CAP. XIII: A CURA QUÂNTICA

A cura quântica é, essencialmente, a cura espiritual, realizada pelo pensamento que é um atributo da alma. A Ciência Médica tem evoluído, contando com recursos progressivamente mais aperfeiçoados para o estudo da estrutura celular, dispondo particularmente do microscópio eletrônico, da ressonância nuclear magnética e da microscopia de túnelamento, capazes de analisar a estrutura celular nos seus mínimos detalhes. A cura espiritual vem sendo estudada sob um prisma científico, à luz dos conhecimentos atuais, que identificam um ponto de encontro entre a ciência e a realidade da alma, através do pensamento.

Os conhecimentos revelados pela Física evidenciam que o átomo constitui uma minúscula partícula de matéria, tendo, no seu interior, um núcleo formado de prótons e nêutrons. Os prótons são dotados de carga elétrica positiva, e se apresentam em número variável de acordo com os diferentes elementos químicos que os constituem. Assim, o átomo mais simples é o do hidrogênio, contendo um único próton, o do hélio com dois, o do oxigênio com oito, e assim por diante.

Os nêutrons são em número igual aos dos prótons, e de massa praticamente igual à dos mesmos. Nos átomos maiores, os nêutrons podem participar em maior número. São destituídos de carga elétrica, e participam para formar a massa total do núcleo e para manter a coesão dos prótons algutinados no reduzido espaço em que se encontram.

Ao redor do núcleo existem partículas menores, os elétrons, em número igual ao de prótons, e se movimentam em órbitas elípticas concêntricas, com carga elétrica negativa. O núcleo contém toda a carga positiva do átomo e praticamente toda sua massa, e os elétrons têm apenas aproximadamente l :2000 da massa do átomo mais leve. Hernani Guimarães Andrade, no livro Psi Quântico, à página 37,4° parágrafo analisa o conceito da estrutura do átomo e explica que “No centro do átomo situa-se o núcleo, com tantas cargas positivas quantos são os elétrons orbitais. Para o caso do hidrogênio este núcleo é constituído por uma única partícula portadora de uma unidade de carga positiva: o próton”.

A primeira órbita de elétrons é a que está mais próxima do núcleo. Ference Jr. e col. no livro Curso de Física, página 62, 3° parágrafo, explicam o conceito de Niels Bohr relativo ao átomo de hidrogênio cuja “massa do próton é 1836,5 vezes a massa do elétron”. E continuam dizendo: “Podemos então considerar o átomo de hidrogênio como constando de um próton central com um elétron girando em torno dele. Uma vez que o próton positivo atrai o elétron negativo, este último deve girar em torno do próton de maneira análoga à revolução dos planetas em torno do sol, sob a ação da força de atração gravitacional”.

Esse constitui o modelo de átomo de Rutherford (1911), e que foi adotado por Niels Bohr em 1913, e complementado por Louis De Broghie em 1924. E em 1925 houve o surgimento da Dinâmica Quântica. André Luiz, o insigne cientista na espiritualidade, no livro Mecanismos da Mediunidade, à página 29, último parágrafo, analisando a estrutura do átomo, diz que Niels Bohr “procedendo mais por intuição do que por observação, mentalizou o átomo como sendo um núcleo cercado, no máximo de sete camadas concêntricas, plenamente isoladas entre si, no seio das quais os elétrons circulam livremente, em todos os sentidos.

Os que se localizam nas zonas periféricas são aqueles que mais facilmente se deslocam, patrocinando a projeção de raios luminosos, ao passo que os elétrons aglutinados nas camadas profundas, mais jungidos ao núcleo, quando mudam de órbita deixam escapar raios mais curtos a se graduarem na série dos raios X”. E continua na página 30, 2° parágrafo do mesmo livro: “Aplicada a teoria de Bohr, em multivários setores da demonstração objetiva, ela alcançou encorajadoras confirmações, e, com isso, dentro das possíveis definições terrestres, o cientista dinamarquês preparou o caminho a mais amplo entendimento da luz”.

O conhecimento da estrutura do átomo abre, para o observador, um campo multiforme de observações. André Luiz no livro Mecanismos da Mediunidade, páginas 37 – 8, a partir do 3° parágrafo, analisa os elétrons segundo a sua localização: “Se excitarmos o átomo com escassa energia, apenas se altearão aqueles elétrons da periferia, capazes de superar facilmente a força atrativa do núcleo.

