ABORTO , NÂO !

 

ABORTO,
NÃO!

André Brandão

 

Alguns países do mundo vêm
legalizando o aborto e, também no Brasil, vários segmentos da sociedade
pressionam para que o povo escolha, por meio de um plebiscito, se o aborto deve
ser legalizado ou não.

A seguir listamos alguns dos argumentos utilizados pelos
defensores da legalização do aborto:

o      
A prática do aborto
é inevitável
, legalizado ou não ele
continua a ocorrer
. Em países onde o aborto é legalizado a taxa de
mortalidade das mulheres é quase nula, ao contrario de países onde ele é
proibido, em que as taxas são altíssimas, porque são feitos em cínicas
clandestinas;

o      
O corpo é da
mulher
e ela tem o direito de decidir se quer ou não continuar a gestação.

o      
As crianças que
nasceram apenas porque seu abortamento não foi permitido têm grandes chances de serem marginalizadas na família e na sociedade. Isso pode gerar: problemas
no desenvolvimento da criança, abandono escolar, delinqüência juvenil,
instabilidade na família, baixa auto-estima etc. Se tivesse sido abortada não
haveria esses problemas, além do que, a pratica do aborto pode ser uma forma de
controle de natalidade que diminuiria a desigualdade social, já que as famílias
pobres teriam menos filhos.

o      
A criança que foi
gerada por
violação (estupro)
sempre causará à mãe a lembrança desse ato traumático. Essa criança tem grande
chance de ser marginalizada na família e na sociedade.

E como fica o aborto do ponto de vista espírita?

Na questão 880 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta sobre
qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem, e recebe a seguinte
resposta: “O de viver. Por isso é
que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que
quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

Diante dessa resposta dos Espíritos superiores, o nosso ponto de
partida é: a vida é um bem indisponível. A defesa
dessa tese, no caso do tema do aborto, leva à seguinte questão: Quando começa a vida?

A definição sobre o
começo da vida humana varia conforme convicções morais, religiosas, científicas,
filosóficas, jurídicas. Abaixo, confira as principais etapas do desenvolvimento
do ser humano e as várias crenças sobre o início da vida, conforme publicado na
Revista Veja edição, edição de 25 abr. 2007:

o      
Fecundação

É quando o espermatozóide penetra no óvulo formando o embrião,
que carrega toda a carga genética do futuro ser humano. Católicos e protestantes
acreditam que a vida começa na fecundação. Na embriologia, ciência que estuda o
desenvolvimento do embrião, essa visão também é predominante.

o      
Nidação

É o momento em que o óvulo fecundado se fixa à parede do útero,
já preparado para alimentá-lo. Parte dos geneticistas e fisiologistas acredita
que a vida começa na nidação, pois é a partir dessa etapa que o embrião tem
condições reais de se desenvolver.

o      
Duas
semanas

É quando o embrião acelera sua reprodução e começam os primeiros
vestígios de formação dos órgãos, inclusive do sistema nervoso. A maioria dos
neurocientistas acredita que a vida começa com a formação do cérebro. A opinião
é partilhada por juristas brasileiros.

o      
8 a 16 Semanas

É o período em que o embrião vira feto, com o aparecimento de
membros e órgãos. É até esse momento que o aborto é permitido na maioria dos
países. Para o islamismo. a vida começa na 16ª semana, que é quando o ser humano
adquire uma alma.

o      
27
Semanas

É por volta dessa etapa que o feto começa a ter sensações, como
a dor. Para uma corrente de neurocientistas, o começo das sensações, só possível
com um cérebro mais desenvolvido, é o que demarca o início da vida humana.

o      
Nascimento

 Em condições normais, o
bebê nasce depois de nove meses de gestação, mas com o avanço da medicina já
existem casos de bebês que sobreviveram ao nascer com menos de seis meses. Os
filósofos estóicos da Grécia antiga entendiam que a vida humana começava no
parto. É a mesma concepção de parcela expressiva ao pensamento judaico. Para
alguns juristas brasileiros, só ao nascer o bebê adquire os direitos garantidos
pela Constituição.

