Estudo da Ideoplastia

O estudo da ideoplastia mostrou as possibilidades formativas que os pensamentos podem elaborar. Complementando aquelas informações veremos nesta a conseqüência final quando o pensador se interessa somente por ideoplastias danosas.

Citando fontes fidedignas que se debruçaram sobre esse assunto, dos ensinamentos de Charles W. Leadbeater, emérito pesquisador no campo da Teosofia, extraímos o seguinte trecho que bem elucida sobre o poder mental:

“As formas pensamento são as formas energéticas produzidas pelo pensamento, a partir do corpo mental do emissor, e que se revestem da energia circundante no plano extrafísico onde se manifestam, tornando-se, assim, criaturas ou objetos artificiais temporariamente ‘vivas’ e que podem influenciar as pessoas de maneira variada.”

Charles W. Leadbeater, que durante longos anos esteve ao lado de Anne Besant na continuidade da Sociedade Teosófica, após o desenlace de Helena Petrovna Blavatsky, em todos os seus livros dá ênfase à essa questão do pensamento, demonstrando que esse atributo do Ser inteligente é a ponte que o interliga às demais dimensões vivenciais enquanto que encarnado na Terra. Uma espécie de demonstração a dizer-lhe que não é apenas um Ser matéria.

Assim, nesta apostila, em continuidade à análise sobre a força mental, comentaremos sobre fixação, cuja palavra designativa é:

MONOIDEISMO

A palavra monoideísmo tem o seguinte significado: mono = um, ou uma; ideísmo = idéia. Significando fixação mental em uma só idéia.

Para entender seu mecanismo e resultantes, estoriemos um pouco. Do estudo de A Criatura temos que todas as substâncias, e seus aglomerados formativos dos mais diferentes estados da matéria, nos mais diversos universos, têm uma só origem. A mente do Criador incriado.

A figura 09A, ilustra essa emissão primordial como se um sopro de luz fosse. Atravessando as várias dimensões, em cada uma materializou-se segundo a característica própria de cada plano. E´ a coagulação da Luz. (Figura 07A apostila 07).

Em todos os planos essa diferenciação de substâncias tem um só e único objetivo, que é propiciar apoio à evolução da Consciência.

O Percurso da Consciência

No plano físico, como instrumentos evolutivos do Eu verdadeiro, as substâncias se agregaram em conformações que se tornaram os corpos usados pela Consciência nos vários estágios dessa viagem multimilenar.

A figura 09B, como apresentada na série A Criatura, apostila 20, mostra os cinco estágios vivenciados pela Consciência no plano Físico da Terra. Das experiências vividas nos reinos anteriores ao humano coligiu domínio sobre substâncias que lhe deram como resultado o controle, por si mesma, do centro de análise e de tomada de decisões, a mente.

Como a figura 09C ilustra, a pequena centelha, o Eu, acordou. De um Ser impulsionado pelos automatismos dos instintos passou a ter o poder de observação e escolha. Sim, ou Não. Este recurso lançou o Ser de encontro ao Cosmo. Descortinou para ele a fronteira infinita. Diante de tanto poder maravilhou-se.

Inicialmente, de maneira simples, quase tateando, passou a tomar contato com a inumerável variedade de substâncias e suas possíveis combinações e transformações, vendo que de tais experimentos novas formas surgiam. Concluiu, então, que tinha o poder de interferir na obra do Criador.

Derrocadas e Desvios

Essa constatação fez o Ser se sentir deslumbrado. Imagine !, interferir na obra do Criador ! Quanto poder !

Assim, de descoberta em descoberta, e delas se orgulhando, foi se afastando do mundo da Luz, para o qual fora criado, e mergulhando nas trevas. E´ esta cena que vemos na figura 09D.

A pessoa omitindo-se de suas responsabilidades e mergulhando no desconhecido.