Compreenderemos, portanto, que, quanto mais distante do núcleo, mais comprido será o salto, determinando a emissão de onda mais longa e, por esse motivo, identificada por menor energia. E, quanto mais para dentro do sistema atômico se verifique o salto, tanto mais curta, e por isso de maior poder penetrante, a onda exteriorizada”. E continua discorrendo sobre o “efeito Compton”, dizendo: “Buscando um exemplo, verificaremos que a estimulação das órbitas eletrônicas externas produzirá a luz vermelha, formada de ondas longas, enquanto que o mesmo processo de atrito nas órbitas que se lhe seguem, na direção do núcleo, originará a irradiação azul, formada de ondas mais curtas, e a excitação nas órbitas mais íntimas provocará a luz violeta, de ondas ainda mais curtas.

Continuando-se a progressão de fora para dentro, chegaremos aos raios gama, que derivam das oscilações do núcleo atômico. “Em todos esses processos de irradiação, o poder do fóton depende do comprimento de onda em que se manifesta”. Em síntese, reportando a estrutura do átomo para o sistema planetário, verifica-se que o átomo sintetiza a unidade da Criação. Os elétrons se deslocam em torno do núcleo, mantidos pela atração eletromagnética do núcleo que estabelece o equilíbrio em relação à força centrífuga dos elétrons, sendo o sistema eletromagnético atômico uma miniatura, infinitamente reduzida do sistema planetário, segundo o modelo de Ernest Rutberford e adotado por Niels Bohr.

Este conceito está de acordo com o pensamento de Emmanuel, no livro Pensamento e Vida, página 40, segundo parágrafo, quando afirma: “Começamos agora a penetrar a essência do microcosmo e, de alguma sorte, podemos simbolizar, por enquanto, no átomo entregue à nossa perquirição, um sistema solar em miniatura, no qual o núcleo desempenha a função de centro vital e os elétrons a de planetas em movimento gravitativo”.

A Teoria Quântica é atribuída a Max Planck, como diz Frank Close, no livro A Cebola Cósmica, página 25, 4° parágrafo: “Em 1900, Max Planak demonstrara que a luz é emitida em distintos e microscópicos ‘pacotes’ ou ‘quanta’ de energia conhecidos como fótons e, em 1905, Albert Einstein demonstrou que a luz permanece nesses pacotes enquanto viaja através do espaço”. Ference Jr e col no livro Curso de Física, página 54, 3° parágrafo explicam as idéias de Albert Einstein, que “estendeu este conceito de quantização à própria radiação.

Ele afirmou que a energia da radiação estava distribuída em quanta ou “pacotes” de energia de valor hf. A estes quanta de energia ele chamou de fótons. Então a energia “E” dos fótons de radiação eletromagnética de frequência “F” é dada por E = hf. Onde h corresponde a uma constante universal conhecida como constante de Planck”. Mais tarde, em 1925, Frank Close, no livro A Cebola Cósmica, página 29, 3° parágrafo, refere que Louis De Broglie propôs que “partículas de matéria podem exibir características ondulatórias”.

Sua contribuição para a Física Moderna, sobre a natureza ondulatória do elétron, lhe valeu o Prêmio Nobel de Física em 1929. A importância do seu trabalho consistiu, ainda, em harmonizar os dois aspectos, corpuscular e ondulatório dos fenômenos luminosos, das radiações e das partículas em movimento, associando um comprimento de onda a cada elétron em movimento. E a Teoria Quântica junta esses dois conceitos, de onda ao de partículas de matéria em movimento.

A luz, a radiação eletromagnética e as partículas em movimento têm características duais, de ondas ou de partículas, sendo que este comportamento não pode ocorrer ao mesmo tempo, embora os fenômenos naturais não sejam simples para serem explicados em termos de ondas ou de partículas. A Moderna Física Quântica dá uma descrição mais profunda do átomo, mas deixa transparecer o conceito clássico dos elétrons como partículas sólidas, girando nas suas órbitas nucleares.