E para nós espíritas, em que momento começa a vida humana? A
resposta também se encontra em
O Livro dos Espíritos:

·       
“A união (entre a alma e o corpo) começa na concepção, mas
só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o
Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico,
que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O
grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e
dos servos de Deus.” (LE 344)

E Kardec explica, em A Gênese:

·       
“Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias
de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu
perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o
momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta.
Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui
certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em
formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu
perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na
terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união;
nasce então o ser para a vida exterior.” (GE, Cap. 11, item 18)

Vejamos abaixo a opinião de Viana de Carvalho:

·        “No atual estágio de evolução da criatura humana e do pla­neta
terrestre, a reencarnação tem início no momento da fecun­dação, a partir de cujo
instante o perispírito começa a imprimir nos genes e cromossomos os equipamentos
de que necessita o Espírito para a evolução. Nos estágios mais avançados do
pro­cesso biológico já estariam definidos diversos programas orgâ­nicos, o que
dificultaria a perfeita identificação do Ser espiritual com os instrumentos que
lhe irão servir de sustentação.” (
Viana de Carvalho,
Atualidade do Pensamento Espírita, Capítulo 2,
Questão 44)

Para Jorge Andréa, o
processo de retorno à vida material é anterior à
fecundação:

·        “O nascimento de um novo ser não poderá
estar na dependência exclusiva dos genitores. Existe,
no mecanismo da vinda do espírito para reencarnação, imenso dinamismo em jogo,
fazendo parte de uma lei com todos os seus implementos
. Modificar, em
pequenos ângulos (material), o mecanismo reencarnatório é criar desequilíbrios,
principalmente de origem psíquica, pois o
desencadeamento do processo antecede de muito ao encontro do espermatozóide e
óvulo
. O perispírito é o agente modelador dos equipamentos orgânicos,
assim como dos delicados processos mentais, que decorrem das conquistas do
Espírito. Desde o momento em que o espermatozóide dispara na Trompa de Falópio,
na ansiosa busca do óvulo, os automatismos perispirituais, à semelhança dos
biológicos, dão inicio à modelagem do invólucro de que se utilizará o Espírito
para os futuros cometimentos propostos pela reencarnação.” (Jorge Andréa, Forças
Sexuais da Alma, p. 103)

No Capítulo 13 da
obra Missionários da Luz, André Luiz descreve o trabalho dos Espíritos no
processo de reencarnação de Segismundo:

“(…) passei a
observar as minúcias do fenômeno da fecundação.

(…) Alexandre, em
vista de ser o missionário mais elevado do grupo em operação de auxilio, dirigia
os serviços graves da ligação primordial. Segundo depreendi, ele podia ver as
disposições cromossômicas de todos os princípios masculinos em movimento
(…).

(…) identificou o mais apto, fixando nele o seu potencial
magnético, dando-me a idéia de que o ajudava a desembaraçar-se dos companheiros
para que fosse o primeiro a penetrar a peque nina bolsa maternal.

O elemento focalizado por ele ganhou nova energia sobre os
demais e avançou rapidamente na direção do alvo. (…). Ambas as forças,
masculina e feminina, formavam agora uma só, (…). O meu orientador,
absolutamente entregue ao seu trabalho, tocou a pequenina forma com a destra,
mantendo-se no serviço de divisão da cromatina, (…). Em seguida Alexandre
ajustou a forma reduzida de Segismundo, que se interpenetrava com o organismo
perispirítico de Raquel, sobre aquele microscópico globo de luz, impregnado de
vida, e observei que essa vida latente começou a movimentar-se.

Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo
esforço dos Espíritos Construtores, Alexandre aproximou-se de mim e falou:

– Está terminada a operação inicial de ligação.

– O que vimos, porém, com Segismundo — perguntei — é regra geral
para todos os casos?

– De modo algum – respondeu o instrutor, atencioso -, os
processos de reencarnação, tanto quanto os da morte física, diferem ao infinito,
não existindo, segundo cremos, dois absolutamente iguais. (…). Há companheiros
de grande elevação que, ao voltarem à esfera mais densa em apostolado de serviço
e iluminação, quase dispensam o nosso concurso. Outros irmãos nossos, contudo,
procedentes de zonas inferiores, necessitam de cooperação muito mais complexa
que a exercida no caso de Segismundo. (…).

– A reencarnação de Segismundo obedece às diretrizes mais
comuns. Traduz expressão simbólica da maioria dos fatos dessa natureza,
porquanto o nosso irmão pertence à enorme classe média dos Espíritos que habitam
a Crosta, nem altamente bons, nem conscientemente maus.

– O auxílio que vemos atingirá, porventura, a todos? Aqui nos
encontramos num lar em bases retas, segundo sua própria afirmação. Mas… Se nos
achássemos numa casa típica de deboche carnal?

