfeita.

Procurar com alegria, ao serviço da própria
regeneração, o convívio prolongado com parentes ou companheiros atacados pela
invalidez, pelo desequilíbrio ou pelas enfermidades pertinazes. O antídoto do
mal é a perseverança no bem.

André Luiz

2 – CONDUTA ESPÍRITA PERANTE A
ENFERMIDADE

Sustentar inalteráveis a fé e a
confiança, sem temor, queixa ou revolta, sempre que enfermidades conhecidas ou
inesperadas lhe visitem o corpo ou lhe assediem o lar. Cada prova tem uma razão
de ser.

Com o necessário discernimento, abster-se do uso exagerado de
medicamentos capazes de intoxicar a vida orgânica. Para o serviço da cura, todo
medicamento exige dosagem.

Desfazer idéias de temor ante as moléstias
contagiosas ou mutuantes, usando a disciplina mental e os recursos da prece. A
força poderosa do pensamento tanto elabora quanto extingue muitos distúrbios
orgânicos e psíquicos.

Sabendo que todo sofrimento orgânico é uma prova
espiritual, dentro das leis cármicas, jamais recear a dor, mas aceitá-la e
compreendê-la com desassombro e conformação. A intensidade do sofrimento varia
segundo a confiança na Lei Divina.

Aceitar o auxílio dos missionários e
obreiros da medicina terrena, não exigindo proteção e responsabilidade
exclusivas dos médicos desencarnados. A Eterna Sabedoria tudo dispõe em nosso
proveito.

Afirmar-se mentalmente em segurança, acima das enfermidades
insidiosas que lhe possam assaltar o organismo, repelindo os pensamentos e as
palavras de desespero ou cansaço, na fortaleza de sua fé.
A doença pertinaz leva à
purificação mais profunda.

Aproveitar a moléstia como período
de lições, sobretudo como tempo de aplicação dos valores alusivos à convicção
religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da
fé.

"Vinde a mim, todos os que estais
cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." – Jesus, (Mateus,
11:28)

André Luiz

3 – SANÇÕES E
AUXÍLIOS

Depois do entendimento com os
internados, o Instrutor Druso aquiesceu em dispensar-nos alguns minutos de
conversação educativa. Explanara brilhantemente sobre o problema das provas na
experiência terrestre. Alertara-nos quanto à necessária renovação mental nos
padrões do bem, destacando a necessidade do estudo, para a assimilação do
conhecimento superior, e do serviço ao próximo, para a colheita de simpatia, sem
os quais todos os caminhos da evolução surgem complicados e difíceis de ser
transitados.

Junto dele, enquanto prelecionava,
fora colocada singular escultura – uma estátua notável reproduzindo o corpo
humano, transparente aos nossos olhos, à qual apenas faltava o sopro espiritual
para revelar-se viva. Patenteavam-se, ali, à nossa visão, todos os órgãos e
apetrechos do carro físico, sob a proteção do sistema nervoso e do sistema
sanguíneo.

O coração, à maneira de um
grande pássaro no ninho das artérias enrodilhadas na árvore dos pulmões; o
fígado, à feição de um condensador vibrante; o estômago e os intestinos como
digestores técnicos e os rins, quais aparelhos complexos de filtragem,
convidavam-nos a profunda admiração; contudo, nosso maior interesse
concentrava-se no sistema endocrínico, no qual as glândulas se salientavam por
figurações de luz. A epífise, a hipófise, a tireóide, as paratireoides, o timo,
as suprarenais, o pâncreas e as bolsas genésicas caracterizavam-se, perfeitas,
sobre o fundo vivo dos centros perispirituais, que se combinavam uns com os
outros, em sutilíssimas ramificações nervosas, singularmente ajustadas, através
dos plexos, emitindo cada centro irradiações próprias, constituindo-se o
conjunto num todo harmônico, que nos impelia à contemplação
extática.

Percebendo-nos a surpresa, o chefe da casa disse, bondoso: —
Habitualmente convidamos a atenção de nossos internados para os veículos de
nossas manifestações, mostrando-lhes, quanto possível, a correspondência entre
nossos estados espirituais e as formas de que nos servimos. Ê indispensável
compreendamos que todo mal por nós praticado conscientemente expressa, de algum
modo, lesão em nossa consciência e toda lesão dessa espécie determina distúrbio
ou mutilação no organismo que nos exterioriza o modo de ser. Em todos os planos
do Universo, somos espírito e manifestação, pensamento e forma. Eis o motivo por
que, no mundo, a Medicina há de considerar o doente como um todo.
psicossomático, se quiser realmente investir-se da arte de curar.