A partir das omissões sua mente, instrumento maior para sua ascensão, ao contrario, leva-o para o sub-mundo das existências. O poder de interferir na obra do Criador foi usado sem o critério de multiplicar o bem.
Não observou que a ordem implícita na criação é que após o período formativo da individualidade, análise feita nas apostilas 15 à 20 da série A Criatura, onde se comentou sobre o Egoísmo, período em que o Ser agrega em si substâncias várias para consolidar a individualidade, quadro 1 da figura 09E…

…deve este mesmo indivíduo passar ao processo inverso, quadro 2.

Isto é, expandir, ampliando-se para o mundo que o rodeia. Interferir, sim, na obra do Criador, mas de forma construtiva. Ampliando o bem. Todavia, para alguns, isso não aconteceu. Eles continuaram estacionados na primeira fase da evolução humana. Essa fixação exacerbou o sentimento de posse, de domínio, de poder. O orgulho, enfim.

Conseqüência inevitável: a queda no Monoideísmo, pois só um desejo lhe prende a atenção, criando com isso uma verdadeira couraça fluídica que o Ser constrói para si. Nela ele se fecha para o mundo exterior. As engrenagens de sua mente só se movimentam para realizar um só propósito: satisfazer a si, e unicamente a si.

Podemos identificar esses indivíduos separando-os em duas categorias, quais sejam: casos brandos e casos graves.

Casos Brandos – Os intransigentes e dogmáticos dos movimentos religiosos. Pais e mães dominadores, que trazem seus filhos numa constante austeridade de trato. Filhos que não possuem um mínimo de respeito pelos pais. Chefes de serviço que ao invés de companheirismo fazem-se de terror aos seus subordinados.

Casos Graves – Os possessivos. Dirigentes religiosos fanáticos que levam seus seguidores a práticas de violência, usando o nome de Deus. Governantes, de todos os níveis, que seduzidos pelo poder levam povos à destruição de forma bestial. Comerciantes fraudulentos que não vacilam em causar prejuízos.

Conseqüência Final

Essa fixação denominada de Monoideísmo traz como conseqüência o atrofiamento, e posterior aniquilamento, dos atributos fisio-motores dos corpos de manifestação da consciência. Os membros motores, da seguinte maneira. Acompanhem pela figura 09F.


Quadro 1 – Os corpos Físico, Astral e Mental em condições normais.
Quadro 2 – Início do processo monoideístico. Atrofiamento dos atributos dos corpos Mental e Astral.
Quadro 3 – O corpo Mental sem atributos próprios funde-se ao Astral, como se apenas um fosse.
Quadro 4 – Ao ocorrer a morte do corpo Físico desaparecem, também, os resquícios da forma humanóide do corpo Astral. Para aquela consciência resta apenas uma bolha como invólucro.

Está, a partir desse ponto, no mundo que construiu para si, uma bolha. Um ovóide ! Dentro dessa conformação fisiológica, resultante de seu processo ideoplástico, a criatura se transforma no mais renitente e prejudicial parasita. Suas ações se limitam a sugar a vitalidade de outros Seres, e de preferência de encarnados, já que por si mesma não consegue metabolizar alimentos que a sustenham.

Além de sugar a vitalidade alheia, infunde na pessoa que a hospeda sua radiação nociva e degenerativa. Verdadeiro estado de mórbida hipnose cuja ligação provoca a simbiose na qual a mente encarnada, – o hospedeiro – à ela ligada, vai perdendo a vontade própria e passa a ser o instrumento daquela consciência encerrada no ovóide.

Num estágio mais avançado desse parasitismo o encarnado além de instrumento se torna “propriedade” do ovóide, tal o enraizamento entre ambos.

Terapêutica do Ovóide

Para o caso específico de cura de uma consciência ovoidizada, a solução é fazê-la retornar ao início do percurso que a levou àquele estado. Em outras palavras, o processo de ovoidização foi iniciado a partir de um momento na vida do indivíduo quando seus atos convergiam para atitudes prejudiciais e, unicamente, egoísticas. Logo, terá que retornar ao princípio da conscientização, para que, desta vez, esta lhe induza conceitos de fraternidade.

