A MEDIUNIDADE E SEUS FINS

A MEDIUNIDADE E SEUS FINS

A mediunidade tem várias finalidades para o ser humano. No serviço
de intercâmbio mediúnico, ela torna-se o elo entre os dois mundos, o físico e o
espiritual, demonstrando através dos fenômenos, a existência das coisas
invisíveis. Permite que os Espíritos desencarnados nos enviem mensagens
esclarecedoras falando da vida e do Universo criado por Deus.

Ajuda-nos a curar e aliviar as dores físicas e morais de
enfermos e desajustados.
O canal mediúnico é a via de acesso que o Espírito encarnado
mantém permanentemente aberta para o mundo invisível. Por ele, a criatura recebe
influências positivas e negativas, que a excita ao progresso. Usando do seu
livre-arbítrio, o Espírito poderá segui-las ou ignorá-las, colhendo com isso,
os frutos da lei de plantio e colheita.
Através de milhares de encarnações, o Espírito segue o caminho
do crescimento espiritual, até adquirir sabedoria e domínio sobre suas más
inclinações. Os Espíritos encarnados exercem constante influência sobre os
desencarnados e vice-versa. Esta interinfluenciação se dá através dos
pensamentos e dos sentimentos individuais e coletivos.
Embora a faculdade propriamente dita seja orgânica, o uso
bom ou mal que o médium pode dar a ela depende de sua qualidade moral. Por
isso, o médium que não trabalha em sua própria edificação, torna-se presa fácil
de maus Espíritos, dando finalidade imprópria para um dom que lhe foi dado por
Deus para que servisse como instrumento de sua melhoria interior.
"
Se o médium é de baixa moral, os Espíritos inferiores se
agrupam em torno dele e estão sempre prontos a tomar o lugar dos bons Espíritos
a que ele apelou. As qualidades que atraem de preferência os Espíritos bons
são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo, o
desprendimento das coisas materiais" – (Allan Kardec – O Livro dos
Médiuns, questão 227).

TIPOS DE
MÉDIUNS

"Mas a
manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um
pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a
palavra da ciência;
E a outro, pelo mesmo Espírito a fé; e a outro, pelo mesmo
Espírito, os dons de curar;
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e
a outro o dom de discernir os Espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a
outro a interpretação das línguas" – (I Coríntios, cap. 12, 7-10).
Os médiuns podem ser divididos em duas grandes categorias:
médiuns de efeitos físicos e médiuns de efeitos intelectuais. Cada uma delas
tem uma finalidade específica frente à humanidade do nosso tempo.


a) Médiuns de Efeitos Físicos

São os médiuns dotados de faculdade capaz de produzir
efeitos materiais ostensivos. Seus trabalhos têm a finalidade de chamar a
atenção da incredulidade humana para a existência dos Espíritos e do mundo
invisível. Produzem fenômenos materiais, tais como: movimento de corpos
inertes, ruídos, voz direta, curas fenomênicas, transportes etc.
Os médiuns de efeitos físicos podem ser divididos em dois
grupos: os facultativos, que têm consciência dos fenômenos que produzem; e os
involuntários, ou naturais, que não possuem consciência de suas faculdades e
são usados pelos Espíritos para promoverem manifestações sem que o saibam.

Certas comunicações dadas por Espíritos desencarnados
através de aparelhos eletrônicos (TCI), onde alguns autores disseram não haver
necessidade da presença da mediunidade, foram produzidas por ação de médiuns de
efeitos físicos involuntários.
Esse tipo de médium era muito comum no advento do
Espiritismo e foi muito útil na divulgação das idéias espíritas, chamando a
atenção das pessoas para a realidade do fenômeno.

 

b) Médiuns de Efeitos Intelectuais

São os médiuns dotados de faculdades que produzem comunicações
inteligentes, com as quais é possível aprender conceitos morais e filosóficos.
Essas manifestações nos ajudam a entender o mundo invisível e o estilo de vida
que levam os seus habitantes. Existe uma grande variedade de médiuns, que se
ligam mais ou menos diretamente a uma ou a outra dessas duas categorias.

