ESPIRITUALIDADE e SAÚDE

Espiritualidade e Saúde
por Gilson Luís Roberto  |  gilsonlr@terra.com.br
O termo Espiritualidade sempre foi associado a religião. Só recentemente é que esse termo vem sendo estudado de forma mais independente e livre. No livro Scientific Research on Spirituality and Health – fruto de painéis realizados por cerca de 70 profissinais da saúde, sendo a maioria deles médicos e psicólogos -, publicado pelo National Institute for Health Research em outubro de 1997, encontra-se que o uso contemporâneo do termo espiritualidade, separado da religião, tem uma história curta, surgindo na década de 90, como fruto de conhecimento humano e eventos históricos-culturais. Espiritualidade e Religiosidade são estados emocionais ou condições psicológicas e conscienciais que independem da religião e da filosofia. Com isso, não estamos desconsiderando a importância das Religiões, que podem favorecer e estimular esse estado, ou ainda, em alguns casos, devido ao seus padrões rígidos e formalmente estruturado, inibi-los, mas ressaltar que esse termo se reserva ao lado mais elevado e sublime da vida, sendo um potencial humano cultivado pelas pessoas, independentemente de pertencerem ou não a uma dada religião.

Embora a medicina, desde sua remota história, intuísse a interação dos fatores espirituais na saúde, somente agora eles estão sendo estudados cientificamente e com seriedade.

Em 1970, Herbert Benson iniciou seus estudos sobre mentalização ou técnica de meditação na Havard Medical School, apoiado pelo seu Diretor, publicando nessa mesma década, o livro “A Resposta do Relaxamento”, como resultados de suas pesquisas. Desde então, vem auxiliando colegas, inconformados com o modelo materialista reducionista, favorecendo-os com a formação na área de pós-graduação em Medicina e Espiritualidade. Em 1996, lançou seu último livro “Medicina Espiritual” no qual afirma com convicção: “… em meus 30 anos de prática da medicina nenhuma força curativa é mais impressionante ou mais universalmente acessível do que o poder do indivíduo de cuidar de si e de se curar.” E acentua: “Os anelos da alma – a fé, a esperança e o amor – são eternos, inclinações naturais que o pensamento ocidental moderno reprimiu, mas jamais subjugou.” Para Benson, o modelo ideal de medicina se estrutura num banco de três pés: adequado cuidado pessoal, medicamentos e procedimentos médicos, sendo que uma das pernas, o que os paciente podem realizar por si mesmos, é o aspecto mais desvalorizado e negligenciado da saúde nos dias de hoje. Existe um aspecto cultural preponderante do paciente delegar ao médico a sua saúde, eximindo-se de assumir o seu papel fundamental na cura. A essa realidade junta-se o grande desconhecimento da maioria em relação ao seu próprio corpo, não conseguindo relacionar os sintomas e muito menos interagir a realidade corporal com a sua realidade interna. É muito comum o paciente chegar ao consultório e afirmar que o seu “estômago” ou o seu “coração” está doente, como se apenas aquele “pedaço” estivesse enfermo e ao mesmo tempo deslocado do seu todo. Isso é reforçado pela medicina, ainda bastante condicionada por uma visão mecanicista e cartesiana, que separou o ser humano em sistemas, perdendo a visão de conjunto, não conseguindo perceber a individualidade na sua totalidade. Dessa forma o médico acaba reforçando essa tendência, esquecendo de focar os aspectos do âmago humano, utilizando demasiadamente da farmacêutica, das cirurgias e dos procedimentos sem, no entanto, considerar que além dos exercícos físicos e nutricionais, o paciente deveria buscar também a invocação das sua crença como forma de maximizar o poder de cura dos demais recursos. A invocação de crenças não é apenas emocional e espiritualmente confortante, mas fundamental para a saúde.