No interior do átomo o elétron pode deslocar-se de uma órbita para outra, e não pode estar na região entre duas órbitas, caracterizando seu estado quântico, e não contínuo. O quantum expressa a quantidade de energia que o elétron emite ou recebe ao realizar esse deslocamento quântico. Um desequilíbrio eletrônico motivaria esse salto do elétron de um ponto estável para outro ponto também estável, fazendo-o passar por um rápido momento de instabilidade interorbitária, desaparecendo da órbita inicial e reaparecendo na órbita final, num salto quântico, sem a continuidade admitida pela Física Clássica.

Frank Close, no livro A Cebola Cósmica, página 41, mostra que a estabilidade dos elétrons em torno do núcleo pode ser rompida pela ação de uma fonte energética sobre o átomo, fazendo com que os elétrons sejam ejetados para fora de suas órbitas. E essa energia pode ser fornecida ao átomo sob a forma de luz ou de calor. As radiações cósmicas, os radios X e os raios ultravioletas, incidindo moderadamente sobre o organismo são benéficos, e quando atuam em elevadas concentrações podem causar sérias patologias.

E não se pode deixar sem lembrança os riscos a que está sujeita a humanidade, diante da possibilidade de se expor às radiações atômicas e de seus malefícios que se estendem por muitos anos. Existem razões para se admitir que no campo da atomologia deve centrar-se a causa e a cura das doenças e que o pensamento tem o duplo poder de deslocar ou de reajustar os elétrons em suas órbitas. O pensamento sendo uma forma de energia emitida pela alma, quando impregnado de emoções negativas, como as de medo, de ódio, de inveja, de maldade, de ciúme, pode causar o deslocamento dos elétrons de suas órbitas atômicas, causando o sofrimento, as doenças, o fracasso.

Já o pensamento reto, positivo, sob a motivação da vontade e da determinação, através do querer, da prece e da fé, centrado na ação curativa a realizar-se no processo mórbido, produz o reajustamento dos elétrons no alinhamento de maior potencial de suas órbitas atômicas, promovendo a saúde, o bem-estar, o sucesso, a cura quântica. A energia causadora de ambos os processos é a mesma. O que diferencia o pensamento negativo do positivo é a informação associada ao mesmo. Quando imantado por emoções negativas, desencadeia a desarmonia energética na estrutura das células e consequente ejeção dos elétrons das órbitas dos átomos que as constituem.

E quando o pensamento está impregnado por emoções positivas, produz a harmonização do sistema energético das células e a consequente recondução do seu estado normal. Contudo, na atuação do pensamento com a finalidade de obter a cura há, igualmente, a participação do fluido magnético, disponível através dos seres humanos ou dos Espíritos, com a diferença que os Espíritos pode efetuar a cura diretamente ou realizá-la através de uma pessoa que atua como médium.

Como afirma Allan Kardec no livro A Gênese, página 295, item 32: “Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação.” E do mesmo modo, ensina André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, página 201, 1° parágrafo que o “fluido magnético constitui por si emanação controlada da forca mental sob a alavanca da vontade”. E como a vontade acompanha sempre os pensamentos positivos, é natural que os mesmos estejam sempre impregnados de fluido magnético em abundância, propiciando a realização das curas.

Há 150 anos, quando a Ciência ainda não havia formulado as bases da Teoria Quântica, Allan Kardec escreveu no livro A Gênese, páginas 294-5 item 31, que “O espírito, encarnado ou desencarnado, é o agente propulsor que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã”. Como as moléculas são formadas de átomos, verifica-se que o sábio de Lion estava certo ao lançar as bases científicas da cura espiritual centrada na molécula, e pode ser considerado o precursor dos conceitos modernos da Medicina Quântica, segundo a qual todo processo patológico, tem, na sua origem, um desequilíbrio bioenergético que ocorre no interior da molécula.

Esse conceito está de acordo com as afirmações de André Luiz, no livro Mecanismos da Mediunidade, página 33, 3° parágrafo: “Nossos apontamentos sintéticos objetivam apenas destacar a analogia do que se passa no mundo íntimo das forças corpusculares que entretecem a matéria física e daquelas que estruturam a matéria mental”. Deste modo, é fácil compreender que o pensamento pode atuar no mundo íntimo das forcas corpusculares que são as células que formam o organismo.