O instrutor meditou gravemente e redargüiu: – André, o diamante
perdido no lodo, por algum tempo, não deixa de ser diamante. Assim, também, a
paternidade e a maternidade, em si mesmas, são sempre divinas. Em todo lugar
desenvolve-se o auxilio da esfera superior, desde que se encontre em jogo o
trabalho da Vontade de Deus. (André Luiz, Missionários da Luz, Capítulo 13, Reencarnação, p.
250).

Agora que conhecemos, em detalhes, como se dá o início da vida
humana, vamos verificar a orientação dos Espíritos superiores a respeito do
aborto. Quando Kardec pergunta se constitui crime a provocação do aborto, em
qualquer período da gestação, os Espíritos respondem:

o      
“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou
quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes
do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que
serviria de instrumento o corpo que se estava formando.” (LE 358)

O preclaro mentor do nosso querido Chico Xavier assim se
expressa a respeito do assunto:

o       “Comovemo-nos,
habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião. Homicídios que
convulsionam a imprensa e mobilizam largas equipes policiais… Furtos
espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância… Todavia, um crime
existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio
do santuário doméstico ou no regaço da Natureza… Crime estarrecedor, porque a
vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie
aos movimentos da reação.” (Emmanuel, Religião dos Espíritos, Aborto delituoso, p.
17)

o      
“Referimo-nos
ao aborto delituoso, em que pais in­conscientes determinam a morte dos próprios
filhos, as­fixiando-lhes a existência, antes que possam sorrir para a bênção da
luz. (
Emmanuel, Vida e Sexo, Capítulo 17, Aborto, P. 73)

Hilário, companheiro de aprendizado de André Luiz, pergunta ao
instrutor Silas se o aborto provocado é falta grave:

“- Falta grave?!
Será melhor dizer doloroso crime. Arrancar uma
criança ao materno seio é infanticídio
confesso.”
(Ação e reação, Cap. 15, Anotações oportunas)

Em Memórias de um Suicida, da lavra mediúnica de Yvonne do
Amaral Pereira, os infanticidas eram considerados suicidas (Cap. 6, O elemento
feminino, p. 534).

Daí vale refletir sobre as conseqüências do aborto, que podem se
dar na mesma existência em que é cometido, na vida espiritual, após a morte, ou
mesmo em reencarnações futuras. Vejamos:

Ø          
Na existência em
que é cometido

·       
“Admitimos seja
suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos
nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etio­logia obscura e das
obsessões catalogáveis na pa­tologia da mente, ocupando vastos departamentos de
hospitais e prisões.” (Emmanuel, Vida e sexo, Cap. 17);

·       
O
aborto oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem,
impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo câncer ou por outras moléstias
de formação obscura, quando não se anulam em aflitivos processos de obsessão.
(Emmanuel, Leis de Amor, Cap. 20);

·       
“(…) Adquiriram como seqüência natural, enfermidades
lastimáveis, tais como a tuberculose, o câncer, infecções repulsivas, etc.,
etc., que as fizeram prematuramente atingir o plano invisível, sacrificando com
o corpo carnal também o futuro espiritual e a paz da consciência, maculando,
além do mais, o envoltório físico-astral – o perispírito – com estigmas
degradantes, conforme podereis examinar…” (Yvonne do A. Pereira, Memórias de
um suicida, Cap. 6);

·       
“A mulher que o promove ou que venha a coonestar (Dar
aparência de honestidade) semelhante delito é constrangida, por leis
irrevogáveis, a sofrer alterações deprimentes no centro genésico de sua alma,
predispondo-se geralmente a dolorosas enfermidades, quais sejam a metrite, o
vaginismo, a metralgia, o enfarte uterino, a tumoração cancerosa, flagelos esses
com os quais, muita vez, desencarna, demandando o Além para responder, perante a
Justiça Divina, pelo crime praticado. É, então, que se reconhece rediviva, mas
doente e infeliz, porque, pela incessante recapitulação mental do ato
abominável, através do remorso, reterá por tempo longo a degenerescência das
forças genitais.” (André Luiz, Ação e reação, Cap. 15);