Os inúmeros estudos e pesquisas que demonstram a importância da crença do paciente no processo de cura fez com que Hebert Benson aprofundasse as suas pesquisas, concluindo que as crenças são realmente determinantes para cura, sendo um recurso atemporal e duradouro, o que passou a chamar de “bem-estar evocado” e “fator fé”. Os três componentes do bem estar-evocado seriam:

1º Crença e expectativa por parte do paciente;

2º Crença e expectativa por parte do paciente e de quem cuida do doente;

3º Crenças e expectativas geradas por um relacionamento entre o paciente e quem cuida do doente.

Sobre o “fator fé”, Benson cita inúmeros estudos demonstrando a importância da religiosidade para a saúde humana., chamando a atenção para a solidariedade, altruísmo, oração de intervenção e o toque terapêutico (imposição de mãos ou passe) como recursos fundamentais para o processo de cura.

Benson ainda se dedica ao estudo dos efeitos fisológicos através da prática do relaxamento. Usando a oração, meditação e mentalização, busca-se uma resposta de relaxamento, gerando um alívio emocional e espiritual com mudanças químicas e físicas ocorridas durante o processo. Essa prática tem sido mundialmente usada na busca do equilíbrio físico e mental, assim como na prevenção de doenças.

Richard Friedman, Ph.D., falecido, repentinamente, em agosto de 1997, companheiro de Benson no Mind/Body Medical Institute da Escola de Medicina de Havard e do Beth Israel Deconess Medical Center, foi também responsável pela abertura de caminhos para estudo científico da relação entre espiritualidade e cura, valendo-se dos mais confiáveis métodos de avaliação de pesquisa.

Outra equipe importante é do Dr. William R. Miler, prof. de Psicologia e Psiquiatria da Universidade do Novo México, PhD em Clínica Psicológica pela Universidade de Oregon, e Diretor de Pesquisa do UNM’s – Centro de Alcoolismo e Abuso de substância química. Em seu livro, Integrating Spirituality into Treatment, Miller e seus colegas abordam temas como “Espiritualidade e Tratamento” e “Treinamento Profissional em Espiritualidade”.

Hirshberg e Barasch relatam no seu livro Remarkable Recovery, a pesquisa com inúmeros pacientes que haviam recuperado de câncer que lhes deveria ser fatal, através da prece, meditação e da fé.

Em certas culturas, como, por exemplo, na medicina tibetana, essa integração entre o espiritual e a medicina já está historicamente presente, havendo uma abordagem mais holística e global do ser humano. Dentro dessa visão, a cura baseia-se na relação harmônica entre o corpo e a mente. Além da prescrição de remédios, massagens e dietas, o médico recomenda alteração nos padrões de comportamento para se alcançar uma cura profunda e definitiva. Baseado nos preceitos do Budismo, a sabedoria dos lama-médicos indicam máximas de conduta moral e física, orações e técnicas de concentração, meditação e respiração como apoio nesse processo. Para a medicina tibetana, tanto as perturbações mentais como as perturbações físicas são também causadas por influências dos espíritos. Nos Quatros tantras (Gyu Zhi), textos fundamentais da medicina tibetana, há amplo estudo sobre as variedades e tipos destes fenômenos espirituais.

Muitas pesquisas tem sido realizadas em todo o mundo abordando espiritualidade e saúde, principalmente sobra a influência da fé, oração, meditação, mentalização, imposição de mãos, estados alterados de consciência, experiência de quase-morte, interferência de entidades espirituais, reencarnação, perdão, no diagnóstico e tratamento das doenças.

Hoje a medicina já compreende que há uma interação entre o estado mental com o funcionamento dos sistemas nervoso, endócrino e imunológico. Sistemas que possuem memória e contribuem para a homeostasia. Quando esse eixo funciona adaptativamente mal, costumam favorecer processos patológicos. Essa visão da interatuação desses sistemas originou o que se chamou de Psicoimunologia ou Psiconeuroimunologia.