Em estudos futuros, que realizaremos em O Livro dos Médiuns,
serão tratados os pormenores sobre a classificação que Allan Kardec deu a cada
tipo de médium e às manifestações mediúnicas. A título de instrução básica,
faremos alguns comentários sobre os tipos de médiuns mais encontrados:
Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis: São as pessoas que
possuem sensibilidade capaz de sentir com facilidade a presença dos Espíritos.
Essa mediunidade não é bem definida, pois os médiuns em geral são
impressionáveis. Seria mais uma qualidade geral do que especial, ou seja, uma
faculdade rudimentar, essencial ao desenvolvimento das outras.
Médiuns Audientes ou
Auditivos
: Os médiuns auditivos ou audientes
são aqueles capazes de ouvirem a voz dos Espíritos de forma clara e inequívoca.
Tais fenômenos ocorrem geralmente nas reuniões mediúnicas. Podem, assim,
conversar com os desencarnados, ouvindo e transmitindo suas instruções para o
plano material. Este tipo de mediunidade é agradável se o médium só ouve
Espíritos bons.
                              
                                      
  
Mas, quando cai presa de um Espírito mau, pode
caracterizar-se numa tenaz obsessão.
Médiuns Falantes ou de Psicofonia: São os médiuns que recebem comunicações dos Espíritos
através da fala. O médium psicofônico pode não ter consciência do que diz,
exprimindo idéias totalmente contrárias aos seus conhecimentos. Uns guardam
lembranças claras do que transmitem; outros não.
Há médiuns que recebem as idéias dos Espíritos por meio do
canal intuitivo, também denominado "mediunidade natural", expondo com
suas próprias palavras o que a entidade quer revelar.
Médiuns Videntes: Os médiuns videntes são aqueles com capacidade para captar
imagens do mundo espiritual. Uns possuem esta faculdade em estado normal,
perfeitamente acordados. Outros, têm-na em estado sonambúlico ou próximo do
sonambulismo.
Os médiuns
videntes
não vêem com os olhos carnais, mas
sim com os da alma. Por isso, independe de estarem de olhos abertos ou fechados
para enxergarem os Espíritos.
É preciso saber separar a vidência propriamente dita, das
aparições acidentais e espontâneas. A vidência, embora varie de intensidade,
consiste na possibilidade mais ou menos frequente de se ver os Espíritos. A
interpretação das visões espirituais varia de um médium para outro, segundo sua
condição evolutiva. Já as aparições podem acontecer para qualquer um, mesmo
para as pessoas que não sejam videntes.
As aparições acidentais de Espíritos, são frequentes na hora
do desencarne de entes queridos, que se encontram distantes. Nesses casos, os
Espíritos aparecem à parentela, como se quisessem dar testemunho de que estão
vivos e que partem para uma nova vida.

Diz-se, popularmente, que vieram avisar de
sua morte.

