Depressões

PROPOSTA DE UMA TEORIA ESPÍRITA SOBRE AS DEPRESSÕES
Lamartine Palhano JR.
Júlia Anália S. Oliveira
TEXTOS EXTRAÍDOS DO LIVRO " LAUDOS ESPÍRITAS DA LOUCURA"
 

Antes de propor uma teoria espírita para a situação depressiva de alguns pacientes, ‚ preciso e necessário que se estudem as já existentes, mesmo porque elas se completam. Uma teoria médica das mais importantes é, na verdade, mais uma hipótese, trata-se das hipóteses bioquímicas sobre a etiologia das depressões. Aliás, é muito antiga, veio inicialmente da antigüidade grega. Naquela época supunha-se que uma disfunção hepática produzia os quadros de depressão: seria o acúmulo da bile negra (melano = negra e colé = bile), que, tóxica, produziria a melancolia. Hoje fala-se do excesso ou diminuição de neurotransmissores, principalmente serotonina e noradrenalina, na tentativa de explicar as depressões. Existem diversos dados já demonstrados que apóiam essa hipótese: em primeiro lugar existem evidências farmacológicas de que a reserpina provoca a depressão central de 5-hidroxitriptamina, noradrenalina e dopamina; em segundo é o aumento da concentração de noradrenalina e serotonina no sistema nervoso central (SNC), pelos inibidores da mono-amino-oxidase, induz a uma hiperatividade (mania); terceiro, os antidepressivos tricíclicos são capazes de impedir a recaptura das aminas biogênicas nas porções terminais dos neurônios pré-sinápticos, potencializando, desse modo, a ação das aminas nos receptores pós-sinápticos (ver figura); em quarto, o lítio parece atuar, diminuindo a atividade dos sistemas catecolaminérgicos e serotoninérgicos. Mas, como existem muitas dúvidas dentro dos conceitos da psicofarmacologia, os interessados devem manter-se bem-informados com as sempre atualizadas publicações científicas especializadas. Contudo é preciso entender bem o mecanismo bioquímico dos neurotransmissores, para melhor compreensão do que acontece em termos biológicos, visto que essa hipótese tem estado muito em evidência. De qualquer forma, mesmo que haja uma atuação espiritual evidente sobre um indivíduo, forçosamente há responsáveis fisiológicos na manifestação dos estados mórbidos da mente.
 

Quando um neurônio (célula nervosa) é estimulado, surge uma série de alterações eletroquímicas em sua membrana, causadas pela entrada de íons sódio e pela saída de íons potássio. Essas alterações, que constituem o impulso nervoso, sempre começam nos dendritos e caminham do corpo celular para o axônio (ver figuras abaixo).

Fig. 1: Detalhes de uma célula nervosa ou neurônio e de uma sinapse, por onde passa o impulso nervoso 

Na sinapse, região de contato entre dois neurônios, há uma pequena distancia entre as duas células envolvidas, isto é, não há perfeita continuidade entre as membranas de ambas. A passagem do impulso nervoso nessa região é feita por substâncias químicas, os neurotransmissores, neuro-hormônios ou mediadores químicos como a acetil-colina, noradrenalina, adrenalina, dopamina, serotonina e ácido gama-aminobutírico.

Fig. 2: Estrutura e funcionamento da sinapse nervosa 

Como esses mediadores estão acumulados somente no final do axônio, a transmissão do impulso ocorre sempre do axônio de um neurônio para um dendrito ou corpo celular do neurônio seguinte. Ao atingir as ramificações finais do axônio, o impulso nervoso causa o esvaziamento de várias vesículas que continham essas substancias que se difundem pelas sinapses e se ligam às proteínas dos dendritos do outro axônio. Em conseqüência disso, as proteínas dos dendritos sofrem uma alteração em sua forma, o que torna a membrana do neurônio mais permeável ao sódio. Surge assim um potencial de ação que se propaga pelo neurônio estimulado.
 