A mente apresenta uma natureza instável, onde os pensamentos e emoções permanecem quase todo o tempo em flutuações constantes. Ora estamos com os pensamentos exaltados, emocionalmente agitados e ansiosos, em outras vezes os nossos pensamentos estão embotados, nos sentimos apáticos e deprimidos. Essa situação se agrava em função do momento histórico e social em que vivemos, com uma carga de exigências e preocupações cada vez maiores. Em certos momentos de nossas vidas, alguns acontecimentos desestabilizam ainda mais o nosso estado mental, como a morte de familiares ou pessoas queridas, perdas materiais, separações, acontecimentos imprevistos e dolorosos, situações de estresse físico, psicológico ou social.

A instabilidade mental, portanto, provoca reações fisológicas e bioquímicas importantes, desencadeando uma desarmonia no equilíbrio orgânico, favorecendo o surgimento ou a piora das doenças.

A recíproca também é verdadeira. Toda vez que há uma harmonia das emoções e dos pensamentos, há uma estabilidade interna gerando respostas neuroquímicas, hormonais e imunológicas equilibradas, dando sustentação para que ocorra a cura ou para a manutenção da saúde.

A prática da fé, da meditação, da oração e da mentalização gera um estado de apaziguamento do nosso mundo interno, promovendo uma sensação de bem estar e relaxamento, além de desencadear estados alterados de consciência, propiciando uma percepção maior da realidade externa e interna.

O simples ato de orar e meditar provoca um alívio das tensões. Quando oramos ou meditamos, focamos a mente num objetivo, abstraindo o pensamento das preocupações cotidianas e aflitivas.

As pesquisas evidenciam que a cura pela oração também se pode dar a distância. Ou seja, a cura não é somente alcançada por quem ora mas também por quem se ora. O cardiologista Randolph Byrd, realizou em 1988, no San Francisco General Hospital, interessante estudo sobre cura a distância através da prece. Qual seria a explicação para isso? o pensamento poderia se exteriorizar e provocar efeitos a distância de forma direta ou movimentaria outras formas de energias que intercederiam em favor do outro? O que tudo indica, que estes fatores se conjugam, além da questão da fé. Experiência em 1990 feita por William G. Braud na Mind Science Foudantion, de San Antonio, Texas demonstraram a ação do pensamento humano sobre o tecido hemático (hemólise). As pesquisas demonstram que a mente consegue interferir na matéria, mas não explicaria tudo, já que muitos não alcançam a cura desejada embora recebam a mesma intensidade de orações.

Práticas mais elaboradas de meditação, como no Budismo e no Yoga, oferecem uma amplitude enorme de recursos. Quando a mente está agitada, ou determinada por algum condicionamento, todo o nosso olhar se dá por essa agitação ou esse condicionamento. Ficamos focado na própria mente e isso é causa de sofrimento. Com a meditação busca-se uma mente límpida, superando a agitação ou torpor mental e a visão possa brotar de uma compreensão profunda. A meditação propicia a diminuição da instabilidade dos pensamenos e emoções, e a partir dessa maior estabilidade, percebe-se a realidade das coisas sem estar identificados com elas. Através da sua prática constante, o praticante procura trazer essa estabilidade, esse olhar mais profundo para o seu dia a dia, alcançar o chamado estado de yoga e assim observar os objetos com mais clareza, enfrentando a situação da vida com mais lucidez.

Existe uma Consciência profunda em cada ser humano, uma Consciência Divina, imaterial, permante. É aquele que Vê. Esse que Vê, enxerga o mundo através de um “vidro”, que seria a mente com todo o seu conteúdo cultural e emocional. A mente é algo em constante transformação, algo impermanente. Acabamos confundindo essa duas realidades e passamos a achar que somos a nossa mente. O estado de yoga e as diversas formas de meditação espíritual, entre outras coisas, buscam essa conecção com a fonte da percepção, essa Consciência Maior, e não no instrumento da percepção que é a mente, e assim lidar melhor com as armadilhas da mente e na relação com os objetos.