E,
tocando a bela escultura à nossa vista, continuou:— Da mente clareada pela
razão, sede dos princípios superiores que governam a individualidade, partem as
forças que asseguram o equilíbrio orgânico, por intermédio de raios ainda
inabordáveis à perquirição humana, raios esses que vitalizam os centros
perispiríticos, em cujos meandros se localizam as chamadas glândulas endócrinas,
que, a seu turno, despedem recursos que nos garantem a estabilidade do campo
celular. Como é óbvio, nas criaturas encarnadas esses elementos se
consubstanciam nos hormônios diversos que atuam sobre todos os órgãos do corpo
físico, através do sangue. O homem comum, que já conhece a tiroxina e a
adrenalina, energias fabricadas pela tireóide e pelas suprarenais, com
influência decisiva no trabalho circulatório, nos nervos e nos músculos, não
ignora que todas as demais glândulas de secreções internas produzem recursos que
decidem sobre saúde e enfermidade, equilíbrio e desequilíbrio nos indivíduos
encarnados.

Ora, em substância, como é
fácil de ver, todos os estados acidentais das formas de que nos utilizamos, no
espaço e no tempo, dependem, assim, do comando mental que nos é próprio. É por
isso que a justiça, sendo instituto fundamental de ordem, na Criação, começa
invariavelmente em nós mesmos, em toda e qualquer ocasião que lhe defraudemos os
princípios. A evolução para Deus pode ser comparada a uma viagem divina. O bem
constitui sinal de passagem livre para os cimos da Vida Superior, enquanto que o
mal significa sentença de interdição, constrangendo-nos a paradas mais ou menos
difíceis de reajuste.

Aproveitando breve pausa, Hilário observou: — E
admirável o trabalho educativo em andamento nas zonas inferiores, com vistas à
reencarnação…— Inegavelmente — respondeu o instrutor. — É preciso informar a
todos os nossos irmãos, em vias de retorno ao círculo dos homens, que o corpo
carnal, com as tarefas que lhe são consequentes, vale por verdadeiro prêmio da
Bondade Divina, que é necessário valorizar. Aqui, nas esferas purgatoriais,
contamos com verdadeiras multidões de criaturas desencarnadas que procedem do
mundo, em deploráveis crises alucinatórias, após malversarem os bens da vida
humana. Muitas, por infelicidade da própria ignorância, não puderam acomodar-se
a qualquer tipo de concepção religiosa, entretanto, milhões de pessoas, longe do
respeito pela fé maternal que as esclarecia, nos compromissos esposados perante
Deus, entregavam-se, conscientemente, à crueldade mental, cavando ruína e
amargura para si mesmas, porque o mal infligido a outrem era sempre mal que
amontoavam sobre as suas cabeças.

E assim que, desentrançadas
da matéria densa, aqui aportam, batidas pelo remorso e pelo arrependimento,
padecendo frustações lamentáveis, quando não estacionam por tempo mais ou menos
longo em furnas expiatórias, nas quais, presas de antigos adversários ou de
velhos comparsas do vício, sofrem tristes alterações em seus centros de força, a
se lhes expressarem na mente por desequilíbrios funestos. Depois de acolhidas em
nosso pouso de amor, refazem-se a pouco e pouco… A reencarnação retificadora,
isto é, a internação na carne em condições penosas, surge por alternativa
inevitável. Será preciso renascer, suportando os obstáculos tremendos, oriundos
da desarmonia perispirítica criada por nós mesmos. Ainda assim, quanto possível,
antes do novo berço entre os homens, é imprescindível melhorar as contas… Daí
o motivo por que instituições qual a nossa funcionam, em vários campos das
regiões inferiores, que, na velha teologia, equivalem a regiões infernais…

O que, porém, existe, de
fato, é o imenso Umbral, situado entre a Terra e o Céu, dolorosa região de
sombras, erguida e cultivada pela mente humana, em geral rebelde e ociosa,
desvairada e enfermiça. Os companheiros desencarnados que despertam,
devagarinho, para a responsabilidade de viver, encarando face a face o
imperativo do renascimento difícil no mundo, passam a trabalhar aqui
laboriosamente, vencendo óbices terríveis e superando tempestades de toda a
sorte, para a conquista dos méritos que descuraram durante a permanência no
corpo, de modo a implantarem, no próprio espírito, os valores morais de que não
prescindem para a sustentação de novas e abençoadas lutas no plano
material.

O orientador, mostrando o olhar coruscante de entendimento e
carinho, à feição do professor emérito e bondoso que deseja o progresso dos
aprendizes, fez longa pausa e perguntou-nos:— Compreenderam?— Sim, sim… —
respondemos a um só tempo, in­teressados em maior amplitude da lição.— Ê assim
que todos nós — continuou ele —, para o recomeço das lides carnais, solicitamos
o regime de sanções, ou alguém, quando não disponhamos do direito de fazê-lo,
no-lo obtém, suplicando-o, em nosso benefício, às autoridades superiores.—
Regime de sanções? — indagou Hilário, surpreendido.