O ser humano pode atuar na matéria física do seu próprio corpo, ou de outrem, através do fluido magnético que constitui a emanação de sua força mental que atua sob o impulso da vontade. Huberto Rohden, Espírito, que na espiritualidade adotou o nome Delfos, nos transmite através do médium Luiz Antônio Millecco, no livro Reflexões no Meu Além de Fora, à página 69, 2° parágrafo, uma sabia mensagem que ouviu de Thomas Edson, Espírito: “O ser humano, já começais a perceber, age mentalmente, inclusive na intimidade dos átomos”.

Essa mensagem enaltece a importância atribuída ao pensamento, como forma de energia utilizada pelo ser humano para obter a harmonia e o equilíbrio das células do organismo. O poder de curar pelo pensamento depende da sua força de atuacão energética, da vontade, da elevação espiritual e do interesse daquele que se propõe realizar a cura, sendo tanto mais eficaz quanto maiores forem os quanta de energia utilizada para tal fim.

Em decorrência do conceito de cura quântica pode-se deduzir que o magnetismo, humano ou espiritual, é responsável por diferentes modalidades de cura, compreendendo-se, igualmente, que o poder de curar é variável de pessoa para pessoa e é decorrente do fluido magnético emanado pelo pensamento, sob a ação da vontade. E será tanto mais elevado quanto maiores forem os quanta de energia emitida pela pessoa que se propõe realizar a cura, sob a égide do amor que deve envolver todo o processo de cura das doenças que afligem o ser humano.

Nessa visão centrada no interior do átomo, a doença começa por um desequilíbrio energético no campo orbital coletivo, no interior das células, e a cura realiza-se, do mesmo modo, na intimidade do átomo, pelo alinhamento dos elétrons deslocados de suas órbitas, sob a ação catalizadora da energia mental que provém do pensamento da própria pessoa, ou de outrem, direcionadas especialmente para esse fim. O dr. Deepak Chopra, no livro A Cura Quântica, descreve a cura de doenças como o câncer utilizando a energia mental. Suas observações foram feitas na cidade de Boston, nos Estados Unidos, sob rigoroso controle de diagnóstico e de evolução dos doentes tratados.

As doenças podem ser analisadas sob as variáveis biofisiológicas, fisicoquímicas e psicossomáticas. Na epistemologia das doenças, a variável psicossomática está tão integrada no ser humano, como as variáveis biofisiológicas e fisicoquímicas, mensuráveis pelos efeitos que produzem. As ações iniciais que podem ocorrer mesmo antes do aparecimento das primeiras manifestações de doença, realizam-se nas células, por alterações energéticas causadas por pensamentos negativos e que alcançam os átomos, levando ao deslocamento de elétrons de suas órbitas.

Sendo o pensamento um atributo da alma, compreende-se o seu valor na vida humana, e que a alma não é apenas um mero componente na constituição do organismo, mas uma fonte inesgotável de energia atuante na vida de cada um, desde o momento de sua formação embrionária, atuando como agente modelador dos órgãos e tecidos e, durante toda a vida da pessoa, como responsável pela saúde e bem-estar do organismo. O dr. James Porter Mills, Espírito, através do sensitivo Elwood Babbitt explica na revista Amaluz, Ano l, n° 9, página 61, 7° parágrafo que “A maior descoberta de todas as eras, revelada muito recentemente, é esta: o pensamento como agente do desenvolvimento do corpo e seu uso e poder na cura de doenças”.

A cura quântica evidencia a ligação entre a Ciência e a Religião. As curas espirituais, consideradas como milagres, podem ser concebidas à luz da Ciência Quântica, que são realizadas pela força do pensamento que é um atributo da alma. Desta maneira, já não existem razões para que a Ciência e a Religião se mantenham separadas. Para tanto, vale a pena lembrar as palavras de Thomas Edison, Espírito, contidas no livro Reflexões no meu Além de Fora, ditado pelo Espírito Delfos, ob. cit. página 69, 1° parágrafo, quando afirma que a “Fé sem ciência é fanatismo; ciência sem fé pode ser loucura”.

Com poucas palavras o cientista de ontem, que nos revelou a luz, que descobriu a lâmpada incandescente, nos transmite hoje essa bela mensagem, afirmando que não há incompatibilidade entre a ciência e a religião. O mundo físico precisa do mundo extrafísico para se complementar, e o mundo extrafísico precisa do mundo físico como laboratório do Espírito.

Dr. Roberto Brólio

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