A meditação e o Yoga são poderosos instrumentos na educação da mente, quando praticados com a seriedade e profundidade, para que ela não se torne um obstáculo. O yoga ainda se utiliza de posturas físicas (ásanas), técnicas respiratórias (pranayamas), com efeitos vitalizantes e harmonizantes , preparando o indivíduo para a meditação. O yoga produz um equilíbrio entre o corpo e a mente, gerando saúde, embora não sendo seu objetivo principal, mas uma consequência desse processo.

Várias correntes espiritualistas se utilizam da meditação como técnica de autoconhecimento, cura e para despertar a sensibilidade psíquica.

A fé é outro assunto muito interessante. Que força é essa que leva uma Joana D’Arc enfrentar o mundo e ser queimada numa fogueira? Embora seja algo muito intenso e presente na vida das pessoas, a fé é algo difícil de ser explicada. É um sentido, um sentimento subjetivo que muda de pessoa para pessoa, não podendo ser quantificado pela ciência. Poderíamos até afirmar que ninguém consegue viver sem fé, sem acreditar em alguma coisa, nem que seja na ciência ou na matéria. O paciente não colocaria sua vida nas mãos de um médico numa cirurgia, se não houvesse essa confiança, essa fé na possibilidade da cura e a segurança no conhecimento e na prática desse profissional. O ser humano necessita depositar a confiança em algo, seja essa algo concreto ou subjetivo. A fé se baseia numa certeza, essa certeza confere confiança e estabilidade a expressar-se em calma, como se o indivíduo já detivesse a clareza de seus sentimentos e o conhecimento que alcançará o seus objetivos perante a vida. No caso da fé religiosa, ela contempla um diálogo entre o indivíduo e o divino, que além da confiança desabrochada em seu íntimo, a pessoa recebe uma força ou apoio além da matéria.

Em 1977 Stoll realizou uma revisão sobre curas espontâneas do câncer, informando que esta questão não é tão incomum como pode parecer e refere que Everson e Cole fizeram em 1976 um apanhado da literatura mundial, coletando 176 casos.

Para os pesquisadores, os mecanismo que favorecem essas curas são basicamente imunólogicos e endocrinológicos desencadeadas pela atividade cerebral cortical através da mediação de centros hipotalâmicos. Eles consideram que os efeitos psicológicos e a crença na cura afetam esse mecanismo.

Sobre as chamadas “cura pela fé” Stoll acredita que os fatores mentais ou emocionais podem estar envolvidos, onde a fé, religiosidade e uma crença muito poderosa parecem ser fatotes comuns em muitos dos pacientes que mostraram cura espontânea de um câncer.

Ikemi, uma das grandes autoridades nos estudos dos fenômenos psicosomáticos no mundo, relatou a evolução de cinco pacientes de câncer que foram criteriosamente acompanhados e investigados, que apresentaram cura espontânea. O único dado em comum nestes pacientes era o apego à religião.

O médico geriatra Harold Koenig, através de seus estudos concluiu que pessoas que praticam algum culto ou atividade religiosa, ao menos uma vez por semana, possuem sistemas imunológicos mais saudáveis.

Em uma de suas pesquisas, acompanhou 595 idosos por dois anos, a maioria cristãos, onde muitos deles perderam a sua fé em Deus em função das dificuldades na vida ou inúmeros problemas de saúde, sentindo-se abandonados ou punidos pela Divindade. Koenig identificou maior incidência de morte entre aqueles que haviam perdido a Fé e a Esperança.

Com base nos resultados de seus estudos sistemáticos sobre os efeitos da religião na mente humana, ele recomenda aos médicos encaminharem seus pacientes mais endurecidos aos psiquiatras ou capelões dos hospitais.

O exercício da fé e da oração geralmente estão associados. Ora-se por que se tem fé em algo, assim como a fé comumente busca apoio na oração. Um fator potencializa o outro.