A convergência para atitudes prejudiciais, (excesso de força egoística), não só paralisou a mente em um único propósito como, também, causou a atrofia dos corpos, levando-os à forma rudimentar de um ovo.

Reverter esse processo, como dissemos, significa fazer voltar a percorrer o mesmo caminho antes trilhado, de quando na fase transformativa animal/hominal. Com uma substancial diferença, de que na primeira vez havia simplicidade e ignorância no despertar daquela consciência, e agora existe perversidade. Neutralizar esta é o objetivo.

Tal que, como da primeira vez, o caminho deve ser palmilhado a partir do corpo Físico, para que deste desenvolva-se, regenerativamente, o corpo Astral e o Mental. Logo, o recurso único é a reencarnação.

Será, sem dúvida, uma reencarnação cheia de tropeços. Os mais acerbos, porque, como se sabe, o corpo Astral é o molde pré-existente para o corpo Físico e tendo ele perdido sua característica forma humana, não poderá consolidar um corpo Físico perfeito.

São os nascimentos de crianças teratológicas. Portadoras de anomalias as mais horrendas. Faltando membros, ou membros atrofiados. Não andam, não falam, cegas, surdas e tantas outras deficiências. Algumas, verdadeiros vegetais em corpos quase humanos. Obviamente, o citado acima não generaliza tais nascimentos, induzindo a pensar que, nesses casos, todos seriam espíritos reencarnando em situações de correção ovóide. Muitas outras circunstâncias podem ocasionar encarnações deficitárias no que concerne à constituição fisiológica do nascituro.

Nesse contexto de nascimentos deficitários juntam-se, carmicamente, u’a mãe culposa e o condenado. Ela, apenas para gestacionar com sua fisiologia um corpo quase sem mecanismos. Só para permitir a entrada no plano Físico de um espírito a regenerar-se.

Embora tudo isso seja doloroso, entretanto, essas consciências, perversas, não poderiam ter um corpo Físico normal, pois se o adquirissem voltariam a ser os mesmos tiranos de antes. Afinal, com a morte do anterior corpo Físico, suas mentes não se modificaram. Ainda estão prisioneiros do monoideísmo.

O recurso de lhes impor um corpo Físico defeituoso, teratológico, é o sinal cármico da caminhada que se reinicia.

No desconforto de uma fisiologia imprestável, no que concerne ao lado humano, aquela consciência, perversa, começa a despertar para o verdadeiro sentido da vida.

E nos milhões de anos terrestres futuros, célula a célula – física, astral e mental – executará o árduo trabalho de reconstruir seus instrumentos de evolução.

– – – o 0 o – – –

Esta é uma das tristes situações a que o indivíduo se arroja, quando se deixa prender no monoideísmo. Reverter o quadro, somente no curso dos milênios, percorrendo-os via reencarnações dolorosas. Na apostila 17 teremos mais informações a respeito.


Bibliografia

André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Os Mensageiros – página 157 – Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Nos Domínios da Mediunidade – página 124 – Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Evolução em Dois Mundos – cap. I – pág. 23, 100 e 101 – Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Mecanismos da Mediunidade – capítulo 19 – Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Entre a Terra e o Céu – página 79 – Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco Cândido Xavier – Libertação – páginas 84, 86, 89 e 115 – Federação Espírita Brasileira
Áureo; Hernani T. Sant’Anna – Universo e Vida – páginas 79, 80 e 110 – Federação Espírita Brasileira
Annie Besant – O Poder do Pensamento – Editora Pensamento
Bob Toben e Fred Allan Wolf – Espaço-Tempo e Além – Editora Cultrix
Edith Fiore – Possessão Espiritual – Editora Pensamento
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier – Emmanuel – página 155 – Federação Espírita Brasileira
Theo Locher e Maggy Harsch – Transcomunicação – página 110 – Editora Pensamento
Waldo Vieira – Projeciologia – capítulos 118 – 188 – 403 – Edição do Autor


Apostila Escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Agosto 1997 – Revisão Agosto de 2008

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