Reconhece-se o Cristão pelas suas obras

RECONHECE-SE O CRISTÃO PELAS SUAS OBRAS

Sérgio Honório da Silva

Campos do Jordão – SP

 

 

 

No auge de sua missão terrena, Jesus ao deparar com a inconstância dos homens de sua época no trato das coisas do Espírito, exclamou: “A seara é grande, mas poucos são os trabalhadores”, o que O fez suplicar ao Pai para que enviasse novos obreiros para o campo do trabalho.

Esse problema, da falta de seareiros, sempre existiu. Muitos espíritos, antes de reencarnarem, assumem compromissos no sentido de desenvolver determinadas tarefas, no entanto, quando aqui chegam, uma vez reencarnados, empolgam-se com as coisas do mundo e esquecem-se dos compromissos assumidos, isso ocorre em grande parte pelas dificuldades que frequentemente encontram pelo caminho.

A história registra os feitos de muitos espíritos que, passaram pela Terra e cumpriram com louvor as tarefas assumidas, mas não registra tantos outros que influenciados pelas coisas deste mundo, desviaram-se do caminho previamente escolhido e falharam na missão.

Os sucessos ou insucessos se aplicam, obviamente, à missões e tarefas que são desenvolvidas em todos os setores da atividade humana, quer no terreno político, social, religioso, científico e em todos os demais ramos.

Muitos líderes de povos, por exemplo, recebem a incumbência de unificar nações, promover a paz, o bem estar e progresso, mas ao conquistarem os postos de comando tornam-se orgulhosos, opressores e tiranos, andando na contramão daquilo que pretendiam realizar. Religiosos descem à Terra com a incumbência de estabelecer a verdade, promover o amor ao próximo, a caridade, mas ao reencarnarem, tornam-se opositores sistemáticos das novas idéias, combatendo tudo aquilo que venha contrariar os princípios que defendem, colocam suas conveniências pessoais acima do sofrimento alheio, movendo-se exclusivamente na busca de fama e riqueza.

Quando Jesus esteve na Terra manteve contato com muitas pessoas que desejavam segui-lo, mas ao tomarem conhecimento daquilo que era necessário fazer, desistiram da idéia. Um moço rico que cumpria rigorosamente todos os mandamentos, ao receber de Jesus um convite para “vender tudo o que tinha e dar o dinheiro aos pobres”, retirou-se amargurado, preferindo deleitar-se com as vantagens que a riqueza terrena oferecia.

Esse fato ocorrido com o moço rico deixa claro que não basta somente cumprir os mandamentos é preciso efetivamente trabalhar para o desenvolvimento moral e espiritual, vencer a si mesmo, esse trabalho é a maior luta que o homem se defronta na Terra. Nessa busca deparamos com barreiras, seja com relacionamentos, trabalho, saúde, carreira, etc. O maior obstáculo para o crescimento é a inércia que cria insensibilidade, pois priva o individuo de novas possibilidades, cria passividade com relação á vida.

Desde seu surgimento o cristianismo sofreu várias ramificações, principalmente depois da Reforma Protestante, que alardeou a salvação pela graça, de que Deus tem um plano de salvação gratuito para as criaturas, bastando reconhecer Jesus como salvador. Na passagem narrada por Tiago (2:17), ele nos chama a atenção para a grandiosa e fundamental tarefa cristã: as boas obras. Diz ele: “Tu tens fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

A verdadeira fé é operante e ativa, jamais se acomoda. O Espiritismo é categórico, fé e obras, devem estar sempre juntas, nunca separadas. Como poderíamos ensinar a um homem a força da fé se ele estiver com fome e frio? Seria um despropósito falar-lhe de fé, impor-lhe uma crença enquanto ele estivesse faminto e com frio.

A sentença de Jesus: “A cada um será dado segundo as suas obras”, reflete a extensão do amor que Deus dispensa a todos os seus filhos, anulando qualquer idéia de que um espírito possa elevar-se aos mundos felizes sem o esforço em favor do aprimoramento próprio.

A rigor, só com a fé posta em ação atingiremos resultados positivos em nosso favor e em benefício do próximo objetivando o Evangelho de Jesus como norma de conduta; é imperioso usarmos nossas mãos no exercício do bem, pois o esforço pessoal é sem dúvida o melhor exemplo da fé operante.

É preciso, sem demora, nos colocarmos em ação, fortalecendo a nossa fé na senda da caridade, pois aquele que exemplifica os ensinamentos de Jesus com carinho e sinceridade adquire, ao longo do caminho, confiança, certeza e serenidade. No seu coração não haverá dúvidas ou medo.

Nós temos o Evangelho como roteiro seguro, que a obra seja feita no grande laboratório da vida. O arado está pronto e Deus aguarda! Não nos iludamos, os mundos mais felizes tem um preço, e a sua moeda são as boas obras!

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Publicado neste Portal com a autorização do autor.

 

 

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Sobre aricarrasco

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