— Perfeitamente. Não
nos reportamos aqui às medidas de natureza moral, pelas quais enfrentamos,
compreensivelmente, na família consanguínea ou na intimidade da luta, a
reaproximação com os Espíritos de que sejamos devedores de paciência e ternura,
tolerância e sacrifício, na solução de certas dívidas que nos obscurecem a
senda, mas sim a providências retificantes, depois de muitas quedas reiteradas
nos mesmos deslizes e deserções, que imploramos em favor de nós e em nós mesmos,
quais sejam as deficiências congeniais com que ressurgimos no berço físico.
Aqueles que por vezes diversas perderam vastas oportunidades de trabalho na
Terra, pela ingestão sistemática de elementos corrosivos, como sejam o álcool e
os utros venenos das forças orgânicas, tanto quanto os inveterados cultores da
gula, quase sempre atravessam as águas da morte como suicidas indiretos e,
despertando para a obra de reajuste que lhes é indispensável, imploram o
regresso à carne em corpos desde a infância inclinados à estenose do piloro, à
ulceração gástrica, ao desequilíbrio do pâncreas, à colite e às múltiplas
enfermidades do intestino que lhes impõem torturas sistemáticas, embora
suportáveis, no decurso da existência inteira.

Inteligências notáveis, com
sucessivas quedas morais, através da leviandade com que se utilizaram do esporte
e da dança, espalhando desespero e infortúnio nos corações afetuosos e
sensíveis, pedem formas orgânicas ameaçadas de paralisia e reumatismo, visitadas
de achaques e neoplasmas diversos, que lhes obstem os movimentos demasiado
livres. Companheiros que, em muitas circunstâncias, se deixaram envenenar pelos
olhos e pelos ouvidos, comprometendo-se em vasta rede de criminalidade, através
da calúnia e da maledicência, imploram veículos fisiológicos castigados por
deficiências auditivas e visuais que lhes impeçam recidivas desastrosas.
Intelectuais e artistas que despedem sagrados recursos do espírito na perversão
dos sentimentos humanos, por intermédio da criação de imagens menos dignas,
rogam aparelhos cerebrais com inibições graves e dolorosas para que, nas
reflexões de temporário ostracismo, possam desenvolver as esquecidas qualidades
do coração. Homens e mulheres que abusaram de dotes físicos, manobrando a beleza
e a perfeição das formas para disseminar a loucura e o sofrimento naqueles que
lhes admitiam as falsas promessas, solicitam corpos vulneráveis às dermatoses
aflitivas, quais o eczema e a tumoração cutânea, ou portadores de alterações da
tireóide que os constranjam a reiteradas lutas educativas.

Grandes faladores que
escarneceram da divina missão do verbo, conturbando multidões ou enlouquecendo
almas desprevenidas, suplicam doenças das cordas vocais, para que, atravessando
afonias periódicas, desistam de tumultuar os espíritos por intermédio da palavra
brilhante. E milhares de pessoas que transformaram o santuário do sexo numa
forja de perturbações para a vida alheia, arruinando lares e infelicitando
consciências, imploram equipamentos físicos atormentados por lesões importantes
no campo genésico, experimentando, desde a puberdade, inquietantes
desequilíbrios ovarianos e testiculares. A cegueira, a mudez, a idiotia, a
surdez, a paralisia, o câncer, a lepra, a epilepsia, o diabete, o pênfigo, a
loucura e todo o conjunto das moléstias dificilmente curáveis significam sanções
instituídas pela Misericórdia Divina, portas a dentro da Justiça Universal,
atendendo-nos aos próprios rogos, para que não venhamos a perder as bênçãos
eternas do espírito a troco de lamentáveis ilusões humanas.

— Mas,
existem institutos especiais que providenciem, por exemplo, as irregularidades
orgânicas pedidas para a reencarnacão? — perguntou meu colega, intrigado. O
interlocutor generoso sorriu, significativamente, e acentuou: — Sim, Hilário, a
Bondade do Senhor é infinita e permite-nos a graça de suplicar os impedimentos a
que nos referimos, porque o reconhecimento de nossas fraquezas e transgressões
nos faz imenso bem ao espírito endividado. A humildade, em qualquer situação,
acende luz em nossas almas, gerando, em torno de nós, abençoados recursos de
simpatia fraterna. Entretanto, ainda mesmo que não pedíssemos a aplicação das
penas de que necessitamos, nossa posição não se modificaria, porquanto a prática
do mal opera lesões imediatas em nossa consciência, que, entrando em condição
desarmônica, desajusta, ela própria, os centros de força em que se mantém. Desse
modo, os nossos institutos de trabalho para a reencarnacão colaboram para que
todos venhamos a receber na ribalta terrestre a vestimenta carnal
merecida.

