Depressão Puerperal

pressão
Pós Parto ou   

Depressão Puerperal                     

Na
depressão, o tratamento rápido, intensivo e completo (até o
desaparecimento total dos sintomas) diminui as chances de recaídas, de
depressões de tratamento difícil no futuro e de atrofias de Hipocampo.
Esse dado é especialmente válido para portadores de depressão que
perdem meses em psicoterapias e tratamentos alternativos. Terapia é
importante, mas na depressão ela é ator coadjuvante e não principal.

 

Observação:
existem muitas possibilidades de tratamento de uma depressão tanto
durante a gravidez quanto no período pós parto. Mas como é um assunto
muito delicado que exige análise detalhada de cada caso, não respondo a
perguntas sobre esse assunto específico a não ser no consultório.

Considera-se como
Puerperal uma Depressão que inicie até 12 meses após o parto. Ela aparece com
mais freqüência por volta do terceiro e quarto mês.

1) Sintomas.

Os sintomas mais comuns
são aqueles que você já leu no texto sobre Depressão, geralmente mais
brandos. Por exemplo: desânimo, insônia, apatia, falta de alegria, de apetite
(algumas pessoas tem aumento de sono e de apetite), de desejo sexual, falta de
vontade até mesmo de fazer coisas simples tipo tomar banho, assistir televisão
ou ler um jornal. Ou seja, basicamente uma diminuição geral do nível de
energia da pessoa. Ocorrem pensamentos pessimistas e repetitivos que não saem
da cabeça. A pessoa perde o interesse por coisas que gostava de fazer ou por
pessoas com as quais gostava de conviver. Parece que não consegue se concentrar
numa leitura ou guardar na memória o que leu.

Às vezes aparecem
ataques de ansiedade com sudorese, palpitações e tremor, verdadeiros ataques
de pânico, o que não quer dizer que você também tenha a Síndrome do Pânico.

Também podem ocorrer
Pensamentos Obsessivos: a pessoa sabe que eles não fazem sentido mas não
consegue tirá-los da cabeça. Por exemplo: poderia fazer mal ao bebê, machucá-lo
com objetos pontiagudos ou poderia fazer mal a si mesmo. Esses pensamentos podem
fazer parte da Depressão e não quer dizer que a pessoa também esteja sofrendo
de DOC.

Problemas que antes
eram resolvidos com facilidade se tornam tarefas pesadas e difíceis. Coisas que
antes eram agradáveis se tornam sem graça. Muitas vezes aparecem pensamentos
de "dormir e não acordar mais". Algumas pessoas se sentem como se
estivessem separadas do mundo por uma redoma de vidro. Outras não conseguem nem
sentir alegria nem tristeza ("sensação da falta de sentimentos").
Como isso ocorre numa época especialmente trabalhosa, com a chegada do bebê,
toda essa a sensação de insuficiência e incapacidade é canalizada para
pensamentos fixos de que a mãe não se acha apta para cuidar dele, para a culpa
por estar dando trabalho a outras pessoas da família e para as auto-recriminações
por não conseguir gostar do bebê como deveria. Mais um fator para aumentar a
sensação de culpa, é que as pessoas esperam que a jovem mãe esteja muito
feliz nessa fase de sua vida, o que não é o caso durante a DPP. Injustamente
acusam a paciente com Depressão de ser "temperamental", mimada,
imatura ou despreparada para ser mãe, mal acostumada, etc.

A pele pode ficar ruim,
os cabelos fracos, as unhas quebradiças, a boca seca, o intestino mais preso ou
mais solto.

2) O que é esta
Depressão:

De uma maneira bem
simples, seu cérebro é formado por inúmeras células que se comunicam entre
si através de substâncias químicas chamadas Neurotransmissores e por algum
motivo eles não estão "circulando" como deveriam. Por isso você se
sente sem pique, com a concentração e a memória fracas, meio
"devagar" (algumas pessoas sentem na verdade agitação, ao invés de
apatia) e com alguns dos outros sintomas descritos acima.

3) Fatores
predisponentes (mas não obrigatórios, a depressão puerperal pode aparecer sem
nenhuma causa também).