A evidência da existência da continuação da vida espiritual após a morte, e a possibilidade de contato com o chamado mundo espiritual tem sido outra fonte de pesquisa. O xamanismo e outras culturas se utilizam desses contatos para diangosticar e tratar inúmeras patologias. As experiências de quase-morte é um evidência dessa realiddade espiritual. Hoje dia existem inúmeras publicações sobre o assunto. Cabe ressaltar os estudos publicados pelo neuropsiquiatra Peter Fenwick, presidente da filial britânica da Associação Internacional para Estudos Quase-Morte.

Harold Koenig e Peter Fenwick estiveram no Brasil participando do IV Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita e II Congresso Internacional de Médicos-Espíritas ocorrido em São Paulo em junho de 2003 com a participação de 1.200 pessoas.

Harold G. Koenig, MD, MHSc, é médico formado pela Universiddae da Califórnia em São Francisco, com especialização em geriatria, psiquiatria e bioestatística. Professor Associado de Medicina e Psiquiatria, e diretor do Centro para Estudo da Religião/Espiritualidade e Saúde da Universidade de Duke, Carolina do Norte. Autor de 24 livros e de cerca de duas dezenas de artigos e matérias sobre saúde mental, geriatria e religião. Editor de duas revistas médicas especializadas: International Juornal of Psychiatry in Medicine e Research News & Oppotunities in Science and Theology. Seu livro “Manual de Religião e Saúde: Revisão de um Século de Pesquisa” é considerado o mais completo tratado sobre o assunto. A conferência do Dr. Koenig, cujo o título foi “Religião, Espiritualidade e Medicina: História, Pesquisa e Aplicação”, analisou a relação histórica entre religião e medicina, onde examinou as origens da assitência à saúde, hospitais, medicina e enfermagem, e a relação entre religião e saúde físíca, demonstrando através dos estudos e pesquisas sobre o assunto, que a prática regular da religiosidade aumenta a resposta imunológica e a sobrevida do ser humano.

Peter Fenwick é médico neuropsiquiatra britânico formado no Trinity College de Cambridge, com cursos em especialização em neurofisiologia e neuropsiquiatria no Hosptial Maudsley, Londres. Responsável pela Unidade de Neuropsiquiatria e Epilepsia do Hospital de Maudsley e também por uma clínica de Londres especializada em traumatismo de crânio. Tem trabalhado em crimes cometidos durante estados “automáitcos” da consciência. Dedica especial interesse a experiências de uqase morte, assunto de suas pesquisas nos últimos 15 anos, com mais de 300 casos estudados, tendo escrito o livro “The Truth in the Light”, ainda não disponível em português. Dr. Peter abordou os fenômenos que ocorrem no leito de morte e a experiência de quase morte, chamando a atenção, entre outras coisas, para o estudo do traçado do eletroencéfalograma (E.E.G), que evidenciou algum tipo de atividade cerebral no período em que o paciente se encontra em morte clínica, momento esse em que não havia mais uma resposta neurológica. Esse momento é concidente com o período em que os pacientes relatam ter ocorrido os “fenômenos espirituais”, como túnel de luz e contatos com pessoas ou familiares já mortos, como se houves uma outra estrutura em funcionamneto além do cérebro, dando base para os traçados encotrados no E.E.G. Peter demonstrou que os estudos apontam para um processo espiritual no momento da morte, de uma sobrevivência de algo além do corpo humano. Salientou a necessidade de ampliarmos os estudos a respeito da neurociência para aprofundarmos as pesquisas nesse campo.

Cabe ainda ressaltar, entre os importantes debates e estudos promovidos pela presença 42 expositores médicos e profissionais da saúde, as palestras do físico Amit Goswami e do Dr. Fernando Augusto Garcia Guimarães.

Amit Goswami, PhD em física, Professor de Física da Universidade de Oregon por 34 anos, onde desenvolveu um trabalho científico pioneiro sobre a primazia da consciência. É autor do “O Universo Auto-Consciente”, “A Janela Visonária”, “Physics of the Soul” e “Integral Medicine”. Amit Goswami falou sobre a Medicina Integral e a Física Quântica, propondo um modêlo de medicina baseada numa realidade quântica, onde os médicos deveriam abordar a individualidade dentro dos conceitos de energia e da necessidade da ciência médica considerar a realidade de um “corpo espiritual” como base do corpo físico, como forma de ampliar o entendimento da relação mente-corpo, a causa das doenças e de alcançarmos tratatamentos que alcancem a profundeza da alma e não apenas a superficie do corpo.