No caso das alterações ditas neuro-endócrinas, existem diversas teorias que tentam relacionar os distúrbios neuro-endócrinos com as depressões: a hipótese da "hiperatividade do sistema hipofisário adrenal" e a da "diminuição da tircotropina no hormônio tircotrópico".
 

Finalmente, tudo isso indica que há uma significativa relação entre o metabolismo das aminas biogênicas, equilíbrio eletrolítico e funções endócrinas, no caso das depressões psicológicas. Com todas essas condições, levando-se em conta as predisposições genéticas e os fatores ambientais, somadas, inclusive as obsessões, pode-se chegar às causas das depressões.

A questão do substrato psicofarmacológico das depressões lembra a hipótese de Stein (1966). Trata-se da idéia que indica haver no cérebro dois sistemas: o de recompensa e o de punição. O segundo levaria o paciente à ansiedade, onde há comprometimento do núcleo da afetividade, isto nas depressões primárias. Nas ditas depressões primárias. Nas ditas depressões secundárias, embora o sistema de recompensa possa estar intacto, o seu funcionamento pode ser até mesmo suprimido pela excessiva atividade do sistema contrário, o sistema gerador de ansiedade e sensações de punição ou castigo. Isso tudo foi baseado nos trabalhos de Olds ( 1962), que conseguiu mostrar que o sistema de recompensa é constituído pelo filogeneticamente antigo e multi-sináptico feixe medial do cérebro anterior e que o sistema periventricular de fibras nervosas seria o elemento anátomo-funcional do sistema punitivo. Conseqüentemente, o sistema de punição do cérebro leva a uma inibição dos comportamentos mal-sucedidos ou punidos, tudo relacionado a condicionamentos importantes.
 

O que se tem em termos anátomo-bioquímicos, em resumo? Nos termos de Isac Guz (1980), a estimulação do feixe medial do cérebro anterior produz efeito de recompensa (resposta excitatória), ativando as sinapses adrenérgicas no hipotálamo lateral, área pré-óptica, lobo límbico e neo-córtex. A estimulação elétrica do feixe medial do cérebro anterior ( bem como a anfetamina) possibilita, mediante comportamento operante, a liberação de noradrenalina nestas sinapses, ao passo que a clorpromazina inibe esse comportamento, bloqueando a transmissão adrenérgica nestes locais. É possível até que a falta de motivação em alguns deprimidos seja uma transmissão adrenérgica prejudicada.
 

Parece que está bem claro que os pacientes acometidos de depressão têm uma predisposição orgânica de fundo genético e que existem fatores fisiológicos, bioquímicos e psicológicos envolvidos nas causas e incidência dessa afecção. Nos termos desta pesquisa, ficará demonstrado que há também causas espirituais e morais.
 

Seguem-se trinta laudos ( os interessados devem consultar o livro referendado no início do texto), conseguidos após a análise anamnésica e medianímica dos pacientes que solicitaram socorro espiritual em nossa unidade de trabalho, isso depois de receberem tratamento convencional e não conseguirem uma resposta satisfatória. Os diagnósticos clínicos foram confirmados após entrevistas com os pacientes e seus familiares. Os protocolos encontram-se devidamente arquivados nas dependências do CIPES para quaisquer verificações necessárias posteriores.
 
 

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 RESULTADOS DOS LAUDOS ESPÍRITAS DA DEPRESSÃO
Lamartine Palhano JR.
Júlia Anália S. Oliveira
TEXTOS EXTRAÍDOS DO LIVRO " LAUDOS ESPÍRITAS DA LOUCURA"

No QUADRO I, apresentado à página 100( VIDE ABAIXO), é possível verificar os sintomas gerais descritos a partir das queixas e anamnese dos pacientes e entender o que pode estar acontecendo em nível psíquico e mesmo orgânico com eles, problemas que ser o discutidos posteriormente. As mulheres apresentaram-se em maior número, aliás, elas surgem muito mais propensas aos estados depressivos que os homens. Nos trinta casos catalogados aqui, 24 eram de mulheres.