As visões durante o sono do corpo físico também fazem parte
da categoria das aparições.
Médiuns Sonâmbulos ou
Sonambúlicos
: Os médiuns sonâmbulos ou sonambúlicos são os que, durante
o transe de desdobramento mediúnico, agem sob a influência do seu próprio
Espírito. São eles mesmo que, desprendendo-se de seus corpos físicos,
projetam-se no mundo espiritual e conversam com os desencarnados, vendo,
ouvindo e percebendo o que vai à sua volta. Vivem, durante breves instantes, a liberdade
dos Espíritos livres.
Seus sentidos não sofrem as limitações provocadas pela
matéria.
Este tipo de médium pode nos transmitir tudo o que lhe
acontece durante o transe, inclusive falar dos conselhos que recebe dos bons
Espíritos, quando no plano espiritual. Também são conhecidos como
"sonâmbulos", os médiuns que perdem a consciência durante as
comunicações.
Médiuns Curadores: São médiuns curadores aquelas pessoas que possuem o poder
magnético (ou dom) de curar as enfermidades orgânicas, ou aliviar dores pela
imposição das mãos ou pela prece. A fé, aliada ao magnetismo do médium e
auxílio dos bons Espíritos, realiza os fenômenos de curas. Jesus era um médium
curador em potencial.
Os médiuns curadores, por produzirem efeitos materiais,
também podem ser classificados como médiuns de "efeitos físicos". O
dom de curar é um dos mais belos que o médium pode adquirir, mas exige dele uma
vida de exemplos e de sadia moral.
Médiuns Psicógrafos ou
Escreventes
: São os que transmitem as
comunicações dos Espíritos através da escrita. Estes médiuns são muito comuns.
Dividem-se em: mecânicos, semimecânicos e intuitivos.
Os mecânicos não têm consciência do que escrevem. A influência do
pensamento do médium na comunicação é quase nula. A idéia do Espírito
desencarnado se expressa com maior clareza, pois há grande domínio da entidade
sobre a faculdade mediúnica.
Já nos semimecânicos, a comunicação sofre uma influência um pouco maior do
pensamento do médium. A dominação do Espírito sobre suas faculdades não é tão
profunda. São a maioria entre os médiuns psicógrafos.
Os médiuns intuitivos são os que recebem a idéia do comunicante e a interpretam
de acordo com seu conhecimento pessoal. Existem outras variedades de médiuns
que serão estudadas futuramente em
O Livro dos Médiuns, no capítulo
que trata de sua classificação

CONSEQUÊNCIAS MORAIS DA PRATICA MEDIÚNICA

A prática da mediunidade no Espiritismo não tem como meta somente
a produção de fenômenos físicos, destinados a despertar os incrédulos, ou curar
enfermidades carnais e espirituais. As atividades curativas, além de
demonstrarem a ação da Misericórdia Divina, servem ainda para alertar o ser
humano de que ele é algo mais do que matéria. Deve despertá-lo para o real
sentido da vida, provocando-lhe uma consequência de ordem moral.
Frente ao mundo terreno, repleto de interesses imediatistas,
o homem busca sua felicidade afogando-se nas ilusões provocadas pela matéria. Perde-se
em paixões transitórias, não atentando para o nobre ideal da vida, que é o
aprendizado e o progresso do Espírito como criatura imortal. A mediunidade é um
meio pelo qual os Espíritos superiores apresentam novos conceitos e horizontes
mais amplos às pessoas. Isso lhes renova o ânimo e as esperanças em relação ao
futuro.
O contato com o mundo espiritual, através da mediunidade,
nos mostra que, pela ação da Lei de Causa e Efeito, colhemos tudo aquilo que
plantamos. Que uma vida egoísta e orgulhosa só conduz ao sofrimento, ao passo
que uma conduta pautada nas orientações do Evangelho encaminha-nos para um
estado de equilíbrio e à verdadeira felicidade.
É pela mediunidade que somos esclarecidos que, ao morrermos,
vivemos; que encarnaremos em outras ocasiões, ora numa condição social, ora
noutra; que os princípios morais ensinados por Jesus, o Cristo, fazem nascer na
intimidade dos homens o tão sonhado Reino de Deus.
Por fim, a pessoa que abraça tão nobre tarefa tem em mãos
uma grande ferramenta de crescimento espiritual, uma vez que depende de sua
condição moral o contato com as forças espirituais do Bem.
Agindo
como instrumento nesse intercâmbio, sabe que depende de seu esforço pessoal o
bom ou mau uso que fizer do dom que Deus lhe deu.
"
Todas as nossas faculdades são favores que devemos agradecer
a Deus, pois há criaturas que não as possuem. Podias perguntar porque Deus
concede boa visão a malfeitores, destreza aos larápios, eloquência aos que só a
utilizam para o mal. Acontece o mesmo com a mediunidade. Criaturas indignas a
possuem porque dela necessitam mais do que as outras, para se melhorarem"
(Livro dos Médiuns –
Questão 226, item 2).


Grupo Espírita
Bezerra de Menezes

São José do Rio Preto – SP –

 http://espiritismocomoresposta.blogspot.com/2009_06_01_archive.html

 

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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