·       
Criamos
projetos, aventamos sugestões, arti­culamos providências e externamos votos
respeitá­veis, englobando-nos com eles em salutares com­promissos que, se
observados, redundarão em bên­çãos substanciais para todo o grupo de corações a
que se nos vincula a existência.  Se,
porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de
nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhes podemos
prever as reações negativas e, então, muitos dos associados de nossos erros de
outras épocas, ontem
convertidos, no Plano Espiritual, em
amigos po­tenciais, à custa das nossas promessas de compre­ensão e de auxílio,
fazem-se hoje — e isso ocorre bastas vezes, em todas as comunidades da Terra —
inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de
desencanto e aze­dume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que
se estivessem conosco em plena expe­riência física, na condição de
filhos-problemas, impondo-nos trabalho e inquietação. (Emmanuel, Vida e sexo,
Cap. 17);

·       
“Os pais que
cooperam nos delitos do aborto, tanto quanto os ginecologistas que o favorecem,
vêm a sofrer os resultados da crueldade que praticam, atraindo sobre as próprias
cabeças os sofrimentos e os desesperos das próprias vítimas, relegadas por eles
aos percalços e sombras da vida espiritual de esferas inferio­res.” (Emmanuel,
Leis de amor, Cap. 4)

Ø          
Conseqüências na
vida espiritual, após a desencarnação

·       
“É dessa forma
que a mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas
principalmente a mulher, cujo grau de respon­sabilidade nas faltas dessa
natureza é muito maior, desajustam as ener­gias psicossomáticas, com mais
penetrante desequi­líbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria
alma a sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a
tem­po certo.” (André Luiz, Evolução em dois mundos, Cap. 14);

·       
Chegáramos ao Manicômio. (…) Como poderia a mulher, ser mimoso
e lindo, rodeado de encantos e atrativos incontestáveis, moralmente
amesquinhar-se tanto, para chegar a tão funestos resultados?!… O que víamos,
então, ali?… Seria mulher?! Porventura um monstro primitivo?… Não! Víamos –
isso sim! – um Espírito defraudador da sublime quanto respeitável lei do
Criador, a lei da reprodução da espécie para finalidade suntuosa do Progresso! A
lei divina da procriação!” (Yvonne do A. Pereira, Memórias de um suicida, Cap.
6);

·        “Vultos negros,
(…), bracejavam contra mil formas perseguidoras (…). Ao longo dos seus
corpos (…), notavam-se placas quais chagas generalizadas, sobre as quais
desenhos singulares apareciam como decalcados em fogo ou sangue!(…).
Tratava-se da reprodução mental de embriões humanos, (…) permanecendo,
todavia, sua imagem refletida no perispírito da genitora infiel, como produto
mental de um crime cometido contra um ser indefeso e merecedor de todo o amparo
e da máxima dedicação! (…) Os pequeninos seres, outrora por elas sacrificados
em suas entranhas, esvoaçavam em torno, levados das repercussões do perispírito
para as ondas vibratórias da mente, (…), castigando a infratora na seqüência
de leis naturalissimas, por elas mesmas acionadas ao cometerem a infração! Eram
quais moscas a zumbirem inalteravelmente em torno de mísero canceroso,
desorientando-o até à loucura em vista dos inevitáveis desequilíbrios daí
derivados! Apresentavam-se algumas, além do mais, plenamente obsidiadas pelas
individualidades que deveriam habitar aqueles corpos repudiados.” (Yvonne do A.
Pereira, Memórias de um suicida, Cap. 6);

·        “(…) Devendo-se ain­da salientar o
caráter doloroso dos efeitos espiri­tuais do aborto criminoso, para os
ginecologistas e obstetras delinquentes.” (André Luiz, Evolução em dois mundos,
Cap.14);

Ø          
Conseqüências nas próximas
reencarnações

·        No homem, o resultado dessas ações
aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em
compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias
di­versas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças
invisíveis emanadas de entida­des retardatárias que ainda encontram dificuldade
para exculpar-lhes a deserção.” (André Luiz, Evolução em dois mundos, Cap. 14);

·        “Seria, sim, ideal que assim acontecesse.
Nada obstante, devemos considerar
que
o paciente psiquiá­trico é, normalmente, alguém que se utilizou da inteligên­cia e do sentimento com muita falta de
responsabilida­de, lesando os núcleos
perispirituais
que plasmam no cérebro carnal as necessidades de reparação.
Imaginemos um médico, no uso da sua
missão de melhorar a qualidade de vida dos enfermos, (…), que se utiliza do
co­nhecimento intelectual para a exploração dos seus re­cursos econômicos, sem
respeito pelo ser humano, que posterga terapias valiosas, a fim de retê-los por
mais tempo sob seus cuidados, ou que se
utiliza
da Medicina para o enriquecimento criminoso através do aborto, da eutanásia, de cirurgias
desnecessárias; como desper­tará no além-túmulo?” (Manoel Philomeno de Miranda,
Entre dois mundos, Cap. 14);