As obsessões apareceram em 70% dos casos, sempre associadas e complementares, nunca como causa primeira. Geralmente uma atividade perturbadora acrescida ao psiquismo já desarticulado dos

pacientes, que, por algum motivo de ordem moral ou orgânica, permitiam um campo mental propício à aproximação de entidades inferiores. Com relação à obsessão, entre os 21 casos constatados mediunicamente, apenas quatro eram pacientes homens, isso num total de seis homens examinados apenas. Embora a amostragem seja muito pequena, o índice percentual da obsessão continua em torno dos 70%, pois quatro em seis são exatamente 66,66%.

Os conflitos existenciais aparecem em segundo lugar entre as queixas mais comuns, 53,33%. Em alguns casos aparecem como a própria causa desencadeante da depressão. Esses conflitos provinham de mágoas, rancores, perdas de entes queridos, estresse, situação financeira confusa ou ruim, transgressões legais ou morais, tendências e lembranças culposas atuais ou ancestrais (de outras reencarnações), culpa, doenças físicas e psicoses.

A angústia definida ou indefinida nos pacientes está  em 40% dos casos. A insegurança diante dos sentimentos opressivos desconhecidos provoca tal perturbação que os pacientes sentem-se indefesos, choram e deprimem-se mais ainda. O afastamento das entidades espirituais que aumentam esse sentimento e o reforço psíquico do passe e similares providenciam um certo alívio, mas o paciente é que deve dar a direção libertadora aos seus pensamentos.

Segue, na ordem decrescente, a agitação, com 33,33%. Esse comportamento ‚ mais um sintoma que mostra a ordem de perturbação do paciente, que, inseguro, quer reagir conscientemente, mas não consegue. Diante da agressão que está recebendo, diante das agruras físicas e morais, ele se defende como pode. Nesse embate, surge a agitação, que é a ausência de tranqüilidade, é a inquietude, não há segurança para ele no universo, tudo é pressão demasiada, seus nervos estão à flor da pele. É preciso calma, muita calma. A meditação seria o caminho.

Vê-se a ansiedade em quinto lugar, com 26,66% dos pacientes em estados diversos. É um querer e não poder, não conseguir, inquietude, falta de fé, ausência de Deus. A prece seria um bom remédio para serenar os ânimos exaltados do consciente que deseja, que teme, que não vê saída. Neste mesmo nível de queixas, encontram-se o desanimo e a confusão mental. O primeiro é a desistência, a falta de coragem e o segundo ‚ o desencontro neural, a não-sincronia dos neurônios, pela perda de energia nervosa e o encontro de pensamentos diversificados do próprio paciente com os que lhe chegam por sintonia com entidades espirituais oportunistas, numa infestação psíquica. Seguem-se então as perturbações do sono, apatia, cefaléia, dores musculares, agressividade, adinamia, sentimento de perda, medo (fobias), alterações do humor, inapetência, tendências suicidas, baixa-estima.

O presente trabalho demonstra que há pelo menos mais três fatores desencadeantes ou de agravamento:

  • a obsessão por espíritos oportunistas, aproveitadores, vingadores, vampirizadores das energias vitais, inimigos do paciente, depressivos e doentes;
  • lembranças amargas e de cenas de crimes praticados num passado recente ou ancestral, que vêm para a superfície consciencial, alimentando o estado depressivo. Esses fatores podem ser controlados com os recursos espíritas e disciplina mental adequada. A atitude de disciplina do pensamento, por parte do paciente, é de grande valia para a pacificação neuropsíquica. Estabelecendo-se defesas nesses dois campos da mente, haverá muito mais chances de uma resposta satisfatória aos medicamentos de escolha.
  • Talvez o mais importante: uma revolta surda, vinda de uma raiva (ódio), de uma mágoa ou de um orgulho ferido, que o consciente não consegue expressar.