·        
Falta de
suporte emocional, familiar e social.

·        
Eventos de
vida negativos durante a gravidez ou próximos ao parto.

·        
Problemas
pessoais, emocionais da mãe com relação à maternidade.

·        
Gravidez não
planejada ou não desejada.

·        
Dificuldades
conjugais.

·        
Existência
de fases depressivas anteriores.

·        
Existência
de doenças psiquiátricas durante a gravidez.

·        
Existência
de Depressão em pessoas da família.

·        
Problemas da
Tireóide.

·        
Ataques de Pânico
após a gravidez.

·        
Bulimia ou
de Anorexia.

4)
Uma Depressão Puerperal pode acontecer mesmo que a gravidez e o parto tenham
ocorrido sem problemas e nem complicações ?

Sim.
Embora dificuldades pessoais, emocionais, financeiras, médicas da mulher ou do
casal aumentem a probabilidade de ocorrer uma Depressão Puerperal, esta também
pode ocorrer sem nenhum fator externo, principalmente no caso da mulher ter tido
alguma fase depressiva anterior, ou no caso de existirem casos de Depressão em
sua família.

5)
Tratamento:

A)
Antidepressivos. Muitos Antidepressivos podem ser dados sem que haja necessidade
de se interromper o aleitamento. Alguns deles podem até mesmo ser tomado
durante a gravidez.

B)
Psicoterapia. A Depressão afeta a pessoa como um todo e quase nenhuma doença
se restringe apenas ao seu aspecto físico. Principalmente no caso de existirem
muitos fatores de psicológicos, ou fatores da vida da mulher que possam estar
provocando, piorando ou perpetuando a Depressão, a Psicoterapia de Apoio e
Cognitivo Comportamental são úteis. As sensações de culpa por estar
deprimida, por se achar incapaz de cuidar do bebê, as auto-recriminações por
não conseguir se sentir feliz podem ser colocadas nas devidas proporções
através de uma Psicoterapia, enquanto a medicação fará o metabolismo
cerebral voltar ao normal.

C)
Tempo para começar a melhorar. Quase todos os Antidepressivos precisam de 3 a 6
semanas para fazer efeito. Não interrompa o tratamento por não sentir melhora
nos primeiros dias.

6)
Para a família:

A
Depressão não é sinal de fraqueza de caráter e nem passa somente com
"pensamento positivo". A pessoa com Depressão geralmente está
indecisa com. Alguém tem que tomar decisões inclusive para iniciar o
tratamento. Ás vezes é necessário pedir ajuda a uma mulher da família,
enfermeira ou babá, pois a paciente pode não estar em condições de cuidar do
bebê até melhorar da Depressão.

7)
Observações:

·        
Algumas
vezes o primeiro remédio não produz resultado. Isso não quer dizer que seja
um caso grave. Na maioria das vezes basta trocar de medicação.

·        
Mesmo que
você já esteja se sentindo bem, não interrompa a medicação. Seu médico
deve decidir quando diminuir, interromper ou trocar de medicação.

·        
Decisões
importantes com relação a problemas atuais de sua vida devem ser tomadas
depois da Depressão ter melhorado. No momento todos os seus pontos de vista estão
pessimistas e você pode tomar decisões que não tomaria se não estivesse
deprimida.

·        
Uma dúvida
freqüente é se a Depressão pode voltar. Pode. A probabilidade de ter uma
Depressão após o próximo parto é muito grande. Fora de uma gravidez ou de um
período Puerperal também existe o risco, mas é menor.

·        
Se quando
parar ou diminuir a dose do antidepressivo os sintomas da Depressão voltarem, não
quer dizer dependência da medicação, mas sim que ainda não era hora dessa
parada. Antidepressivos não criam dependência. A Depressão é que algumas
vezes exige tempo de tratamento mais longo.

Quem
teve Depressão Puerperal uma vez, provavelmente também terá na próxima
gravidez e/ou no próximo parto, mas é perfeitamente possível fazer um
tratamento preventivo, portanto nada impede a mulher de engravidar novamente.

 

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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