— Então, de que vale a súplica, rogando essa ou aquela medida,
atinente à nossa reeducação? — Oh! não formule semelhante problema! — falou
Druso em voz grave. — A prece, no sentido a que aludimos, é sempre um atestado
de boa-vontade e compreensão, no testemunho da nossa condição de Espíritos
devedores. .. Sem dúvida, não poderá modificar o curso das leis, diante das
quais nos fazemos réus sujeitos a penas múltiplas, mas renova-nos o modo de ser,
valendo não só como abençoada plantação de solidariedade em nosso benefício, mas
também como vacina contra reincidência no mal. Além disso, a prece faculta-nos a
aproximação com os grandes benfeitores que nos presidem os passos,
auxiliando-nos a organização de novo roteiro para a caminhada segura. Meu
companheiro guardou, reverente, a anotação e considerou:

— Caro
instrutor, depreendemos da elucidação que, ao nos reencarnarmos, conduzimos
conosco os remanescentes de nossas faltas, que nos partilham o renascimento, na
máquina fisiológica, como raízes congeniais dos males que nós mesmos plantamos.
. .— Perfeitamente — acentuou o mentor amigo —, nossas disposições, para com
essa ou aquela enfermidade no corpo terrestre, representam zonas de atração
magnética que dizem de nossas dívidas, diante das Leis Eternas,
exteriorizando-nos as deficiências do espírito. Druso meditou alguns instantes,
como se estivesse ponderando no íntimo a gravidade do assunto, e
apreciou:

— Nossas assertivas não excluem, decerto, a necessidade da
assepsia e da higiene, da medicação e do cuidado preciso, no tratamento dos
enfermos de qualquer procedência. Desejamos simplesmente acentuar que a alma
ressurge no equipamento físico transportando consigo as próprias falhas a se lhe
refletirem na veste carnal, como zonas favoráveis à eclosão de determinadas
moléstias, oferecendo campo propício ao desenvolvimento de vírus, bacilos e
bactérias inúmeros, capazes de conduzi-la aos mais graves padecimentos, de
acordo com os débitos que haja contraído, mas também carreia consigo as
faculdades de criar no próprio cosmo orgânico todas as espécies de anticorpos,
imunizando-se contra as exigências da carne, faculdades essas que pode ampliar
consideravelmente pela oração, pelas disciplinas retificadoras a que se afeiçoe,
pela resistência mental ou pelo serviço ao próximo com que atrai preciosos
recursos em seu favor. Não podemos esquecer que o bem é o
verdadeiro antídoto do mal.

— Ainda assim — ajuntou Hilário —,
será lícito recordar que os animais igualmente sofrem moléstias diagnosticáveis,
como sejam a aftose, a raiva e a pneumonia. ..— Como também as plantas
experimentam enfermidades peculiares, reclamando adubos e fungicidas — completou
o mentor, sorrindo. E acrescentou:— A dor é ingrediente dos mais importantes na
economia da vida em expansão. O ferro sob o malho, a semente na cova, o animal
em sacrifício, tanto quanto a criança chorando, irresponsável ou semiconsciente,
para desenvolver os próprios órgãos, sofrem a dor-evolução, que atua de fora
para dentro, aprimorando o ser, sem a qual não existiria progresso. Em nosso
estudo, porém, analisamos a dor-expiação, que vem de dentro para fora, marcando
a criatura no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos de
aflição, para regenerá-la, perante a Justiça. . . E’ muito diferente. . .—
Curioso! — exclamou Hilário — não havia pensado ainda em semelhantes conceitos.
. . Dor-evolução, dor-expiação. . .— Como temos ainda dor-auxílio — atalhou
Druso, benevolente.— Como assim?

E percebendo a surpresa que se nos
estampava no rosto, o orientador aduziu:— Em muitas ocasiões, no decurso da luta
humana, nossa alma adquire compromissos vultosos nesse ou naquele sentido.
Habitualmente, logramos vantagens em determinados setores da experiência,
perdendo em outros. Às vezes, interessamo-nos vivamente pela sublimação do
próximo, olvidando a melhoria de nós mesmos. É assim que, pela intercessão de
amigos devotados à nossa felicidade e à nossa vitória, recebemos a bênção de
prolongadas e dolorosas enfermidades no envoltório físico, seja para evitarnos a
queda no abismo da criminalidade, seja, mais frequentemente, para o serviço
preparatório da desencarnação, a fim de que não sejamos colhidos por surpresas
arrasadoras, na transição da morte.

O enfarte, a trombose, a
hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras
calamidades da vida orgânica constituem, por vezes, dores-auxílio, para que a
alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo
denso, habilitando-se, através de longas reflexões e benéficas, disciplinas,
para o ingresso respeitável na Vida Espiritual. Druso, no entanto, a essa
altura, foi chamado a outras linhas de ação, deixando-nos entregues aos nossos
pensamentos.

André Luiz 

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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