Quadro I

Índice dos sintomas catalogados a partir dos trinta casos de pacientes portadores de depressão examinados pela técnica da varredura medianímica.
 

Sintomas Mulheres Homens Total %
Obsessão * 17 4 21 70,00
Conflitos existências * 14 2 16 53,33
Angústia 10 2 12 40,00
Agitação 6 4 10 33,33
Ansiedade 7 1 8 26,66
Desânimo 6 2 8 26,66
Confusão mental 5 3 8 26,66
Perturbações do sono 5 2 7 23,33
Apatia 5 1 6 20,00
Dor de cabeça 6 6 20,00
Dores musculares 5 1 6 20,00
Indecisão 5 1 6 20,00
Agressividade 4 2 6 20,00
Adinamia 5 5 16,66
Sentimento de perda * 4 1 5 16,66
Medo (fobias) 4 1 5 16,66
Alterações do humor 4 1 5 16,66
Inapetência 4 4 13,33
Estafa * 4 4 13,33
Tendências suicidas 2 1 3 10,00
Baixa estima 3 3 10,00
Total dos casos ** 24 6 30

* Causas ou fatores desencadeantes, junto com mágoas, acontecimentos infelizes, perda de entes queridos, situação financeira confusa ou ruim, transgressões, tendências e lembranças culposas atuais ou ancestrais ( de outras encarnações passadas ), doenças físicas e mesmo as psicoses.

** Todos os pacientes conseguiram melhora significativa permanente após algum tempo em que se dispuseram à disciplina mental, e pouco a pouco os médicos foram diminuindo a dose dos medicamentos prescritos.
 
 
 

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DISCUSSÃO SOBRE OS LAUDOS ESPÍRITAS DA DEPRESSÃO
 Lamartine Palhano JR.
Júlia Anália S. Oliveira
TEXTOS EXTRAÍDOS DO LIVRO " LAUDOS ESPÍRITAS DA LOUCURA" 

Pela falta de acordo entre os autores pesquisados em relação à classificação das doenças mentais, o que foi sobejamente demonstrado aqui, é possível inferir que não há uma linha divisória exata entre depressão, psicose e esquizofrenia, ou seja, entre os estados mentais perturbados e que apresentam esse ou aquele distúrbio. Um distúrbio predominante pode estar associado a outros distúrbios ou sintomas, e nunca são iguais nos diferentes indivíduos. Cada paciente tem uma apresentação própria de seus distúrbios, que surgem também devido a diferentes situações, estímulos ou ocorrências.
 
As pesquisas recentes dentro da epidemiologia, psicobiologia e farmacoterapia das doenças afetivas e do humor têm, de alguma forma, contribuído para um melhor entendimento das doenças mentais, e o experimento espírita tem mostrado que as informações medianímicas também podem trazer luz para essa questão, principalmente, para estabelecer as causas espirituais, anímicas ou por influência de psiquismos estranhos aos pacientes.
 
O termo ‘depressão’ ora é limitante, ora abrangente, assim também com ‘psicose’ e ‘esquizofrenia’, mas atualmente há  uma tentativa de reverter essa tendência de abrangência, para valorizar mais o conjunto de sintomas, como distúrbios do afeto, do humor, da ansiedade, conforme posicionamento de diversos autores (Pope & Lipinski, 1978). Mas, os primeiros termos que qualificaram os diversos tipos de afecções mentais permanecem na tradição médica e ser  muito difícil deixar de utilizá-los.
 
1. Depressão

O diagnóstico da depressão se faz com base nas características clínicas que evidenciam as alterações havidas no humor vital do indivíduo com significativas mudanças em suas funções cognitivas, intelectuais e afetivas. Sob critério do sistema categorial de classificação – CID – 10 (WHO, 1993) e das informações espíritas, é possível estabelecer alguns sintomas característicos, bem como a origem da depressão e qualificá-la como grave ou passageira:
 
Hipóteses da origem do quadro depressivo:
 

  •  depressão como distúrbio psiquiátrico;
  •  depressão associada a afecções clínicas;
  •  depressão como conseqüência de um tratamento;
  •  depressão associada à obsessão espiritual (70%).