Fernando Guimarães é epidemiologista e professor de medicina da Universidade de Santa Cecília em Santos – SP, e vem oferecendo importante orientação sobre Metodologia da Pesquisa e Metanálise para os médicos que querem desenvolver projetos de pesquisa no campo da espiritualidade, reforçando a importância que um bom trabalho científico se faz com um bom projeto de pesquisa. Mesmo que a idéia seja interessante, os resultados sejam promissores, todo o trabalho perde a credibilidade se não for bem planejado, devendo-se identicar todos os fatores que podem interferir nos resultados e gerar tendeciosidades (amostra não homogênea e/ou não representativa da população, ausência de aleatoriedade na distribuição da amostra, estudos não-cego, etc). Fernando Guiamarães apresentou um trabalho de fôlego, onde revisou todos os estudos e pesquisas médicas realizadas e publicadas nas mais importantes e respeitadas revistas médicas reconhecidas, sobre cura a distância, oração, toque terapêutico, medicina energética, etc. Das inúmeras publicações encontradas e revisadas, separou aquelas com solidez e segurança científica, feitas com estudos randomizados e duplo-cegos, demonstrando a consistência e a quantidade dessas publicações que indicam o grande interesse científico que esses assuntos vem despertando no meio médico.

Aqui no Brasil, a exemplo que vem ocorrendo nos maiores centros médicos e univesidades do mundo, cada vez mais encontramos grupos de estudos e pesquisas sobre religiosidade e espiritualidade. Inúmeros são os hospitais que já desenvolvem, de forma organizada e bem estruturada, um serviço especilizado no apoio religioso e espiritual aos seus pacientes, atentos para importância desses fatores no alívio e na cura das doenças. Diversas universidades já possuem núcleos de estudos e pesquisas sobre o assunto, e já se fala em incluir nos currículos das faculdades de medicina , psicologia e enfermagem cadeiras sobre religiosidade e espiritualidade. Como exemplo podemos citar o Núcleo de Estudo sobre espiritulidade que existe dentro da UFRGS e o Núcleo de Pesquisas sobre Espiritualidade e Religiosidade em saúde mental do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de São Paulo. Conforme informou o médico Alexander Moreira de Almeida, Coordenador do NEPER – Ipq, do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, o Núcleo é formado um grupo multidisciplinar, sem vínculos com nenhuma religião, que investiga as relações entre saúde espiritualidade, realizando reuniões quinzenais com detabates e estudos sobre projetos de pesquisa, artigos científicos ou pesquisas já realizadas. Diversos componentes já fizeram ou estão realizando teses na área. Alexander Moreira de Almeida, gentilmente nos enviou, entre outros significativos trabalho, um interessante e importante artigo de sua autoria sobre “Diretizes metodológicas para investigar estados alterados de consciência e experiências anômolas”, o qual poderemos repassar aos que se acharem interessados.

A reencarnação é outra forte evidência que vem cada vez mais recebendo a atenção de pesquisadores em todo o mundo. Sendo um dos fundamentos de grandes religiões e filosofias, a reencarnação tem sido cada vez mais aceita, até mesmo dentro de muitas religiões cristãs.

Com o avanço da tecnologia que vem permitindo o mapeamento cerebral, pesquisadores, inclusive aqui no Brasil, tem realizados pesquisas onde o paciente é solicitado a relatar sobre a sua infância, ativando no mapeamento cerebral a zona da memória, e depois inventar uma história, onde se observa a ativação da zona cerebral correspondente a imaginação. Depois o paciente, ainda sofrendo o mapeamento cerebral, inicia o processo terapêutico de regressão de memória, atingindo as vidas passadas. Durante esse período, o relato realizado pelo paciente, desencadea a ativação da zona da memória e não da imaginação. Inúmeras pesquisas existem corroborando com essas evidências.