·        “Nas mulheres, as derivações surgem
extrema­mente mais graves. (…) Dessarte, ressurgem na vida física, externan­do
gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos
nomear como sendo a miopraxia (Condiçãode inferioridade ou insuficiência
funcional de um órgão ou um aparelho do organismo) do centro genésico atonizado
(atonia: Debilidade geral; fraqueza), padecendo, logo que reconduzidas ao curso
da ma­ternidade terrestre, as toxemias (intoxicação do sangue) da gestação.
(…).Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas
aparecem, flagelando a vida feminina, como sejam o descolamento da pla­centa
eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia
uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do gonococo, depois das
crises endometríticas puerperais;(…); os síndromes circulatórios da gra­videz
aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro
cardíaco, em consequência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças
psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, (…) daí resultando
graves problemas da cardiopatia con­seqüente.” (André Luiz, Em dois mundos, Cap.
14);

·        “A mulher que corrompeu voluntariamente o
seu centro genésico receberá de futuro almas que viciaram a forma que lhes é
peculiar, e será mãe de criminosos e suicidas, no campo da reencarnação,
regenerando as energias sutis do perispírito, através do sacrifício
nobilitante…” (André Luiz, Ação e reação, Cap. 15);

·        “— Como compreenderemos os casos de
gestação frustrada quando não há Espírito reencarnante para arquitetar as formas
do feto? — Em todos os casos em que há formação fetal, sem que haja a presença
de entidade reencarnante, o fenômeno obedece aos moldes mentais maternos. Dentre
as ocorrências dessa espécie há, por exemplo, aquelas nas quais a mulher, em
provação de reajuste do centro genésico, nutre habitualmente o vivo desejo de
ser mãe, impregnando as células reprodutivas com elevada percentagem de atração
magnética, pela qual consegue formar com o auxílio da célula espermática um
embrião frustrado que se desenvolve, embora inutilmente, (…).” (André Luiz,
Evolução em dois mundos, Cap. 13);

·        “Apresentavam-se algumas, além do mais,
plenamente obsidiadas pelas individualidades que deveriam habitar aqueles corpos
repudiados; (…), afinados os seus perispíritos com os delas próprias pelas
cadeias magnéticas naturais aos processos criadores do renascimento carnal;
unificados ainda, como se continuasse no além-túmulo o processo de gestação
fetal (…)! Renasceriam, expiando o erro fatídico, (…); seriam repulsivos
monstrengos, deformados, enfermos, cujo grau de anormalidade levaria os homens a
duvidar da Sabedoria de um Deus Onipotente, quando justamente estariam estes
diante de formosa página da Excelsa Sabedoria!” (Yvonne A. Pereira, Memórias de
um suicida, p. 534);

 

Conclusão

A função do
Espiritismo é esclarecer, confortar e consolar nos instantes cruciais da
existência (Martins Peralva, O pensamento de Emmanuel, Cap. 4). Para Manoel
Philomeno de Miranda, “a queda é natural, mas o soerguimento é impositivo da
marcha e Espírito algum pode permitir-se o luxo de desistir, porém, continuar
tentando, de todas as formas possíveis, a realização dos compromissos
libertadores” (Entre dois mundos, Cap. 11). Assim,  se alguém errou no campo do abortamento, o
Espiritismo esclarece que é preciso seguir a marcha e, por meio da prática do
bem, reverter ou atenuar suas conseqüências, conforme os dizeres de Pedro (1Pe
4:8): “o amor cobre a multidão de pecados.”

Isso é o que também
nos ensina Emmanuel: “A prática do bem, simples e infatigável, pode modificar a
rota do destino, de vez que o pensamento claro e correto, com ação edificante,
interfere nas funções celulares, tanto quanto nos eventos humanos, atraindo em
nosso favor, por nosso reflexo melhorado e mais nobre, amparo, luz e apoio,
segundo a lei do auxílio” (Pensamento e vida).

 

Como vimos,
constitui-se em grave comprometimento com as leis divinas a provocação do aborto
em qualquer fase da gravidez, uma vez que tal iniciativa impede que o Espírito,
já ligado ao embrião, renasça no corpo físico que lhe servirá como instrumento
de progresso. Dessa forma, o Movimento Espírita posiciona-se contrário aos
projetos de revisão da legislação que visam à legalização do aborto em nosso
país.

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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