 
Pode-se concluir também, com base nos episódios depressivos (leves, moderados e graves), como em CID – 10:
 

  •  queda do humor
  •  perda do interesse e prazer
  •  fadiga fácil
  •  diminuição das atividades
  •  pessimismo
  •  idéia de culpa e de inutilidade
  •  distúrbio do sono
  •  inapetência
  •  idéias suicidas
  •  sintomas de doenças físicas

 
Esses e outros sintomas de depressão podem aparecer após o acometimento de diversos tipos de doenças, como principalmente, a tuberculose, o hipotireoidismo, a síndrome de Cushing, a doença de Addison, a doença de Huntington, a AIDS, o diabetes melito, o lupo eritematoso, a anemia grave, a doença de Alzheimer e as afecções mentais diversas. Sem esquecer de citar a esclerose múltipla, a epilepsia, a hidrocefalia, a porfiria, a artrite reumatóide, como listado por Nunes Filho, Bueno e Nardi (1996).
 
Em contrapartida, têm-se ‘sintomas’ de diversas doenças em  pacientes depressivos, que, à primeira vista, não sugerem o diagnóstico de depressão, mas também não levam a nenhuma conclusão;  trata-se de uma depressão ‘mascarada’. Os sintomas podem ser cefaléia, palpitação, constipação intestinal, mialgias, cores lombares, dificuldades respiratórias, alergias, viroses, etc.
 
A depressão, como efeito colateral de medicamentos, foi considerada desde a clássica descrição da depressão causada pela reserpina demonstrada na década de 60 . Muitas são as substâncias capazes de causar crises depressivas: medicamentos cardiovasculares, analgésicos, antiinflamatórios, antibióticos, citostáticos, psicotrópicos, hormônios, esteróides, etc.
 
Escondida sob a manta bioquímica e fisiológica, há uma influência psíquica interna vinda das questões da alma, em sues culpas e traumas, e mais a externa, vinda de verdadeiros ‘psicoparasitas’ espirituais, ou ‘vampiros’ das forças vitais, ou seja, espíritos perversos, inferiores ou doentes, que sugam aqueles que, por sintonia mental, estabelecem-lhe possibilidades de vínculos psíquicos. Redunda daí a manutenção de um quadro permanente de rebaixamento do humor vital, somando-se a isso outros fatores de características neuropsicológicas e somáticas, principalmente a inibição psíquica e o sofrimento moral.
 
Nunes Filho et col. (1996) anotaram que a inibição age como frenagem dos processos psíquicos de ideação, reduzindo o campo da consciência e desviando a intencionalidade do ato psíquico, levando o indivíduo a um retraimento, quando se sente incapaz de se relacionar com os outros e com o mundo em geral, com o relato de dificuldade de ‘pensar’ e problemas de memórias de evocação. Essa inibição ‚ agudamente vivenciada pelo paciente, que se diz incapaz e impotente.
 
Quanto ao sofrimento moral, ele é traduzido pelo sentimento de auto- depreciação , auto-acusações, necessidade de punição e idéias de culpa. Um fator característico dessa fase é manifesto quando o paciente começa a dizer que não quer continuar vivendo, ao liberar frases como: "melhor dormir, dormir, não acordar, se houver um acidente, um desastre, é melhor que Deus me leve logo, acabava o sofrimento"… Isso é um alerta, pois o estágio seguinte ‚ a idéia de suicídio, que começa com insinuações e fantasias de auto-aniquilamento, planejamento da melhor forma de se matar, que terminará numa tentativa de suicídio, se nada for feito em termos de ajuda. Todo deprimido está sujeito a um impulso suicida.
 