O poder de cura do perdão foi recentemente pesquisado por Charlotte van Oyen Witvliet, professora de psicologia do Hope College, que durante as lembranças de alguam ferida emocional antiga reações fisiológicas semelhantes quando sentimos raiva.

O Psicólogo Fred Luskin da Universidade de Stanfford alerta em seu livro “Forgive for good”, que guardar mágoas e rancores nos desgasta físca e emocionalmente. Afirmativa confirmada pelos estudos feitos em 2001 pelo Instituto de Pesquisa Social da Universidade do Michigam, que demonstrou que as pessoas que perdoaram apresentavam uma vida mais saudável.

As mágoas não esquecidas provocam uma ferida na alma, uma lembraça constante que consome nosso tempo e nossas energias, gerando raiva e depressão, aumentando o risco de patologias cardiovasculares e diminuindo as resposta imunológica que favorecem a instalações de doenças. Quem perdoa se libera de um fardo, alivia o coração e consegue direcionar a mente para outros objetivos na vida.

Cada vez mais médicos e psicólogos se voltam para a espiritualidade. É significativo ver médicos, como o Dr. Mehmet Oz, um grande cirurgião vascular americano, relatar em seu livro “A Cura que vem pelo Coração”, a sua experiência na união das técnicas cirúrgicas mais avançadas com os recursos da hipnose, do relaxamento, da meditação, da mentalização, da imposição de mãos e do yoga que introduziu no hospital em que trabalha para todos os seus pacientes. Dr. Oz afirma que ora sempre antes de cada cirurgia, que sente-se auxiliado em seu trabalho e que os pacientes, com os recursos espirituais utilizados, necessitam de menor dose de anestesia, apresentam recuperação mais rápida e resultados mais efetivos. É importante que a ciência continue se debruçando no estudo sobre espiritualidade e saúde, sem os preconceitos e conclusões apressadas, para que o avanço nesse campo de pesquisa continue e possibilite uma maior possibilidade de cura e conforto aos pacientes.

 

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Sobre aricarrasco

sou simples mas co objetivos e convicções definidos.
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Uma resposta para ESPIRITUALIDADE e SAÚDE

  1. FAZENDO INCLUSÃO VIBRATÓRIA FELIZ EM TODO CENÁRIO MENTAL MAIS ATRAÇÃO DE FELICIDADE.
    Se você tem “presença de dinheiro” na sua vibração, então você continuará atraindo presença de dinheiro. Você precisa encontrar um jeito de ser feliz AGORA, se sentir bem AGORA, e estar VIBRATILMENTE alegre, saudável e próspero, AGORA, independente do dinheiro, porque esses sentimentos maravilhosos jubilosos, sadios e afortunados são como você se sentirá com o dinheiro.
    Dinheiro não traz felicidade – mas sua vibrátil felicidade exultante, salutar e abastada, traz dinheiro, porque você adiciona felizes vibrações de contentamento, sanidade e abastança, em tudo que recorda e encontra. Daí, você atrai tudo que é semelhante ao VALIOSO bom-humor, harmonia orgânica e prosperidade. Assim, você encontrou a melhor maneira de criar e atrair SINTONIA com o Bem-Estar ou Felicidade.

    armandobeneficio.blogspot.com (SEU BEM-ESTAR É ACESSADO VISITANDO SEMPRE ESSE BLOG TECNICAMENTE COLORIDO PARA CONVOCAR SUA ATENÇÃO MAGNÉTICA. Daí, você cria e mantém sua desejada alegria, saúde e abundância, praticando o congruente e poderoso alinhamento mental magnético exultante, salutar e abastado, fazendo o acoplamento de confortáveis códigos lingüísticos magnéticos jubilosos, sadios e afortunados, no quântico “espaço expansível” de toda cena do painel da sua memória.)

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