O tratamento dessa afecção mental, segundo as considerações clinicas e sob nossas observações, deve contar com a ação de psicofármacos devidamente acompanhada por psiquiatra e uma ação psicoterápica com profissional da área, visto que há necessidades bioquímicas do cérebro a serem recompostas e há questionamentos pessoais a serem resolvidos. Quanto à ação espírita, foi observado ate aqui que vários fatores podem ser equilibrados por ela:
 

  •  energização do paciente com passes e água fluidificada;
  •  a palavra amiga e fraterna depois da magnetização;
  •  a neutralização de entidades agregadas doentes, inferiores ou perversas;
  •  sincronização da mente pela atividade da meditação dirigida;
  •  recursos divinos obtidos na prece;
  •  fortalecimento da vontade pelo exercício da vigilância mental.

Essas ações produzem um apaziguamento da mente do paciente, inclusive com maior sincronicidade neural, o que facilita a ação farmacógena. Os resultados aqui apresentados demonstram isso e é o que por ora foi conseguido a nível científico. Os pacientes aqui mencionados, é preciso lembrar, receberam o influxo energético inicial quando da varredura medianímica, cuja irradiação é poderosa devido ao transe canalizado e ao vasculhamento psíquico dirigido.
 
2. Psicose Maníaco-Depressiva ( PMD )
 
A classificação moderna dos distúrbios do humor (PMD) começou a tomar sentido em 1899, com os trabalhos de Emil Kraepelin, que dividiu as doenças mentais graves em duas categorias: demência precoce  (esquizofrenia) e psicose maníaco-depressiva.
 
A OrganizacÃo Mundial de Saúde (WHO, 1993) em sua  Classificação dos Distúrbios Mentais (CID-10), referiu-se a algumas categorias dos distúrbios do humor, ou seja, PMD, que têm interesse neste trabalho:
 

  •  Episódio Maníaco;
  •  Distúrbio Bipolar;
  •  Episódio Depressivo.

 
Sobre o episódio depressivo as conclusões foram dispostas no item anterior. Aqui serão evidenciados os quesitos referentes aos distúrbios do humor num todo, tentando abranger o episódio maníaco.

O termo ‘mania’ aqui empregado, clinicamente considerado uma ‘euforia patológica’ não deve ser simplesmente confundido como um ‘hábito’ ou um ‘maneirismo’. Trata-se de um estado de hiperexcitação das funções nervosas superiores, caracterizado por exaltação do humor e liberação de impulsos íntimo-afetivos.
 
À mania pode-se seguir uma fase depressiva, isso gradativa ou abruptamente. Os sintomas podem ser enumerados da seguinte maneira:
 

  •  sentimento eufórico de permanente bem-estar;
  •  atividade incessante;
  •  aceleração do curso do pensamento;
  •  fuga de idéias;
  •  descarrilamento;
  •  relato de idéias mirabolantes não justapostas;
  •  delírio de grandeza;
  •  irritabilidade;
  •  exuberância de sintomas;
  •  ausência de juízo crítico;
  •  humor oscilante da euforia à agressividade;
  •  comportamento hostil sem motivo aparente.

 
    Depois:
 

  •  depressão (como descrito anteriormente)
  •  idéias suicidas (ordens ouvidas)

 
Há um desgaste energético depois de tanta euforia desnecessária e sem motivos aparentes. Na depressão, numa queda da tensão psíquica, um tipo de alteração da consciência (transe), vêm as vozes que lhe ordenam que se mate, ou que, mesmo sem serem ouvidas, vindas das dimensões espirituais próximas, transmitem um mal-estar, um mau-humor, um estado horrível de culpa, de incompetência moral. É a pressão espiritual sobre o ser psíquico, que não permite que os     medicamentos atuem nos centros neurais. A ação espírita vem atuando justamente aí, aliviando a pressão espiritual da ação obsessiva e procurando alterar o tônus psíquico do paciente para melhor, com exercícios disciplinares de meditação, passes, leituras moralmente edificantes e água fluidificada. 
 

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